Notícias UB TOPO
 
Discussões sobre a aplicação em processos da área e experiência de sucesso no Sistema Unimed reafirmam: o futuro chegou de vez.
 
 
Digitar documentos, pesquisar arquivos e informações, fazer fechamentos, gerar relatórios e garantir melhorias na usabilidade de dados em valores e textos. Até que ponto a tecnologia irá ocupar espaço e trazer benefícios na rotina contábil?

Para ajudar a responder a essa pergunta, o professor e pesquisador do Programa de Mestrado em Ciências Contábeis da FECAP e palestrante reconhecido em eventos nacionais e internacionais, Thiago Slavov, apresentou ao público do 32° Seminário Nacional exemplos de como a tecnologia, em especial a inteligência artificial, tem transformando a atuação de profissionais das áreas relacionadas ao Contábil, considerando controles gerais e internos nas companhias.

“O grande desafio nesse momento é entendermos os potenciais usos e como eles se aplicam de forma prática e assertiva. Vivemos um tempo de experimentações e precisamos estar preparados para uma revolução que avança a cada dia, de forma muito rápida”, destaca, ao demonstrar a aplicação do Chat GPT na contabilidade com novidades que vão desde a preparação de relatórios até a análise de dados financeiros.

Homem x máquina

A interação humano e máquina foi destaque na abordagem do palestrante, ao ressaltar que o conceito de IA é muito amplo e que a novidade é a massificação de uso nas organizações e o seu impacto na sociedade. “Você já pensou em uma Alexa da Contabilidade? Ou em uma Siri da Controladoria? Pois alguém já, e a qualquer momento, ideias assim sairão do campo da ideia para a realidade”, frisou, citando inteligências artificiais conhecidas da Amazon e da Apple. 

Slavov explicou o conceito da IA generativa, com aprendizado por padrão e repetição, alimentados pela inteligência humana. Sobre os impactos na profissão de empregos contábeis, explicou que a ideia do computador substituir o humano em determinadas funções existe há bastante tempo, mas que a sua percepção, na rotina contábil, é que agregue em rotinas mecanizadas, como o preenchimento de dados e informações rotineiras e menor chance de inconsistências. “O contador é aquele que faz a checagem sempre, uma ou mais vezes. Lida para evitar erros. IA depende, em sua essência, de alguém que faça a análise para saber se a informação está correta.”

Aplicações práticas

Entre as aplicações práticas da IA na rotina contábil, Slavov destacou o Chatbot Fiscal; o uso na transformação de dados não estruturados para estruturados, por meio da conversão de documentos sem a perda de informações; análise de formulários e guias médicas, com checagem de assinaturas e certificações; e elaboração de inventários por meio de análise de imagem. “Com a IA sabendo alimentá-la com as informações certas e estratégicas, você tem a possibilidade de preparar uma análise completa das demonstrações financeiras, entregando um relatório pronto, com base no balanço social e na demonstração de resultados”, disse.

O palestrante encerrou a apresentação mediada pelo gerente de Controladoria da Unimed do Brasil, José Carlos da Silva Junior, destacando a importância do mindset para IA na contabilidade. “Junto com a boa governança, experimentem, usem as versões, pesquisem provedores, testem e entendam o que se adequa melhor à sua rotina. O futuro é agora e as áreas Financeira e Contábil não podem estar atrasadas quando a inteligência artificial for uma realidade cada vez mais constante nas áreas técnicas, médicas e operacionais.”

Transformação Digital e redução de despesas



O evento apresentou o case de sucesso da Unimed Vale do Aço, em Minas Gerais, para a robotização e automação de processos, projeto implementado em 2023 visando eficácia operacional e qualidade no atendimento.

O conceito-chave foi concretizar a transformação digital da cooperativa em processos repetitivos e padronizados, com base em Inteligência Artificial, possibilitando aos colaboradores focarem a atenção em demandas mais estratégicas.

Agilidade e assertividade de projetos, redução de custos e valorização estratégica do trabalho executado pelo colaborador foram ganhos observados no dia a dia. “Valorizamos, dessa forma, a eficiência das pessoas, possibilitando que as entregas que não são mais nobres possam ser robotizadas e que os analistas tenham capacidade de entregar valor, sem redução de pessoas”, destacou Jeferson Correa Santos, CEO da cooperativa.
O ciclo de robotização implementado considerou melhorias em auditoria, cadastro e contas médicas – com ferramentas de tecnologia que emitem cobrança e registram boletos - e teve como resultado o aperfeiçoamento na automação dos processos e ganhos em processos financeiros

“A virada de processo não é imediata e aprendemos na prática que a melhor forma de fazer isso, na nossa realidade, foi pela área de Qualidade e Processos, valorizando a otimização contínua e concretizando na prática a cultura de inovação”, completou. Como parte da mudança, a cooperativa possui hoje abertura para a inscrição de ideias inovadoras dos colaboradores, para o desenvolvimento de novas ações.