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Autor dos livros “Saúde é Coisa Séria” e “A Culpa é do Dono: Custos de planos de saúde empresariais”, Adriano Londres provocou o público em relação a catalisadores de mudanças que devem potencializar o setor nos próximos anos.
 
 
Adriano Londres, renomado especialista em saúde corporativa e cofundador da Arquitetos da Saúde, foi um dos palestrantes da Sala Técnica Atuarial no painel Caminhos para o Setor de Saúde, que evidenciou a importância do diálogo contínuo e da colaboração entre as cooperativas e demais agentes do sistema de saúde para aprimorar a qualidade dos serviços oferecidos aos beneficiários.

O palestrante levou sua experiência de quase 30 anos em atividades ligadas à saúde suplementar, gestão hospitalar e representação de classe para realizar reflexões e provocações entre os participantes do evento sobre caminhos necessários para a resolução de pautas levantadas pelo setor.

Sob a moderação de Wanderson Oliveira, coordenador atuarial da Unimed Sergipe, Londres discutiu as transformações históricas do setor e destacou a necessidade urgente de centrar esforços no cuidado e na assistência aos clientes, sem descuidar da viabilidade financeira das operadoras.

Durante sua apresentação, o especialista identificou cinco "catalizadores de mudança" que devem potencializar os resultados do setor nos próximos anos. Estes incluem:

  • A mudança de uma agenda pontual e de sobrevivência para uma agenda estratégica do setor
  • A profissionalização do corretor de saúde
  • O empoderamento do financiador: o contratante precisa olhar mais para o valor do que para o preço
  • Uma agenda de desempenho pela ANS: discutir acesso à saúde suplementar, propondo discutir soluções de acesso que caibam no bolso das pessoas
  • O letramento da sociedade: realizar construções para que o beneficiário seja educado sobre critérios técnicos, levando conhecimento e compartilhando resultados 

Para Londres, é fundamental que as cooperativas de saúde adotem uma abordagem estratégica para enfrentar os desafios atuais e futuros do setor e os principais passos para o sucesso desta questão passa em conhecer o comportamento do mercado para entender caminhos necessários e criativos para as situações.

Reajustes de planos individuais




Em junho deste ano, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) estabeleceu o percentual máximo de reajuste anual para os planos de saúde de assistência médica individuais e familiares de 6,91%. Esta medida, válida para o período entre maio de 2024 e abril de 2025, impacta diretamente cerca de 8 milhões de beneficiários em todo País. Por isso, o assunto também foi tema da edição deste ano do Seminário Nacional.

Samara Lauar, coordenadora atuarial da Unimed João Pessoa (PA), apresentou uma palestra com relatos e discussões sobre Reajustes de Planos de Saúde Individuais (IRPI), em que trouxe um estudo elaborado pela Unimed do Brasil, em que foi possível analisar a metodologia de reajustes individuais atualmente empregada pela ANS.

O estudo revelou que a metodologia vigente da ANS utiliza um percentual médio único para o reajuste das operadoras, sem considerar as variações regionais, de porte e outras características específicas de cada operadora de plano de saúde. Essa abordagem levantou discussões pertinentes sobre a adequação técnica e atuarial do método atual, questionando se um modelo único realmente reflete a realidade diversificada do setor.

Na apresentação, a coordenadora defendeu que a metodologia retrospectiva de reajuste, baseada na variação das despesas assistenciais e índices de preço, não proporciona uma estimativa mais precisa para alcançar o equilíbrio técnico atuarial dos contratos individuais, e concluiu que, dadas as disparidades significativas entre as operadoras em termos de padrões e níveis de risco, seria mais apropriado considerar uma abordagem que permita ajustes diferenciados.

A mesa de discussão foi mediada por Oclair Custódio dos Santos, gerente atuarial da Unimed Federação do Paraná, e reforçou o compromisso do Sistema Unimed em buscar soluções que beneficiem tanto as operadoras quanto os beneficiários dos planos de saúde no Brasil.