O presidente da Unimed do Brasil, Omar Abujamra Júnior, e os superintendentes Jeber Juabre Junior e Paulo Brustolin mantêm reuniões nesta quarta-feira, 14 de julho, em Brasília. Na agenda, estão encontros com o presidente da Organização das Cooperativas do Brasil (OCB), Márcio Lopes de Freitas, e parlamentares ligados ao cooperativismo e aos debates da saúde suplementar. (Confira os detalhes na edição do Notícias UB desta quinta-feira.)
Desde o início da gestão, em abril, já são dezenas de reuniões para apresentar os temas de interesse do Sistema Unimed aos poderes públicos e às entidades setoriais. No caso do reajuste anual dos planos de saúde, a prioridade da Confederação sempre foi a construção de alternativas que tragam equilíbrio e previsibilidade para os beneficiários e as operadoras.
O entendimento é de que a metodologia adotada pela agência, embora pública e definida em bases técnicas, não compreende o contexto excepcional da pandemia de Covid-19, que vem provocando oscilações atípicas na demanda por atendimentos e nos custos, desde 2020.
A Unimed do Brasil apoiou, juntamente com a Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge) e a Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), a elaboração de um parecer econômico, que propõe a avaliação global dos custos assistenciais no período de 2020 a 2022, em razão da pandemia de Covid-19.
A proposta equilibraria a tendência de um reajuste fortemente negativo neste ano e um potencial reajuste de dois dígitos em 2022 – situações extremas que prejudicam beneficiários e operadoras. O documento foi entregue em maio, em reunião no escritório paulista do Ministério da Economia, ao qual compete avaliar o índice antes da sua divulgação, e também encaminhado por meio de ofício dirigido ao presidente da ANS, Rogério Scarabel Barbosa.
A agenda desse período incluiu reuniões virtuais com o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e com o assessor do Ministério para a Saúde Suplementar, Daniel Pereira. Na quinta, 8 de julho, o ministro recebeu o presidente da Unimed do Brasil em seu gabinete, em Brasília. O setor também se apresentou à diretora da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), vinculada ao Ministério da Justiça, Juliana Oliveira Domingues.
Os projetos de lei de maior impacto para a saúde suplementar também pautaram audiências e estudos apresentados ao senador Wellington Fagundes (PL-MT) e aos deputados Dr. Luizinho (PP-RJ), Pedro Westphalen (PP-RS) e Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo na Câmara. Em junho, o superintendente executivo Paulo Brustolin sustentou as posições do Sistema Unimed em audiência pública na Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados.
Ainda em junho, as entidades setoriais divulgaram carta aberta ao Congresso Nacional, alertando para o aumento da demanda sobre a saúde suplementar, com a retomada dos procedimentos eletivos e a magnitude da segunda onda de Covid-19. Em especial, o documento sinalizava a ocupação recorde de leitos no primeiro trimestre, o aumento de preços de insumos e medicamentos e a forte alta das despesas assistenciais.
“A redução das mensalidades será um benefício ilusório se inviabilizar a manutenção dos contratos, fragilizar as operadoras, ou inibir ainda mais a oferta de planos individuais e familiares, excluindo o acesso de importante parcela da população à saúde suplementar”, alerta Omar Abujamra. |