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Evento foi dividido em duas salas para concentrar discussões sobre temas tributários, contábeis e financeiros e questões atuariais e regulatórias.

 
 
Como já é de hábito no Seminário Nacional Jurídico, Contábil, Atuarial, Financeiro e Regulatório, em seu segundo dia de realização, os debates foram divididos em salas voltadas às diversas áreas envolvidas no evento. Os participantes puderam acompanhar as discussões sobre temas tributários, contábeis e financeiros ou questões atuariais e regulatórias, realizadas virtualmente no dia 8 de outubro.

Tributários, Contábil e Financeiro
A sala foi comandada pelo diretor de Administração e Finanças da Unimed do Brasil, Dilson Lamaita Miranda. A programação iniciou com uma análise do advogado João Caetano Muzzi sobre a Reforma Tributária e o que o Sistema Unimed pode esperar dela.

Na sequência, as Perspectivas Econômicas e Políticas do Brasil em 2022 foram apresentadas pela economista e conselheira independente da Unimed Participações, Zeina Latif, que, antes de abordar o futuro, fez uma análise sobre o momento atual do País: “Nós tivemos uma recuperação em V, mas com uma certa dose de artificialismo motivada pelo auxílio emergencial cedido pelo governo. Fazendo uma analogia com a medicina, exageramos em algumas medicações e erramos na dosagem e na calibragem dos instrumentos. Tivemos gastos públicos comparados com os dos países desenvolvidos e, agora, a tendência é de uma acomodação, porque não tem como manter uma política como essa”.

Zeina comentou que é bastante otimista a expectativa de crescimento do PIB em 5% para este ano, pois “o que temos visto é um crescimento muito abaixo do esperado, praticamente andando de lado. Vemos um processo muito lento e que tende a ser ainda mais lento no ano que vem, por conta dos efeitos colaterais desse artificialismo, que traz como consequência uma inflação mais elevada”.

Sobre a inflação, ela mostrou preocupação diante da situação do Brasil. “Essa inflação é o diagnóstico do paciente com febre alta, indicando que algo não está correto e precisa de ajustes, principalmente na política fiscal. Como não há motivações para fazer ajustes, a consequência é que o Banco Central terá de subir os juros mais do que se imaginava. Os analistas ainda não veem o aumento da taxa Selic acima de dois dígitos, mas o fato é que não dá para descartarmos. O impacto virá mais no próximo ano, pois demora um tempo para ele se materializar na economia”, explicou a especialista.

Quanto ao setor de Saúde, Zeina declarou que “a pandemia valorizou a preocupação com o cuidado com a saúde. É um setor que tem suas peculiaridades, mas que está blindado no ciclo econômico. Não temos como não acelerar. A recomendação é muito cuidado na gestão de caixa e estudos bem feitos para entender o mercado. O setor tem que ter um otimismo cauteloso e analisar os sinais vitais”.

Por fim, a economista acrescentou que, para 2022, “a instabilidade política, motivada pela proximidade das eleições, também poderá prejudicar a economia, por conta do grau de incertezas” e concluiu afirmando que “não podemos mais ter gestão medíocre na economia. Não dá para postergarmos algumas reformas”.

A Sala 1 recebeu ainda o gerente de Acompanhamento Regular das Operadoras na Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Robson Barreto da Cruz, para falar sobre o Novo Plano de Contas Padrão ANS 2022. O ISSQN, no que se refere à questão judicializada sobre recolhimento do tributo no local da prestação de serviços, e a desoneração do ICMS sobre medicamentos no estado de São Paulo, foram temas conduzidos pelo gerente Jurídico da Unimed Do Brasil, Daniel Januzzi, e o sócio do Escritório Brasil Salomão e Matthes Advocacia, Rodrigo Forcenette.

Atuariais e Regulatórios
Comandada pelo vice-presidente da Unimed do Brasil, Emilson Ferreira Lorca, pelo gerente Atuarial e de Monitoramento Econômico, Saulo Lacerda, e por Daniel Januzzi, a sala contou com as presenças do presidente da ANS, Paulo Roberto Vanderlei Rebello Filho, da diretora adjunta substituta de Normas e Habilitação dos Produtos (Dipro), Carla Soares, e da gerente geral substituta de Estrutura e Regulação dos Produtos da Dipro, Fabricia Goltara, para falar sobre a Agenda Regulatória da Dipro até 2022.

“Estamos lidando com um setor robusto, que corresponde a quase 5% do PIB em relação aos gastos privados. São 48 milhões de beneficiários - 25% da nossa população, 1 a cada 4 pessoas, tem plano de saúde. Paralelamente, temos desafios estruturantes e crescentes com relação aos custos, determinado pelo envelhecimento da população, pelas mudanças tecnológicas, além da judicialização e questões relacionadas ao momento atual. Mas, é fundamental que façamos uma reflexão sobre o rumo do setor para que possamos planejar os assuntos que devem ser objeto de análise pela Agência”, comentou Rebello Filho.

Carla Soares pontuou a importância de eventos como o Seminário: “A agenda regulatória é viva e a regulação também. A oitiva nos proporciona pensar melhor a construção da regulação. O que desenvolvemos hoje foram questões identificadas para que possamos entregar para a sociedade uma resposta a contento do setor”.

A sala contou ainda com as participações da assessora do diretor de Normas e Habilitação da ANS, Tainá Leandro, e do assessor da Diretoria de Normas e Habilitação das Operadoras da ANS, Alexandre Fiori Pregueiro, para falar sobre Capital Baseado em Riscos, em mesa conduzida pelo gerente de Acompanhamento Especial das Operadoras da Unimed do Brasil, Eraldo De Almeida Cruz.