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Painelistas discutiram sobre temas que vêm impactando o dia a dia e a gestão das operadoras de planos de saúde, como o aumento dos custos assistenciais, incorporação tecnológica e marco regulatório.
 
 

Encerrando o primeiro dia de programação técnica da 51ª Convenção Nacional com uma consistente discussão, a Unimed do Brasil promoveu o painel "O futuro da saúde suplementar: novas tecnologias e marco regulatório", com a participação de especialistas e representantes de entidades do setor. A mesa foi mediada pelo presidente da Confederação, Omar Abujamra Junior, e trouxe para a reflexão da temas atuais e que vêm trazendo impacto para o segmento.

Daniel Wang, doutor em Direito pela London School of Economics and Political Science e professor da Fundação Getúlio Vargas, uma das referências em judicialização da saúde, abriu o painel contextualizando os gastos com saúde no mundo. E concluiu: "Não há nenhum sistema de saúde no mundo que consiga dar tudo para todos. E esses sistemas precisam fazer escolhas sobre demandas legítimas dos pacientes. O que precisa ser considerado são os estudos sobre custo-efetividade das tecnologias a serem incorporadas."

No contexto da incorporação de novas tecnologias em saúde, Clarice Petramale, médica e uma das maiores referências na área, participando, inclusive, das atualizações do rol da ANS, explicou como se dá o processo de análise de inovação. "É preciso garantir que os sistemas continuem existindo, com sustentabilidade, e promovendo valor em saúde. Para isso, é preciso melhorar o sistema regulatório, de modo que as novas incorporações considerem estudos e medicina baseada em evidência", explicou.

Saúde Suplementar

Vera Valente, diretora executiva da Federação Nacional de Saúde Suplementar (Fenasaúde), também defendeu a necessidade de se considerar a sustentabilidade da saúde suplementar. "Diferentemente do que se pensa, as operadoras de planos de saúde não ganham muito dinheiro. Estamos em um cenário de prejuízo operacional, em que as empresas estão arrecadando menos e gastando mais em custos assistenciais. E isso não é bom nem para a saúde suplementar e nem para a pública."

O debate superficial sobre temas de impacto para o setor marcou a fala de Renato Casarotti, presidente da Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge). "Existe uma avaliação que a gente faz que a saúde suplementar é muito unida, e devemos aproveitar essa união para que possamos aprender com a experiência uns dos outros. Precisamos, ainda, fazer um trabalho bom com nossos prestadores para promover um cuidado com mais valor para os pacientes", comentou.

Anderson Mendes, presidente da União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde (Unidas), aproveitou para colocar alguns pontos de reflexão para os presentes. "Precisamos promover a discussão sobre pontos importantes para o setor junto à sociedade, às empresas que pagam os planos de saúde e aos beneficiários."