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Médico português pontuou sobre os problemas do modelo de atuação em saúde, a sustentabilidade dos sistemas e a necessidade de torná-los mais eficientes.
 
 
Com o objetivo de debater sobre a transformação na atuação do médico em relação às novas tecnologias, aos novos modelos de assistência e ao relacionamento com os pacientes, o professor e presidente do Conselho Diretivo da Autoridade Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, Luis Pisco, palestrou na mesa sobre O Papel do Médico e os Pilares para a Eficiência do Sistema de Saúde. O painel foi moderado pelo vice-presidente da Unimed do Brasil, Emilson Ferreira Lorca, e pelo assessor da Diretoria Luis Francisco Costa.

“A prestação de cuidados de saúde está em rota de colisão com aquilo que são as necessidades dos doentes e a realidade econômica.” Foi com essa afirmação que Pisco iniciou sua reflexão, pontuando sobre os problemas do modelo de atuação em saúde, a sustentabilidade dos sistemas e a necessidade de torná-los mais eficientes.

“A nossa única maneira de manter a sustentabilidade é resguardando a saúde das pessoas pelo maior tempo possível”, ponderou o médico, acrescentando que uma das chaves para solucionar essa questão é a inovação. “No entanto, é preciso alertar que o verdadeiro desafio não está apenas em iniciar projetos e colocá-los em andamento, mas sim em transformar essas inovações em mudanças com fôlego para serem permanentes.”

O palestrante chamou atenção para um desafio quanto à implantação das inovações: “a barreira para a mudança é a própria mudança, tendo em vista que as pessoas não gostam de alterar suas rotinas, mesmo quando confrontadas com provas de que esse modelo já não funciona.”

Diante do envelhecimento da população, Pisco ressaltou algumas prioridades para o futuro como aumentar a acessibilidade nos casos de doença aguda, centrar a atenção na prevenção e na intervenção precoce e melhorar a gestão de doenças crônicas.