O diretor de Atenção à Saúde da Unimed Nacional, José Augusto Ferreira, trouxe uma visão geral sobre a sinistralidade no cenário atual e abordou os desafios na gestão dos custos assistenciais.
“Primeiramente, gostaria de parabenizar a Diretoria da Unimed do Brasil pela organização do evento e atuação nessa frente. Nunca tratamos, ao mesmo tempo, de temas tão complexos e sensíveis ao Sistema Unimed. O Intercâmbio é nosso principal valor competitivo e devemos seguir trabalhando para torná-lo cada vez mais simples, ágil, eficiente e seguro”, disse o executivo, antes de iniciar a sua apresentação.
José Augusto mostrou as principais ondas de grandes impactos já enfrentados pelo setor, até chegar na onda pós-pandemia, marcada pela alta sinistralidade. Os principais aspectos do cenário atual passam pelo advento de novas terapias; alterações recorrentes no rol de procedimentos da ANS; inflação do setor, com crescimento de mais de 34% no custo de materiais e insumos (+34%), desperdícios e outros grandes desafios.
“Com um mercado cada vez mais competitivo, temos a missão de conciliar um valor mais baixo, com uma entrega de assistência cada vez mais onerosa. Um cenário muito mais desafiador do que visto nas ondas anteriores, com mais imprevisibilidades quanto ao futuro”, afirmou.
Desta forma, o diretor observou que as Unimeds com melhor gestão assistencial são menos impactadas, assim como operadoras verticalizadas e as operadoras que melhor gerenciam as portas de entrada assistencial (Ambulatório, APH, Cuidado Paliativo, AIS, PA), registrando melhores resultados.
“Diante disso, precisamos de um olhar mais criterioso nos pontos em que podemos atuar. Por exemplo, hoje os desperdícios representam um terço de todo o custo assistencial. Apenas o tempo de internação prolongado, internações por condições sensíveis à atenção primária, eventos adversos, reinternação e excessos no ambulatório são responsáveis por 80% desse custo. Então, é necessário estarmos atentos e trabalharmos para mitigar os impactos dentro dessas frentes”, explicou.
O diretor ressaltou, ainda, que só chegaremos a oferecer aos clientes uma experiência adequada, com qualidade e custo racional, se tivermos como incentivar nossos prestadores e remunerando da melhor forma aqueles que atuam com responsabilidade e com melhores entregas.
O dirigente também aproveitou a oportunidade para falar sobre algumas ações em andamento na Unimed Nacional, que visam a redução da sinistralidade, como a ampliação de novos negócios, com remuneração vinculada a indicadores de performance, oncologia, telemedicina dos prestadores; aprimoramento da Regulação Médica; iniciativas em relação à desospitalização, como a implantação do programa +60, focado na atenção integral da saúde do idoso; a reestruturação de programas de prevenção e coordenação de cuidado e a implementação de mecanismos de inteligência artificial no combate a fraudes.
“Temos atuado também na gestão de nossa carteira de clientes, buscando oportunidades de negociações que, de fato, tragam resultados para a Unimed Nacional e as nossas sócias, além de promover uma melhor administração do nosso portfólio de produtos, trazendo mais eficiência e adequação às necessidades de cada praça sob nossa responsabilidade, sem exposição à rede de alto custo”, concluiu. |