O gerente de Riscos Atuariais da Unimed Nacional, Dimitri Santos, abordou as oportunidades e desafios com a inclusão da Resolução Normativa nº 518/2022. “Nos últimos anos, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) publicou uma série de regulamentações com foco em gestão de riscos, controles internos e compliance. A RN traz a necessidade de atualizarmos nossos processos, controles e reportes”, explica.
Segundo Dimitri, a resolução fomenta o envolvimento da liderança na gestão de riscos e controles internos, além de incentivar a tomada de decisão informada com base em indicadores financeiros. Sua estrutura segrega os requisitos entre Práticas Mínimas e Avançadas, permitindo que as operadoras migrem para um modelo próprio de capital baseado em riscos.
“Apesar de todos os desafios dos normativos e novos investimentos, a RN traz benefícios muito significativos. O modelo ajuda a conectar todas as estruturas da companhia para garantir eficiência, o atingimento dos objetivos e temos no capital baseado em risco um formato mais robusto e adequado para nossa operação, por ser como um "colchão" financeiro necessário para assegurar a sobrevivência em um pior cenário”, explica, acrescentando: “Acredito que o que a ANS espera, com essa nova regulação que, de fato, as empresas possam entender melhor todos os riscos, resultando em um melhor gerenciamento e em uma operação mais fortalecida, principalmente diante do cenário atual da saúde suplementar.” |