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A oferta de serviços especializados próprios e a preparação de profissionais para o atendimento aos pacientes com transtorno do espectro autista foram tema de duas mesas de debate no 3º Congresso Nacional de Gestão em Saúde. Na ocasião, foram compartilhadas as experiências da Unimed Sul Paulista e Federação Minas. Clique na imagem acima e confira um vídeo sobre a iniciativa da Unimed do Brasil - Trilha de Conhecimento das Terapias Especiais Unimed - para suporte ao Sistema Unimed nesta área.
 
 
Um estudo publicado pelo Centers for Disease Control and Prevention (CDC) em março deste ano mostrou que, em 2020, uma em cada 36 crianças de até oito anos de idade foi diagnosticada com transtorno do espectro autista nos Estados Unidos. Dois anos antes, a mesma pesquisa apontou que esse dado era de uma entre 44 crianças, evidenciando que o número de diagnósticos vem crescendo. Embora ainda não existam muitas informações consolidadas nesse sentido no Brasil, um deles chama a atenção. Segundo o mais recente Censo Escolar Brasil, houve um aumento de 280% no número de estudantes com TEA matriculados em escolas públicas e particulares entre 2017 e 2021.

O fenômeno tem se mostrado um importante desafio para os serviços de saúde públicos e privados, no sentido de oferecer o melhor cuidado para os pacientes, conforme as necessidades de cada um deles. Durante o 3º Congresso Unimed de Gestão em Saúde, os participantes conheceram as experiências da Unimed Sul Paulista e da Unimed Federação Minas no desenvolvimento de serviços especializados e na preparação de profissionais para o atendimento a esses pacientes.

Vale a pena verticalizar?

No dia 4 de abril, o vice-presidente da Unimed do Brasil, Emilson Ferreira Lorca, recebeu Patrícia Mendes, supervisora clínica do Setor de Terapia Ocupacional da Unimed Sul Paulista - Unidade Reabilita. Ela falou sobre a experiência do Reabilita Terapias Especiais, unidade própria criada pela cooperativa para atender pacientes com diagnóstico do TEA. “Em virtude do crescimento da procura por terapias especiais, a Unimed Sul Paulista viu a oportunidade de criar um novo produto para melhorar a experiência dos beneficiários e controlar recursos financeiros”, explicou.

O serviço foi iniciado em 2018 e oferece diversas modalidades terapêuticas incluindo musicoterapia. Segundo Patrícia, estima-se que a unidade foi responsável por evitar custos de R$ 1,9 milhão em 2020, R$ 1,8 milhão em 2021 e R$ 2,6 milhões em 2022. “Trata-se de um espaço de reabilitação interdisciplinar, com profissionais capacitados para promover tratamento especializado a beneficiários com transtornos do neurodesenvolvimento, com o objetivo de proporcionar mais qualidade de vida a esses pacientes.”

Preparação de profissionais

A verticalização é uma boa opção para as cooperativas, auxiliando tanto no controle dos custos quanto na oferta de serviços de qualidade para os pacientes com TEA. Mas, além disso, também é preciso preparar profissionais multidisciplinares para esse atendimento. Nesse sentido, a gestora de Saúde Integral da Unimed Federação Minas, Manuelly Dopazo, trouxe algumas experiências vivenciadas no Estado. O painel foi realizado no dia 5 de abril e contou com a moderação do superintendente-executivo da Unimed do Brasil, Glauco Samuel Chagas.

“Diante do aumento do número de diagnósticos e da judicialização, fizemos um estudo com 27 Singulares de Minas Gerais, totalizando uma carteira de mais de 1,1 milhão de usuários. Entendemos que era preciso investir em treinamentos eficazes para os envolvidos, com temáticas assertivas”, destacou. Foi criada, então, uma Trilha do Conhecimento, com formação para médicos cooperados – como responsáveis pela prescrição das terapias –, auditores, equipes de planejamento e informações, Jurídico e Regulatório, e atendimento ao cliente. A Federação investiu, ainda, em uma Central de Supervisão e desenvolveu materiais de apoio para as Singulares utilizarem no processo terapêutico.

Trilha das Terapias Especiais Unimed

Alinhado ao papel da Unimed do Brasil de ser responsável pela Governança Sistêmica, a equipe de Atenção Integral à Saúde, com colaboração de algumas Federações, estruturou uma matriz de conteúdos para formação de diversos stakeholders que atuam no contexto assistencial e regulatório das terapias especiais. Esses serão direcionadores institucionais para as Unimeds que precisam investir na formação das equipes.

Com foco na sustentabilidade do Sistema Unimed, a Unimed do Brasil desenvolveu, também, em parceria com a Faculdade Unimed e a Federação Minas, a Trilha de Conhecimento das Terapias Especiais Unimed. O projeto acabou de ganhar também o apoio do Sescoop. O objetivo é preparar profissionais para a adoção de práticas de excelência assistencial. Em breve estarão abertas as inscrições.

Clique aqui e assista a um vídeo sobre esta iniciativa da Confederação.