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Especialistas abordaram o processo de implementação e como a disseminação de práticas de segurança contínuas impactam nos custos assistenciais.
 
 

A segurança do paciente foi um tema recorrente no decorrer do 3º Congresso Nacional Unimed de Gestão em Saúde. A sala de Recursos Próprios trouxe para debate algumas frentes de atuação relacionadas à temática, a fim de provocar a reflexão dos participantes sobre a importância de qualificar o serviço prestado.

Com uma mesa sobre o desafio na implementação do Núcleo de Segurança do Paciente, o evento deu início à abordagem do assunto com as presenças da ginecologista especialista em Gestão da Qualidade Assistencial e Segurança do Paciente e fundadora do Portal Qualificação, Maria Carolina Moreno, e a gerente de Qualidade da Unimed Sorocaba (SP), Andrea Cristina dos Santos Mena Ribeiro. O debate foi conduzido pelo vice-presidente da Unimed do Brasil, Emilson Ferreira Lorca.

Maria Carolina explanou sobre a estruturação do Núcleo de Segurança do Paciente e o plano de Segurança do Paciente, abordando as metas e a importância da cultura da segurança entre os profissionais da unidade de saúde. Com base nessa contextualização, Andrea relatou a experiência da Unimed Sorocaba nesse tipo de prática, compartilhando como a gestão local funciona e como a cultura da segurança foi sendo disseminada nos últimos anos.

A percepção sobre como a implantação desse processo pode impactar, inclusive, o custo assistencial foi tema de outra mesa formada pela diretora de Recursos Próprios da Unimed Fortaleza (CE), Fernanda Colares de Borba Netto, e pela gerente Executiva de Qualidade, Segurança, Práticas Assistenciais, Educação Continuada e SAME do Hospital Beneficência Portuguesa, Priscila Rosseto de Toledo. A conversa foi moderada pelo diretor de Administração e Finanças da Confederação, Dilson Lamaita Miranda.

“Estamos falando de uma mudança de cultura que é muito importante em diversos aspectos. Precisamos que as pessoas entendam isso e que as lideranças auxiliem nessa mobilização. Muitos questionam sobre como dar o primeiro passo e eu ressalto que podemos começar pequeno. O imprescindível é iniciar esse diálogo na instituição”, comentou Fernanda acerca da necessidade de estabelecer um olhar sobre a segurança do paciente.

Priscila trouxe para a apresentação um panorama mundial e brasileiro sobre o tema e os custos relacionados a ele, demonstrando o desperdício provocado pela falta de segurança e os eventos adversos. Já Fernanda destacou o case da Unimed Fortaleza e os avanços obtidos com a implantação da cultura de segurança do paciente.