O Congresso dedicou uma parte da sua programação para abordar um tema bastante relevante para os recursos próprios do Sistema Unimed e nos processos de auditoria e regulação em saúde: os eventos adversos. Com um olhar sobre os custos gerados por essas ocorrências, as palestras promoveram reflexões sobre a necessidade de uma gestão atuante em mitigar esses eventos.
A especialista em Saúde e OPME/DMI da Unimed do Brasil, Débora Soares, palestrou sobre como evitar os eventos adversos em pacientes com implantes e desperdícios relacionados a OPME/DMI. Em mesa coordenada pelo assessor médico da Confederação, Gines Martines, ela abordou as medidas a serem tomadas pelos sistemas de saúde para que essas ocorrências possam ser minimizadas, garantindo qualidade assistencial e a sustentabilidade da saúde suplementar.
Na sequência, o Congresso tratou sobre a remuneração de eventos adversos graves, sob o questionamento da sua legitimidade e a preocupação com a sustentabilidade dos serviços próprios. “Nós temos de colocar a mão nesse buraco e enfrentar essa questão”, disse o superintendente operacional da Federação das Unimeds do Estado de São Paulo (Fesp), Mauro Couri, ao iniciar a apresentação em mesa conduzida pelo assessor da Unimed do Brasil Luis Francisco Costa.
Mauro trouxe para debate sugestões de práticas a serem implantadas para aprimorar o trabalho de mitigar os eventos adversos e promover o alinhamento do Sistema sobre questões relacionadas a essas ocorrências, como a necessidade de fomentar a implantação de Comitês de Segurança do Paciente nas Federações e Singulares e o compartilhamento definitivo de custos em todos os prestadores – não só os hospitais.
Luis Francisco destacou que a Unimed do Brasil possui um projeto voltado à segurança do paciente e que será iniciado em breve.
Disclosure
Durante o evento, o assessor também foi responsável por moderar a mesa sobre os desafios na implantação do disclosure. Os hospitais estão preparados? Para responder a esse questionamento, ele convidou à mesa o fundador e diretor Executivo do Instituto Brasileiro para Segurança do Paciente (IBSP), José Branco, a diretora Executiva Assistencial do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Fátima Gerolin, e a diretora Assistencial do Hospital Sírio Libanês, Wania Bahia.
José Branco contextualizou sobre os cenários mundial e brasileiro relacionados ao disclosure, como processo institucional para divulgar erros e falhas assistenciais, e as barreiras para colocá-lo em atividade.
Para expor as dificuldades na prática, o Congresso contou com o compartilhamento das experiências de Fátima e Wania. Ambas alertaram sobre o alto número de mortes ocasionadas por eventos adversos e detalharam a estrutura e os processos nos hospitais em que trabalham para aplicação do disclosure, enfatizando a importância de uma gestão participativa na implantação da segurança do paciente.
Clique aqui e confira um vídeo com o depoimento de José Branco sobre disclosure. |