Entusiasta, pesquisador e curioso com tudo o que é relacionado a inovação. O Chief Innovation Officer (CIO) da plataforma de conhecimento StartSe, Cristiano Kruel, abriu a sua participação na plenária no primeiro dia do 3º Congresso Nacional Unimed de Gestão de Saúde, em 4 de abril, com uma apresentação breve sobre si e a divulgação de um manifesto com um compromisso para o Sistema Unimed: envolver pessoas, promover debates, discutir os riscos e desvendar as oportunidades em inteligência artificial.
“Não podemos ser meros passageiros deste novo mundo.” A frase, destacada no slide sob olhares da plateia, traz um contexto mais do que atual. Em palestra mediada pelo superintendente de Tecnologia e Inovação da Unimed do Brasil, Mauricio Cerri, e pelo superintendente Executivo da Confederação, Glauco Samuel Chagas, Kruel abordou a necessidade de termos paciência e vontade de aprender sobre o tema, que traz novidades tão rápidas quanto ele se move de um lado para o outro no palco, com anúncios do presente e previsões para o futuro.
“Quando penso em um ecossistema de saúde como o do Sistema Unimed, visualizo complexidade, mas também oportunidades. Para quem lida com operação de planos de saúde, rede própria de hospitais, educação e ensino, entre outras frentes, a transformação vem em diversos lados, a todo momento, e é preciso saber como encará-la”, diz.
Os dados são o novo petróleo
Para Kruel, ao olhar os desafios, é preciso considerar a alfabetização de dados - ou literacia de dados - usando a capacidade de ler, gerenciar e analisá-los. “Temos dados, que baseiam argumentos, mas até que ponto estamos dispostos a interpretá-los e usá-los a nosso favor? Na saúde, eles são um ativo que, quando bem trabalhados, influenciam na melhor jornada do paciente e na eficiência no atendimento.”
Ao destacar que “os dados são tão valiosos quanto o petróleo” e que “servem para predizer”, Kruel aponta que quem souber fazer bom uso deles e aproveitar todo seu potencial larga na frente. “Precisamos ter coragem de aumentar nossa literalidade. As máquinas aprendem sim, têm soluções incríveis e acessíveis, mas precisam de repertório”, contextualizou, ressaltando a importância de uma regulação que abra possibilidades para testes e experiências, sem deixar de preservar a privacidade das pessoas e nas esferas filosófica, ética e social.
ChatGPT, a IA da vez
Kruel citou o exemplo do ChatGPT, entre outras novas tecnologias, e abordou como as máquinas aprendem rapidamente com interpretação e repetição, por meio do que chamou de redes neurais artificiais. “É um método que ensina computadores a processar dados de uma forma inspirada pelo cérebro humano. Os computadores são adaptativos, aprendem com os erros e vão se aprimorando continuamente, nunca regridem. O ChatGPT erra? Hoje sim, mas cada vez menos e sempre menos. Os avanços virão com esses novos aprendizados e correções de rota”, afirmou.
O palestrante acredita que a inteligência artificial irá mudar a forma como as pessoas trabalham, aprendem, viajam, se comunicam e sim, têm acesso à saúde. Neste contexto, abordou o uso da IA para a otimização de custos, por meio de exames específicos realizados por aplicativos e acompanhamento da jornada do paciente, simulando o atendimento de saúde pelo ChatGPT, a partir de causas e oferecendo recomendações.
“Quando surge uma nova tecnologia, geralmente ela é usada por um tempo e cai no esquecimento. Porque é conservadora, precisa de mais provas. O ChatGPT, porém, aprendeu, além de criar textos, ou trazer respostas sofisticadas, a programar softwares. Aguardo cenas dos próximos capítulos, mas é algo com muito potencial”, disse.
Acesse aqui o vídeo com uma entrevista com Cristiano Kruel e saiba mais sobre o tema e seus desafios. |