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Saúde preditiva, IA em processos de auditoria médica, gestão efetiva de dados, Internet das Coisas Médicas (IoMT) e tecnologia cloud vieram para ficar e estiveram em debate em diversos painéis do Congresso. Clique na imagem e confira vídeo sobre saúde preditiva com Luiz Fernando Joaquim, sócio líder do setor de Life Sciences & Health Care da Deloitte Brasil.
 
 


Diagnosticar e tratar menos, predizer e antever mais

A saúde preditiva tem ganhado cada vez mais espaço para a prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças. No painel sobre o tema, a Unimed do Brasil recebeu Luiz Fernando Joaquim, sócio líder do setor de Life Sciences & Health Care da Deloitte Brasil; Fabio Gastal, superintendente de Novos Negócios da Seguros Unimed e diretor acadêmico da Faculdade Unimed; e o empreendedor digital Anthony Eigier, co-fundador da NeuralMed. Os convidados ressaltaram que o futuro da saúde é ser preditiva. Nesse sentido, destaca-se a atenção primária como forma de orientar a jornada dos pacientes e a tomada de decisão com base em dados. Clique aqui e assista a uma entrevista com Luiz Fernando Joaquim sobre o tema.

 


“IA veio priorizar o que é mais importante, e não para substituir pessoas”

A Inteligência Artificial e a sua importância para as Auditorias de Autorização Prévia e de Contas Hospitalares foram tema de mesa mediada pelo superintendente de Tecnologia e Inovação da Unimed do Brasil, Maurício Cerri. “A IA não veio substituir pessoas, mas priorizar o que é mais importante, usando a inteligência e a previsibilidade a favor”, destacou Marcelo Alexandre Santos, da Carefy, ao contextualizar pesquisa da empresa que identificou que 54% das cooperativas do Sistema Unimed ainda utilizam processos manuais de auditoria.  Santos destacou o uso de indicadores e dashboards para avaliar tendências de custos e custos evitáveis, autorização e regulação, entre outros temas. Para Francine Picolli, representante da UpFlux Process Mining, “a IA otimiza o tempo do médico e do enfermeiro nas atividades e permite que ele faça a análise humana e analítica com maior propriedade, entre outras atividades”, destacando a redução do tempo de análise da conta e do custo operacional. A mesa trouxe a experiência de implementação de IA conduzida na Unimed Intrafederativa Nordeste Paulista, em apresentação de Gustavo Priuli, gestor de TI da cooperativa, que ressaltou ganhos em tempo e escala, no tratamento da informação e na diminuição do trabalho extra jornada. 

 


Inteligência de dados na saúde

Mediada pelo gestor de Dados e Interoperações da Unimed do Brasil, Luis Colombo, a mesa contou com a experiência do consultor médico de Inovação e Tecnologia da Informação do AC Camargo, Carlos Sacomani, e do líder do Núcleo de Inteligência e Informação em Saúde da Unimed Paraná, Marcelo Dallagassa. Sacomani ressaltou que, para criar uma agenda de valor em saúde, é preciso de dados e reforçou que o alto custo com a saúde no Brasil se dá pela fragmentação do cuidado e “supertratamentos” com excessos de pedidos de exames desnecessários. “Nossa função é extrair, entender e estruturar dados que apoiem tomadas de decisões alinhadas aos protocolos de qualidade”. Como especialista em mineração, tratamento de dados e processos aplicados à jornada do cliente, Dallagassa trouxe exemplos concretos de predição de casos de altíssimos custos e reconhecimento de doenças crônicas não transmissíveis.

 


Benefícios da IoMT, a Internet das Coisas Médicas

Em mesa mediada pelo diretor superintendente da Unimed Fesp, Arnaldo Passafini Neto, especialistas debateram sobre o avanço da tecnologia com foco na Internet das Coisas Médicas, a IoMT, solução que possibilita a conexão de dispositivos médicos e dados, trazendo benefícios para pacientes e profissionais de saúde. Monitoramento remoto, melhor coleta e análise de dados, diagnóstico preciso por meio de dispositivos que reduzem a necessidade de internação hospitalar, a possibilidade de tratamentos mais eficazes e informações sobre o desfecho clínico foram benefícios elencados pelos participantes com o uso das tecnologias. O debate contou com a participação de João Aragão Pereira, especialista de Tecnologia da Indústria de Serviços Financeiros na Microsoft; Adilson Cavati, diretor Executivo de Negócios na Sensedia; e Antônio Carlos Endrigo, médico, cirurgião-geral e empreendedor e diretor de Tecnologia da Informação da Associação Paulista de Medicina e presidente da Comissão de Saúde Digital Associação Médica Brasileira.

 


As vantagens da conexão entre medicina e tecnologia

O painel sobre Tecnologia Cloud para a Saúde contou com as presenças do executivo de Contas de Saúde na Microsoft Brasil, Alexandre Rocha; da diretora na Cerner Enviza, da empresa Oracle, Luciana Vasconcelos; e do gerente da Unidade de Tecnologia na Unimed Central de Serviços, Leandro Schmitz. O bate-papo foi conduzido pelo gerente de Infraestrutura e Sustentação de TI da Unimed do Brasil, Marcio Neri Araújo. Com base no fato da sociedade estar em constante modernização e a área da saúde ser o setor que mais precisou se reinventar nos últimos anos, a mesa abordou a transformação digital na saúde como meio de possibilitar melhores resultados, qualificar a experiência de pacientes e profissionais e controlar custos. Como exemplo, foi apresentado o case do PEP Unimed com a nova versão focada em teleconsulta, em apoio aos atendimentos de forma remota durante a crise sanitária.