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Unimed do Brasil apresentou cenário e desafios relacionados ao tema. Apresentações contextualizaram ações para garantir a qualidade e sustentabilidade das cooperativas.
 
 

A gestão da sinistralidade tem se imposto como um dos principais desafios recentes para as operadoras de planos de saúde. Para abordar o tema, o 3º Fórum Estratégico Unimed apresentou panorama que valoriza as práticas do Sistema Unimed neste tópico.

O painel foi conduzido pelo diretor de Desenvolvimento de Mercado da Unimed do Brasil, Rubens Carlos de Oliveira Junior, que evidenciou a importância da discussão de experiências bem-sucedidas para gerar receita e competitividade, com exemplos de operadoras de diversos portes e regiões que mantém a qualidade e a sustentabilidade dos serviços prestados.

Abrindo o painel, Gines Martines, assessor da diretoria da Confederação apresentou o cenário geral da saúde suplementar e os principais desafios e perspectivas relacionados tema, sob a visão da Unimed do Brasil. “A gestão da sinistralidade é a gestão do equilíbrio. Estaremos sempre em frente aos dois pratos de uma balança, influenciados pela governança corporativa e assistencial e diante da regulação e da legislação.”

Martines contextualizou, entre os desafios, a atualização contínua do rol da ANS; as demandas de atendimento relacionadas ao Transtorno do Espectro Autista, terapias especiais e pós-Covid-19; o envelhecimento populacional e a judicialização contínua e crescente feita sem considerar fundamentos atuarias de cobertura e o mutualismo.

Para o controle da sinistralidade, Martines ressaltou a necessidade de uma governança corporativa eficiente, eficiência e combate ao desperdício, controle de custos elevados relacionados a OPME e materiais médicos e medicamentos, autonomia médica monitorada e otimização de recursos próprios, evidenciando a importância da auditoria em saúde, entre ações prioritárias.





Renegociação e implantação de modelos

Entre as experiências do Sistema Unimed, o presidente da Unimed Paranaguá (PR), Flavio Grínberg, destacou as principais medidas implementadas para a gestão da sinistralidade na cooperativa, que apresentava resultados operacionais, contábeis, margem de solvência e sinistralidade em índices negativos no início de 2021. Sua gestão incluiu a renegociação de contratos com serviços terceirizados, plano de recuperação junto à Federação do estado, resgate de ativos garantidores vinculados à ANS e renegociação técnica com laboratórios.

O presidente da Unimed Piracicaba (SP), Carlos Alberto Joussef, destacou, entre as ações, a mudança do modelo assistencial e de remuneração de hospitais por meio do DRG, a gestão e renegociação de contratos, e a melhor gestão de OPME, entre outros temas. Já Marcelo Couto Luna Almeida, da Unimed Sul Mineira (MG), destacou a importância do planejamento estratégico e da mudança de comportamento alinhada com os cooperados, com reuniões constantes de engajamento. Entre as ações, ressaltou a busca por maior facilidade na auditoria em saúde, renegociação de contratos e recontratualização dos planos para pequenas e médias empresas.