A programação do 3º Fórum Estratégico Unimed se encerrou com a participação de José Cechin, superintendente executivo do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) e ex-ministro da Previdência e Assistência Social. Em painel mediado pelo vice-presidente da Unimed do Brasil, Emilson Ferreira Lorca, o palestrante apresentou o cenário do setor, com tendências e desafios que devem influenciá-lo nos próximos anos, sob um olhar crítico e estratégico do tema.
Cechin expôs dados econômico-financeiros relativos a 2022, divulgados no último dia 24 de abril, que revelam o prejuízo operacional de R$ 10,7 bilhões dos planos de saúde, o pior resultado desde o início, em 2001, da série histórica feita pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
O especialista alertou para aspectos que podem afetar a sustentabilidade e o acesso à saúde no futuro próximo, como o aumento do preço de insumos médicos; a obrigatoriedade de oferta de tratamentos cada vez mais caros; medidas populistas que onerem o setor e a judicialização. “Some-se a evolução do quadro econômico do país, com a elevação dos níveis de incerteza”, disse. Como exemplos, destacou a desaceleração da atividade econômica, o endividamento das famílias, a redução do resultado primário do setor público, o cenário externo conturbado e as indefinições quanto à aprovação do arcabouço fiscal e da reforma tributária.
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