| “A inteligência artificial irá mudar a forma como as pessoas trabalham, aprendem, viajam, se comunicam e sim, como têm acesso à saúde.” A frase de Cristiano Kruel, Chief Innovation Officer (CIO) da StartSe, trouxe a reflexão urgente para quem busca a evolução em saúde e abriu o painel que marcou o encerramento do Seminário Nacional.
Mediador da palestra, o superintendente de Tecnologia e Inovação da Unimed do Brasil, Mauricio Cerri, destacou que, em um ecossistema de saúde como o Sistema Unimed, esse assunto é rodeado de complexidade, mas também de oportunidades. “Precisamos olhar nossas crenças e propósitos para poder fazer o melhor uso da inteligência artificial, discutindo os seus riscos e, principalmente, identificando oportunidades, influenciando na melhor jornada do paciente e experiência do beneficiário”, disse.
Kruel valorizou a importância do encontro, que convida ao debate técnico, e destacou que a inteligência artificial, ao possibilitar a transformação por diversos lados, traz impactos tecnológicos, econômicos e até mesmo filosóficos. “Porém, não precisamos ter medo de testar. É preciso uma regulação que abra possibilidades de avançarmos ao mesmo tempo em que preservamos a privacidade das pessoas e consideramos o debate ético sobre o tema.”
Para o futuro das profissões, Kruel ressaltou a necessidade de criar uma nova dinâmica de aprendizado contínuo, com incentivos que despertem o interesse. O palestrante também contextualizou o público sobre a novidade da vez: o ChatGPT, um chatbot on-line de inteligência artificial desenvolvido pela OpenAI, lançado em novembro de 2022, que traz respostas detalhadas e articuladas conforme descrições apresentadas e repertório adquirido, e contestou aqueles que ainda enxergam somente as dificuldades e erros da plataforma.
“Somos rápidos para julgar e impacientes para aprender. A mudança é gradual. As máquinas aprendem conforme o repertório e são um exemplo claro de como a IA pode nos ajudar. O ChatGPT cruzou o abismo, é uma novidade a ser consolidada. Larga na frente quem saber usá-la a favor”, disse.
Ao utilizar essa e outras ferramentas, Kruel considerou a necessidade da alfabetização de dados - ou literacia de dados - usando a capacidade de ler, gerenciar e analisá-los. Destacou que as máquinas aprendem rapidamente com interpretação e repetição, por meio do que chamou de redes neurais artificiais.
O palestrante encerrou a participação reforçando o convite ao Sistema Unimed para envolver pessoas, promover debates, discutir os riscos e desvendar as oportunidades em inteligência artificial.
Acesse aqui o vídeo com uma entrevista com Cristiano Kruel no 3º Congresso Nacional de Gestão em Saúde, realizado em abril, e saiba mais sobre o tema e seus desafios. |