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Conteúdo humanizado no ambiente digital, gestão viva da marca cooperativa, consistência nos posicionamentos e diálogo transparente com colaboradores foram os quatro principais aprendizados do Espaço da Marca. Confira os destaques de cada painel.
 
 

Os temas debatidos no Espaço da Marca trouxeram quatro importantes ensinamentos para o profissional de Comunicação e Marketing. Confira:



A relevância do Tik Tok como ferramenta de comunicação que equilibra o entretenimento e a informação foi o tema do painel “Marketing Digital e Conteúdo”. Em sua exposição, Lucas Rispoli, gerente de Desenvolvimento de Negócios da plataforma digital, apresentou um overview de como os temas saúde e bem-estar estão posicionados, com dicas exclusivas para as Unimeds que já estão criando ou querem produzir conteúdo para essa rede. Por ser um espaço em que o conteúdo conta mais do que o número de seguidores, já que o algoritmo da plataforma entrega os vídeos conforme o perfil do usuário, a autenticidade é chave fundamental para o sucesso da atuação. 

O estímulo à presença de personagens reais, que possam expressar sua narrativa em tom leve e, se possível, bem-humorado também esteve entre as dicas do especialista para o sucesso dos anúncios na plataforma. O “olho no olho” e a conversa direta e objetiva são fatores que aceleram a compreensão da comunicação. Mas a dica de ouro para o engajamento do público é a de explorar o som e tornar a trilha parte essencial da narração da história que pretende contar. 

 

Essa foi a principal mensagem transmitida no painel “Construção de Marcas Cooperativas: Identidade, Distintividade e Gestão Compartilhada”, do qual participaram Samara Araujo, gestora da área de Marketing e Comunicação no Sistema OCB, e Levi Carneiro, consultor de branding e comunicação corporativa na Loggia Comunicação. Segundo os palestrantes, marca orienta o negócio e a trajetória de um posicionamento de toda a organização e, por isso, sua gestão é viva, exige captar as necessidades, desejos e demandas e transformá-los em canais e experiências. 

E o diferencial de marcas cooperativas é que elas já nascem com fundamento de propósito definido e com a ideia da rede, devido ao próprio modelo de negócio e à necessidade de relacionamento próximo com o seu cooperado. “O cooperativismo está conectado com o espírito do nosso tempo. Não temos de nos comparar com outras marcas. Temos de mostrar o que somos”, afirmou Samara, em complemento à fala de Levi de que “organizações devem compartilhar valores”.


O painel “Agenda Estratégica da Comunicação: Cooperados, Diversidade e ESG” destacou a necessidade de uma comunicação consistente dos posicionamentos da marca a todos os públicos de interesse, em diversos canais. Para Thais Duarte, consultora da Unimed do Brasil no Programa Nacional de Gestão e Relacionamento com Cooperados, a comunicação se dá no outro, ou seja, não se pode pressupor que a mensagem chegou ao público da forma que foi emitida. “É preciso se comunicar com nosso cooperado com linguagem de acionista, investidor. Ele não necessariamente entende o dialeto unimediano.”

Sob uma perspectiva de diversidade e inclusão, Patricia Cabral, especialista em projetos de educação corporativa, destacou que é preciso “conviver para transformar”. Se não tivermos repertório sobre o outro, não nos envolvemos, não nos conectamos e, portanto, não nos comunicamos adequadamente. Estevam Pereira, sócio-fundador do Grupo Report, consultoria da Unimed do Brasil, complementou dizendo que é importante entender o impacto do nosso negócio na sociedade e no meio ambiente, pensando no ESG como intrínseco ao negócio, sempre com muita consistência e verdade.


O caminho para superação de cenários adversos e desafiadores da comunicação com os públicos de uma corporação construiu a narrativa da apresentação de Lia Calder, diretora executiva da 4CO Comunicação & Cultura Organizacional, no painel "Comunicação, Significado e o Futuro do Trabalho". A especialista abordou o conflito de gerações e a importância da linguagem e da tecnologia na construção da essência humana. 

Pensando no aumento do nível de satisfação e engajamento com colaboradores, Lia destacou a necessidade de aproximar a comunicação interna das estratégias de negócio da empresa, além de se construir uma trilha de comunicação em que seja possível gerenciar a relevância das informações, adequando os canais conforme público e ambiente, por meio de ações que alinham o discurso e a prática das organizações. Além disso, a palestrante também listou sete habilidades necessárias para os profissionais de comunicação quando o assunto é o futuro do trabalho: leitura e análise de cenários, criatividade, resiliência, escuta e empatia, adaptação e incorporação da IA nos processos de trabalho, influência social e atualização e atenção sobre demandas sociais.