Coordenadora geral de Atenção Hospitalar do Ministério da Saúde, Iris Vinha, reflete sobre a necessidade de avanços amplos na implementação da atenção à saúde nos setores públicos e privados. Clique aqui e assista a um vídeo com Luís Fernando Rolim Sampaio, outro palestrantes do painel e especialista no tema.
As perspectivas pública e privada na saúde, para garantir sustentabilidade no setor, foram debatidas na tarde de 4 de outubro, em painel com a condução do presidente da Seguros Unimed e da Faculdade Unimed, Helton Freitas, e as participações da coordenadora geral de Atenção Hospitalar do Ministério da Saúde, Iris Vinha, e do médico especialista em gestão hospitalar e diretor executivo de Provimento da Seguros Unimed, Luís Fernando Rolim Sampaio.
Entre os assuntos que estiveram em pauta estão: revisão de políticas, destaques e desafios do Sistema Único de Saúde (SUS), sinistralidade, judicialização e planos de saúde.
“Nós precisamos ter olhar atento para algumas questões que envolvem a saúde pública e suplementar. Uma delas é definir, com clareza, quais são os limites de atuação do sistema de saúde e articulação das políticas públicas”, ressaltou Helton.
Para falar sobre os desafios do SUS, Iris apresentou o cenário atual e o que está previsto como ações de melhorias no setor. “Houve avanços na implantação de rede de atenção à saúde, a partir de 2011, mas ainda não ocorreu o enfrentamento mais amplo aos principais problemas desse modelo. Ainda temos muitos desafios. Nossos serviços podem melhorar na forma de gestão e oferta, mas muitos dos serviços públicos e filantrópicos já estão com a sua capacidade ocupada.”
Outro ponto destacado por ela é de que há avanços no olhar de atenção especializada, com ações, como: policlínicas, articulação com a rede de urgência e emergência, redução de vazios assistenciais, ampliação das residências, telessaúde intensiva na atenção e na regulação, entre outros.
Para falar da perspectiva da saúde suplementar, Rolim trouxe um panorama do atual cenário e elencou quatro itens de risco de insustentabilidade para o setor: modelo de atenção à saúde, fraudes e judicialização, evolução do marco legislativo regulatório e impacto da incorporação de tecnologias.
“Quando falamos em judicialização, por exemplo, temos 450 mil processos judiciais referentes à saúde”, comentou. “Além disso, nós temos, atualmente, um índice de sinistralidade acima da média. Precisamos trazer para um índice mais tolerável possível, para conseguirmos fazer investimento e termos uma possibilidade de crescimento a longo prazo”, completou.
Assista abaixo a um vídeo com o diretor executivo de Provimento da Seguros Unimed, Luís Fernando Rolim Sampaio: