Boletim Notícias UB edição especial
 
Gestão da saúde e estratégias de segurança do paciente para a redução de eventos adversos foram pautadas como soluções cruciais para a sustentabilidade das operadoras de saúde. O painel “Segurança do paciente: a verdadeira revolução da saúde”, que ocorreu no último dia do evento, foi conduzido pelo diretor de Gestão de Saúde da Unimed do Brasil, Marcos de Almeida Cunha. Acesse os vídeos dos palestrantes deste tema, Enio Salu e Salvador Gullo Neto.
 
 

O último dia da 52ª Convenção Nacional Unimed, 5 de outubro, teve início com a palestra “Segurança do paciente: a verdadeira revolução da saúde”, sendo abordada sob dois aspectos recorrentes e direcionadores dos resultados obtidos no cenário atual da saúde. Sob essa circunstância, qual seria a revolução necessária para mudar esse contexto? O CEO da Escepti Consultoria e Treinamento, Enio Salu, traçou um panorama atual de mudança do perfil epidemiológico dos pacientes, no setor da saúde pública e privada, sinistralidade e ticket médio de internação. “Estamos gastando mais e com pior desfecho”, alertou.

Para ele, esse aumento crescente é também resultado das novas tecnologias aplicadas ao tratamento de doenças raras e terapias especiais. “Essas incorporações de novas tecnologias são feitas usando parâmetros antigos. Por isso, devemos ter definições legais e normativas da origem do recurso para esses eventos, além de gerir a saúde adequada a essas mudanças.”

Segundo Salu, a visão financista das operadoras dá resultado, mas elas estão no limite de eficiência que as operadoras precisam, e sugere ações necessárias para adentrar o que ele nomeou de saúde suplementar regulada nos “Anos 20”. São elas: sair das práticas tradicionais para modelos de remuneração alternativos, gestão efetiva do ciclo assistencial, parcerias efetivas com fornecedores para compartilhar riscos, fortalecimento da relação serviço de saúde X médico, gestão efetiva (real) dos custos.


 

Já o médico especialista em segurança da saúde, Salvador Gullo Neto, evidenciou que a redução de riscos desnecessários, associados à assistência em saúde, é um caminho importante, que deve ser valorizado e implementado pelas lideranças cooperativas do Sistema Unimed.

Salvador trouxe exemplos que são cases de sucesso, entre eles o modelo Obama Care que, em apenas um ano, entre 2011 e 2012, reduziu eventos adversos, preveniu aproximadamente 15 mil mortes em hospitais e economizou 4 bilhões de dólares. “Precisamos criar um sistema de saúde mais eficiente, que gere aumento de qualidade assistencial e segurança do paciente.”

Ele finalizou sua fala listando uma série de sugestões práticas para as Unimeds aplicarem o quanto antes: análise de custos e metas redução de eventos adversos; acompanhamento de indicadores de segurança da rede prestadora; treinamento para cooperados em segurança do paciente; formação de times assistenciais; modelos de remuneração que envolva práticas seguras; projetos de cultura que envolva práticas seguras; projetos de cultura que envolvam o cooperado; negociação de práticas seguras com a rede prestadora e priorização da segurança do paciente nas agendas dos dirigentes.

O painel foi conduzido pelo diretor de Gestão de Saúde da Unimed do Brasil, Marcos de Almeida Cunha.

Confira, abaixo, os vídeos com os palestrantes da mesa:






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