Boletim Notícias UB edição especial
 
Painel com especialistas em tecnologia tem participação especial das deputadas federais Adriana Ventura (Novo-SP) e Simone Marquetto (MDB-SP). Em foco, o papel de tecnologias digitais, telessaúde e compartilhamento de dados para a sustentabilidade do setor de saúde. Experiências mostram protagonismo da Unimed em parcerias público-privadas e no desenvolvimento tecnológico. Confederação anuncia projeto para digitalização dos hospitais próprios.
 
 

As tecnologias digitais, a telessaúde e o compartilhamento de dados podem contribuir para ampliar o alcance, a eficiência e a sustentabilidade do sistema de saúde. E as parcerias público-privadas são um caminho para acelerar a adoção desses recursos. Essa é a conclusão do debate realizado na manhã de quinta-feira, que contou com a participação das deputadas federais por São Paulo, Adriana Ventura (Novo) e Simone Marquetto (MDB).

“Temos o enorme desafio de darmos conta da saúde no Brasil, garantindo acesso com qualidade, sem desperdício. Por isso, precisamos falar de inovação e cooperação. A saúde suplementar tem um papel fundamental”, afirmou Ventura. A parlamentar é autora do projeto de lei que autorizou o uso da telemedicina durante a pandemia de Covid-19. A proposta evoluiu para a Lei 14.510/2022, que implementou a telessaúde como política pública no país. A deputada destacou a participação da Unimed do Brasil na formulação da proposta e a importância do amplo debate junto à Frente Parlamentar Mista da Telessaúde, o que permitiu vencer resistências à adoção da tecnologia.

Para Adriana Ventura, a telessaúde já contribui para reduzir a espera por consultas no SUS e conta com a satisfação dos usuários. Mas alerta para a importância de se avançar em outras áreas, como conectividade, interoperabilidade, prontuário eletrônico, infraestrutura, inteligência artificial na saúde, segurança e privacidade de dados. Esses são pontos na agenda da nova Frente Parlamentar Mista da Saúde Digital, criada em setembro e sob sua coordenação. Os temas também compõem a pauta de uma série de audiências públicas que serão realizadas pela Subcomissão de Telemedicina, Telessaúde e Saúde Digital da Câmara, a partir desta terça-feira, 10 de outubro, com relatoria da deputada Flávia Morais (PDT-GO). 


Parceria com a Unimed

Em sua apresentação, a deputada Simone Marquetto relatou sua experiência à frente da Prefeitura Municipal de Itapetininga (SP), em especial no enfrentamento da pandemia, enfatizando a parceria com a Unimed local. A atuação conjunta, como na gestão de leitos e respiradores, foi essencial para garantir assistência aos pacientes, estendendo-se ainda com a definição de protocolos comuns, o compartilhamento de dados e a transparência na divulgação de informações à população. 

“Como resultado, de acordo com o Ministério da Saúde, Itapetininga tem a menor taxa de letalidade por Covid-19 entre as cidades com mais de 100 mil habitantes no estado de São Paulo”, citou Marquetto. “Isso foi conquistado junto com a Unimed, trabalhando juntos desde a sala de crise, e venho aqui fazer minha reverência”, disse, sob aplausos da plenária da Convenção Nacional.

A deputada também relatou, com entusiasmo, sua experiência na implantação do e-SUS, bem como sua recente visita a Portugal para conhecer a aplicação da telemedicina no cuidado de idosos na região de Coimbra.


Protagonismo

Mediado pelo vice-presidente da Unimed do Brasil, Emilson Ferreira Lorca, o painel “Impactos e perspectivas da inovação digital na saúde” também contou com a participação do diretor da Sociedade Brasileira de Informática em Saúde (SBIS), Luís Gustavo Kiatake, e do superintendente de Tecnologia e Inovação da Confederação, Maurício Cerri.

Kiatake destacou a abrangência, a capilaridade e a capacidade de articulação do Sistema Unimed para influir nos debates sobre saúde digital no país. E lembrou o protagonismo da marca, por meio do Projeto Registro Eletrônico de Saúde (RES), como precursor de um barramento nacional para a troca de dados. 

O modelo desenvolvido para suportar o Intercâmbio Nacional, a partir de 1996, serviu de base, na década seguinte, para que a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) desenvolvesse o padrão de Troca de Informação em Saúde Suplementar (TISS). Após 2010, o Projeto RES inspirou a estrutura da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), do Ministério da Saúde. 


Atualmente, a Confederação participa de debates no Congresso e junto à ANS, em temas como biometria e proteção de dados pessoais na portabilidade entre operadoras. Além disso, por meio do Plano Diretor de Tecnologia e Inovação, está avançando no modelo de RES, para implementar uma estrutura nacional de dados, em sinergia com as cooperativas e empresas do Sistema Unimed, e em uma iniciativa para padronização de prontuários eletrônicos.

“A conexão entre essas duas ações entregará ao Sistema Unimed uma jornada digital mais adequada e integrada, colocando a tecnologia a favor do cuidado”, afirma Cerri. “A Unimed tem uma infraestrutura preparada e bem capacitada para colher os frutos dos investimentos realizados”, endossa Kiatake.


     
  Digitalização dos serviços próprios

No encerramento do painel, Maurício Cerri anunciou um novo projeto para digitalização dos hospitais próprios do Sistema Unimed, incluindo a parceria com a consultoria Folks para certificação internacional em padrões de digitalização. A iniciativa será desenvolvida, a partir do próximo mês, de forma conjunta pelo Lab Hub Unimed e a Associação Nacional Unimed de Serviços Próprios (Anusp).
 
     
 
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