Boletim Notícias UB edição especial
 
A superintendente de Economia em Saúde do Hospital Albert Einstein, Vanessa Teich abordou a incorporação tecnológica sob a perspectiva da sustentabilidade do setor de saúde suplementar. O painel teve participação do presidente da Unimed Nacional, Luiz Paulo Tostes e do superintendente de Saúde da Unimed do Brasil, Gines Martines. Clique aqui e confira vídeo com a palestrante.
 
 

Com a participação da superintendente de Economia em Saúde do Hospital Albert Einstein, Vanessa Teich, o painel “Gestão de risco e impactos da incorporação de tecnologias na saúde”, foi realizado na manhã de 5 de outubro, com a condução do presidente da Unimed Nacional, Luiz Paulo Tostes Coimbra. “Todos sabemos que incorporação é valor. Porém, ela precisa ser feita mediante metodologia adequada de avaliação, baseada em evidência e colocando o paciente no centro do cuidado”, afirmou ele, ao introduzir o tema.

A convidada apresentou como se dá o processo de avaliação econômica das tecnologias em saúde, tendo como base a jornada dos pacientes, os recursos financeiros disponíveis e os ganhos nos desfechos clínicos. “As análises de custo-efetividade são importantes para priorizarmos a incorporação de tecnologias em três cenários principais: quando o objetivo de saúde a ser alcançado por uma determinada população já foi previamente definido; quando uma restrição orçamentária é estabelecida, e quando é definido um limite explícito do que é considerado custo-efetivo”, explicou. 



Teich pontuou ainda que, diante de um cenário de restrição de recursos, as decisões precisam ser tomadas em relação ao que será ou não incorporado ao sistema de saúde. Além disso, ela acredita que, no mundo ideal, seria imprescindível avaliar se as tecnologias incorporadas alcançaram, de fato, os ganhos esperados e se o impacto orçamentário foi compatível com o esperado. 

Contribuindo com a exposição de Teich, o superintendente de Saúde da Unimed do Brasil, Gines Martines, destacou que o tema abordado é realmente importante para o Sistema Unimed como um todo. “Essa metodologia de avaliação talvez seja o único escape para que nós possamos combater essa incorporação desenfreada de tecnologias em saúde, que leva ao risco a própria sobrevivência do sistema suplementar”, pontuou. 

O presidente da UN destacou, também, que as operadoras do Sistema Unimed precisam sempre se posicionar, ainda que os órgãos reguladores determinem as incorporações, quando não houver embasamento científico. “Precisamos buscar interlocução, ainda, com a indústria para dividir riscos e estarmos inseridos nas decisões”, concluiu Coimbra. 

Confira, abaixo, vídeo com a palestrante Vanessa Teich:

 
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