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Confederação lança programa estratégico com foco na segurança da informação para as cooperativas, nos marcos da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). A iniciativa foi tema de uma live especial que celebrou o dia internacional dedicado ao tema. Conheça a proposta e entenda o papel de cada frente do Sistema Unimed no programa.
 
 

Atualmente, 66% dos países possuem leis para proteção e privacidade de dados. Isso porque o tema se tornou importante a partir do momento em que muitos dados sensíveis e pessoais passaram a circular por qualquer parte do mundo através da internet.

Para referência, hoje, o Sistema Unimed cuida de mais de 20 milhões de vidas, o que implica em um grande número de dados pessoais para a organização e, qualquer descuido, pode afetar significativamente os interesses e direitos fundamentais dos titulares. Em função da sensibilidade desse tratamento, são altos os riscos de prejuízo à reputação e finanças da Unimed.

A área da saúde lida com muitos dados pessoais sensíveis. Por sua condição especial, esses dados possuem proteções diferenciadas, já que exercem alto potencial discriminatório e possibilidade de dano ao titular na hipótese de inconformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
Diante dessa sensibilidade, os relatórios de monitoramento da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) indicam que:

  • A área da saúde é a mais denunciada por infrações à LGPD
  • 50% dos processos administrativos em andamento no ano de 2023 eram de empresas que lidavam com dados de saúde
  • 67% das multas aplicadas no último ano foram em face de agentes de tratamento da área da saúde

Podemos concluir, portanto, que deve existir uma preocupação dobrada em relação ao tratamento de dados pessoais no setor da saúde. Afinal, os titulares possuem expectativas legítimas de que seus dados serão tratados com cautela e estão atentos às possíveis infrações.

No dia 28 de janeiro, foi comemorado o Dia Internacional Proteção de Dados, data que marca anualmente o calendário do Sistema Unimed. Na ocasião, a área de Proteção e Privacidade de Dados da Unimed do Brasil, promoveu, em parceria com a DPO.net, empresa de software para LGDP, uma live com o tema “LGPD e o Atendimento ao Beneficiário”, que abordou diversos insights sobre como os dados dos pacientes estão propensos a serem expostos de maneira falha. Logo, incluir a LGPD como cultura no atendimento diário e ter um processo bem estabelecido são processos de fundamental importância para prevenir eventuais exposições incorretas. Veja novamente a gravação.


Desafios do Sistema Unimed

Quando uma Unimed deixa de observar a legislação ou padrões de segurança da informação e se envolve em um incidente relacionado a dados pessoais, há um prejuízo para a marca de modo geral. Isso, inclusive, pode impactar negativamente outras cooperativas, pois o nome da marca é o mesmo em todo o território nacional. Por isso, é muito importante estabelecer um padrão mínimo de proteção de dados e segurança da informação pois, dessa forma, todo o Sistema Unimed poderá seguir as mesmas normas.

Diante desse cenário, o Programa Nacional de Governança em Proteção e Privacidade de Dados está sendo implementado para estabelecer padrões comuns a todo o Sistema nas questões de proteção e privacidade de dados, segurança da informação e governança de TI.

Entenda o papel de cada frente do Sistema Unimed no programa:

 

O PNGPPD é um projeto contínuo

As Unimeds que formalizarem a indicação do DPO perante a Unimed do Brasil, irão receber na data estipulada em calendário que será divulgado oportunamente, um Caderno de Questões que deve ser respondido a fim de medir o nível de maturidade de proteção de dados em cada unidade. É essencial que as cooperativas se programem e participem ativamente observando o cronograma que será proposto e divulgado pela área de Proteção e Privacidade de Dados da Unimed do Brasil.



Ainda em 2024, o objetivo é avançar com o programa, criando um diagnóstico inicial de maturidade das Unimeds.