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Inteligência artificial foi o tema recorrente durante o evento, demonstrando que a aplicação em diversos pontos da jornada do paciente pode representar ganhos em vários aspectos.
 
 

O uso de tecnologias na jornada do paciente foi tema de três mesas do 4º Congresso de Gestão e Inovação em Saúde. A primeira delas, moderada por Adelson Chagas, presidente da Unimed Participações, trouxe o questionamento: a sua Unimed está preparada para incorporar tecnologia no diagnóstico de doenças? Para demonstrar algumas ferramentas, subiram ao palco Vinicius Ribeiro, CEO e co-fundador da Huna, deeptech brasileira do setor de saúde que desenvolve soluções para ajudar no diagnóstico precoce de cânceres aplicando inteligência artificial a exames de sangue de rotina, Ricardo Valverde, fundador da PrevLife que atua na identificação e prevenção ao câncer de pele com uso de IA, e Raphael Luiz Haikel Junior, médico no departamento de Prevenção do Hospital de Câncer de Barretos (SP).




O custo oncológico, com tratamento tardio e reincidência, é uma das maiores despesas para o setor de saúde e a Inteligência Artificial Generativa (IA) tem o papel de ajudar a gerir essa jornada de uma forma mais eficiente. Vinícius destacou que uma das barreiras para o diagnóstico precoce é a baixa aderência ao rastreamento que faz com que, na maioria das vezes, o câncer seja descoberto já em estágio avançado. Para esse ponto específico da jornada do paciente, a Huna desenvolveu uma tecnologia baseada em dados que identifica padrões sanguíneos associados a doenças, principalmente ao câncer, em um exame simples e barato como o hemograma. “O objetivo é abordar dados baratos na jornada da oncologia”, afirmou o palestrante.

Outra solução diagnóstica baseada em inteligência de dados apresentada pela PrevLife foi o dermatoscópio acoplado em um celular, que possibilita escanear a pele do paciente e a IA classifica as imagens de alto risco baseada em padrões mapeados. Ele foi desenvolvido em razão de que muitas regiões do Brasil não têm cobertura de médicos dermatologista. A ferramenta conta com um backoffice com médicos dedicados para confirmar os resultados.


Uso da tecnologia na redução do tempo de internação

Na mesa “Uso da tecnologia na redução do tempo de internação", moderada pelo superintendente de Saúde da Unimed do Brasil, Gines Martines,

Luís Cláudio Marrochi, médico e CEO do Grupo GoCare/GoHosp, apresentou cases de como a gestão compartilhada de dados de saúde gera resultados rápidos, afetando principalmente o processo de desospitalização.




Uma das soluções demonstradas por Luís chamou a atenção pela usabilidade: um ChatBot, programa de computador que tenta simular um ser humano na conversação, responde uma série de perguntas em tempo real ajudando a mitigar e reduzir riscos, além de apontar o tempo mais adequado de permanência do paciente e o custo estimado da internação. Isso só é possível com o bom aproveitamento de dados e tecnologias disponíveis, como uma boa ferramenta de governança clínica.


Soluções integradas no monitoramento dos desfechos clínicos

Por fim, na mesa “O uso da tecnologia no monitoramento dos desfechos clínicos”, Mauricio Cerri, superintendente de Tecnologia e Inovação da Unimed do Brasil, e Alisson Valerio, gerente de Transformação Digital da Confederação, explicaram como o Lab – Hub Unimed está contribuindo com o Sistema Unimed e introduziram soluções que estão sendo implementadas em parceria com a Unimed Santos (SP): 

1. Marco Dahruj Anauati, sócio e diretor de negócios da NeuralMed, healthtech que utiliza inteligência artificial para analisar dados não estruturados do setor de saúde, detalhou as ferramentas trIA (que faz a priorização do paciente com base em análise de dados e solução focada na triagem do paciente) e a Atlas (que utiliza laudos, analisa os dados no momento da evolução clínica, no prontuário eletrônico e estratifica a população apontando os riscos).

2. Carlos Braga, médico e CEO e fundador da BIO - Coordenação de Cuidados, destacou que a plataforma BIO capta todas as informações do cliente, entende quem é a pessoa, o histórico e consegue direcionar dentro de uma linha de cuidado personalizado, com informações exclusivas. Além disso, acompanha o paciente 24 horas por dia com médicos e enfermeiros e atendimento feito por pessoas reais utilizando uma ferramenta web, que pode ser acessada pelo próprio navegador. Para Carlos, “mapear quais são as grandes dificuldades do cliente causa grande impacto clínico e financeiro”.



3. Encerrando a mesa, Felipe Fagundes, fisioterapeuta e CEO da Hi! Healthcare Intelligence, abordou a importância de cruzar os dados de custo e de efetividade. A Hi! é uma solução de gestão de saúde para tratamentos de alto custo em hospitais e convênios e atua na redução de custos operacionais, redução de desperdício com a integração de banco de dados de custos e sinistralidade.