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Palestras destacaram a importância de soluções inovadoras e regulamentações adequadas para enfrentar os desafios crescentes de fraudes e privacidade no setor da saúde.
 
 

O 4º Congresso de Gestão e Inovação em Saúde trouxe à tona discussões essenciais sobre a gestão de fraudes e a proteção da privacidade no setor da saúde em um cenário de constante evolução tecnológica e preocupações crescentes com a segurança e privacidade dos dados.

Durante a palestra “A tecnologia como aliada no combate às fraudes dos planos de saúde”, mediada pelo assessor Jurídico e de Relações Institucionais e Governamentais, Jeber Juabre Junior, o diretor Executivo Institucional e de Clientes da Seguros Unimed, Fabiano Catran, destacou o compromisso da seguradora com a inovação e o investimento significativo em tecnologia para enfrentar as fraudes nos planos de saúde. Catran explicou que, ao longo dos últimos anos, a Seguros Unimed investiu mais de R$7 milhões em segurança cibernética, reforçando seu arcabouço de prevenção e detecção de fraudes. Esse investimento estratégico resultou em uma economia impressionante de R$35 milhões em fraudes evitadas somente em 2023.

Na ocasião, o Chief Marketing Officer da Orizon, Rodrigo Nisti Saad, reforçou a discussão trazendo casos reais de fraudes comuns no sistema de saúde. Ele ressaltou que as fraudes não apenas impactam os custos, mas também afetam diretamente a saúde dos beneficiários. Com um investimento em tecnologia e inteligência artificial, a Orizon conseguiu triplicar sua capacidade de detecção de desvios, aplicando camadas de defesa em todas as etapas da jornada de sinistro.

Na palestra “Privacidade em auditoria”, moderada pelo vice-presidente da Confederação, Emilson Ferreira Lorca, as sócias da Machado Meyer Advogados, Juliana Abrusio e Renata Rothbarth, abordaram a delicada questão da privacidade em auditoria. Juliana destacou a falta de políticas de privacidade em grande parte das entidades de saúde, apesar dos constantes ataques cibernéticos. Ela ressaltou a importância de regulamentações adequadas para proteger os dados sensíveis dos pacientes, aproveitando a inovação de forma ética e responsável.

Renata acrescentou que a tecnologia aplicada à auditoria deve ser acompanhada por procedimentos cuidadosos para garantir o sigilo e a segurança dos dados. Ela enfatizou a necessidade de consentimento do paciente para acesso aos seus prontuários e a importância da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) para definir parâmetros claros sobre o tratamento de dados sensíveis.

De modo geral, os palestrantes destacaram a importância de soluções tecnológicas e regulamentações adequadas para enfrentar os desafios das fraudes e da privacidade no setor da saúde, bem como a utilização inteligente da tecnologia aliada a políticas transparentes e responsáveis com fator fundamental para garantir a eficiência e a ética nas auditorias em saúde.

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