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Na semana em que se celebrou o Dia Nacional da Segurança do Paciente, participantes do encontro conheceram iniciativa liderada pela Unimed do Brasil para garantir melhor segurança, qualidade e eficiência operacional nos hospitais e unidades da rede própria.
 
 
 

O público presente no 4º Congresso de Gestão e Inovação em Saúde conheceu de perto as experiências da Assessoria em Segurança do Paciente, liderada pela Confederação. Iniciada em 2023, a ação visa aperfeiçoar a jornada do beneficiário e garantir melhor segurança, qualidade e eficiência operacional nos hospitais da rede própria.

As ações que culminaram na criação da Assessoria foram iniciadas em janeiro do ano passado, após diagnóstico da avaliação da rede própria, realizado pela área de Gestão de Rede da Unimed do Brasil com o apoio da Faculdade Unimed. 

O histórico e as ações do Programa foram compartilhados pela gerente de Operações em Saúde da Unimed do Brasil, Carolina Araújo Novais, que destacou como iniciativa recente a realização de seis encontros on-line, com a participação de 119 Unimeds. O nível de aplicabilidade do conteúdo em atividades exercidas pelos participantes foi de 100%. 

Entre outras ações, Carolina elencou a classificação de hospitais por níveis de maturidade, a disponibilização de materiais de apoio sobre o Núcleo de Segurança do Paciente e a criação de uma Cartilha de Boas Práticas Assistenciais como ações que refletem as experiências de sucesso da Assessoria.  

A assessoria em segurança do paciente será prestada de forma gratuita, incialmente, pelo período de dois anos e os critérios de elegibilidade poderão ser reavaliados conforme os ciclos de avaliação da rede própria. Atualmente, são 36 Unimeds elegíveis e 28 participantes.

Saiba mais aqui sobre a iniciativa. 


A mesa técnica contou com a participação da Unimed Cariri (CE), que apresentou o case de sucesso da implantação do Núcleo de Segurança do Paciente, com apoio da assessoria prestada pela área de Recursos Próprios da Unimed do Brasil. A mesa foi mediada pelo presidente da Seguros Unimed e da Fundação Unimed, Helton Freitas, em 3 de abril, dois dias depois da data que marca do Dia Nacional da Segurança do Paciente, 1º de abril.


Qual o custo da má qualidade em serviços de saúde?

Com esse questionamento, o moderador da mesa de mesmo nome, Dilson Lamaita Miranda, diretor de Administração e Finanças da Unimed do Brasil, iniciou o debate sobre a eficiência no uso dos recursos e processos de trabalho, o combate ao desperdício e como ter uma melhor gestão de saúde. Para esse debate, foram convidados Heleno Costa Junior, superintendente do Consórcio Brasileiro de Acreditação, e Isis Lassarote, diretora-executiva da Unimed Volta Redonda (RJ).



“É importante analisar que hoje se fala muito em altas tecnologias, mas se o paciente não chegar no tempo certo e houver demora nas primeiras etapas do atendimento, não adianta ter as melhores máquinas”, afirmou Heleno, acrescentando que qualidade em saúde “não é uma impressão, achismo, achar que as coisas estão funcionando, subjetivo e imensurável, é preciso medir, coletar dados e saber usá-los”. Ele destacou, ainda, que a má gestão em saúde representa desperdício e alto custo. Segundo levantamento recente da Plataforma Saúde Brasil (referência nacional em gestão de saúde baseada em valor), 53% das despesas hospitalares são desperdícios controláveis.



Segundo Heleno, para alcançar uma boa qualidade, é preciso padronização no processo de atendimento, maior foco na atenção primária (controle de doenças crônicas), estímulo a cuidados ambulatoriais, controle de custos, governança e auditoria clínica. A acreditação é uma ferramenta internacionalmente reconhecida, que, com metodologia de avaliação externa e comparação com padrões de excelência, educa, estimula, reconhece e conscientiza instituições e profissionais sobre a importância da qualidade e segurança assistencial.

Complementando o tema do painel, Isis apresentou o case de como a Unimed Volta Redonda conseguiu melhorar seus índices com uma série de medidas, entre elas a implantação do modelo de médicos hospitalistas com salário fixo estipulado em contrato, bem como programas de bonificação, melhorando a relação beira-leito e reduzindo o tempo de permanência do paciente. Nos primeiros anos da implantação deste modelo, de 2015 a 2017, houve uma redução de 30% no tempo médio de permanência na clínica médica, além de redução de 21% em transferências para a UTI. Isis aponta que o custo do recurso próprio sobe, mas há ganho na qualidade e na eficiência, um investimento a longo prazo. “Qualquer custo que não traz vantagem assistencial é um desperdício.”