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Em um ambiente de negócios dinâmico e competitivo, práticas de governança sólidas tornam-se fundamentais para garantir não apenas o sucesso a curto prazo, mas também a sustentabilidade e continuidade dos negócios, não sendo diferente no mercado da saúde suplementar. No Fórum Estratégico, Thiago Salgado e Anderson Dodz debateram sobre a governança corporativa em moldes tradicionais e também diante da demanda por visões e atitudes inovadoras.
 
 
Em uma era marcada por mudanças rápidas e complexidade crescente, a governança corporativa emerge como uma pedra angular para o sucesso e a perenidade das organizações. Thiago Salgado, vice-presidente do Conselho de Administração do Sicoob Cocre e professor do MBA de Agronegócio da USP, abordou em sua palestra no evento sobre a vital importância de aplicar boas práticas de governança como um elemento fundamental para o êxito de empresas, instituições e cooperativas. “Embarcar em uma jornada de governança significa viver e ter atitudes correspondentes a estes princípios”, ressalta.

Para Salgado, a governança vai além da simples gestão, ela se torna uma ferramenta estratégica para enfrentar desafios futuros, como as mudanças nos padrões de consumo e os impactos das novas tecnologias nos negócios. Segundo ele, em um mundo em constante evolução, os conselhos têm um papel crucial em trazer esses temas para discussão e moldar o caminho para um futuro mais promissor e bem-sucedido. A questão da sucessão também está em pauta nas discussões de governança da cooperativa, com papéis definidos e uma clara divisão de responsabilidades entre conselho e diretoria. A organização consegue buscar assim a garantia de uma abordagem abrangente para lidar com questões de risco e estratégia, preparando-se para os desafios que estão por vir.

O painel sobre governança, conduzido pelo diretor de Regulação e Informação, Claudio Laudares Moreira, também contou com a participação de Anderson Dodz, investidor, escritor e fundador da comunidade Gonew. Em sua fala, Dodz destacou que essa disciplina não é apenas essencial para empresas, mas também para pessoas e para a sociedade como um todo. Em sua visão, a governança inspira um equilíbrio mais saudável nas relações humanas e sociais, promovendo conexões mais sólidas e um melhor equilíbrio de poderes.

O especialista, que é autor do livro “Governança e nova economia”, enfatiza que, em uma sociedade hiperconectada e em constante transformação, a governança corporativa assume um papel ainda mais crucial, já que ela não apenas orienta as empresas em sua busca por sucesso e sustentabilidade, mas também contribui para enfrentar desafios globais, como desequilíbrios ambientais, sociais, hiperexposições e riscos reputacionais. “A governança está em diferentes ecossistemas. É uma disciplina indispensável para o futuro das pessoas, empresas e sociedades”, afirma.