A programação do segundo dia do Simpósio, 4 de julho, iniciou com o painel “Tendências e Oportunidades Futuras do Sistema Unimed”, formado pelo presidente da Fesp, Eduardo Ernesto Chinaglia, e pelo presidente da Confederação, Omar Abujamra Junior, e moderado pelo presidente da Federação Intrafederativa Sudeste Paulista e da Unimed Santos (SP), Claudino Guerra Zenaide.
Em sua exposição, Chinaglia apresentou os dados da Fesp, nas perspectivas institucional e operadora, bem como os números do Sistema Unimed no Estado de São Paulo, que conta com mais de 3,6 milhões de beneficiários.
Apoiado no tema do evento, que também deu nome ao painel com foco no Sistema Unimed, o dirigente enumerou as tendências que podem ajudar as cooperativas a melhorar a qualidade dos serviços, aumentar a satisfação dos beneficiários e otimizar a eficiência operacional. São elas: expansão da telemedicina e aplicativos, prontuário eletrônico, inteligência artificial e big data, saúde preventiva, cuidados para idosos e envelhecimento da população, sustentabilidade e responsabilidade social.
Apresentando uma visão geral em números, o presidente da Unimed do Brasil buscou evidenciar o impacto do Sistema Unimed no setor de saúde suplementar brasileiro, reforçando que “é fundamental nos apropriarmos de nossa relevância, enquanto sistema, para buscarmos uma participação e uma influência legítimas no debate das políticas de saúde no país”, afirmou Omar, acrescentando que o Sistema Unimed representa 1% do PIB do Brasil, atendendo a 10% da população brasileira, gerando trabalho digno para 20% dos médicos em atividade no Brasil.
Ele também passou pelo cenário atual, citando os desafios conjunturais. “Além de atuar para equacionar esses aspectos, também teremos de nos preparar para mudanças estruturantes e de longo alcance sobre o nosso sistema. Esses fatores têm o potencial de mudar a regra do jogo na saúde suplementar. E precisamos ter estratégias flexíveis de antecipação, de adaptação e blindagem dos nossos negócios, planos de resposta eficazes. Tudo isso para construir ainda mais resiliência para as nossas cooperativas.”

Por fim, ele abordou algumas das ações da Unimed do Brasil que visam a preparar o Sistema Unimed para a captura das oportunidades que se apresentam, tais como a intensificação da defesa político-institucional das pautas do Sistema Unimed, os avanços em sinergia e eficiência com o Plano Diretor de Tecnologia e Inovação, o fortalecimento da nossa governança sistêmica, com a revisão e a elaboração das Normas Derivadas e a atualização da Constituição Unimed (em andamento), e o Programa Nacional de Gestão e Relacionamento com Cooperados, iniciativa que conta com a adesão de 16 Federações, que representam mais 100 mil cooperados.
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