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Com o tema Ecossistemas de Inovação, a segunda edição da i9 – Semana de Inovação Unimed aconteceu em formato itinerante e híbrido, entre 15 e 19 de julho. Além da abordagem prática, a cada dia foram debatidos agentes de ecossistemas: Parques Tecnológicos (Ribeirão Preto – SP), Universidades (Belo Horizonte – MG e Florianópolis – SC), Investidoras (São Paulo – SP), Startups (Porto Alegre – RS) e BigTechs (Campo Grande – MS).
 
 

Em cinco dias de uma verdadeira imersão em temas relacionados a tecnologia e inovação, a i9 – Semana de Inovação da Unimed ofereceu aos seus participantes, presenciais e remotos, a oportunidade de conhecer diversas iniciativas que estão sendo desenvolvidas pelas Unimeds em todo o Brasil.

Na abertura oficial do evento, transmitida diretamente do estúdio da Unimed do Brasil, em São Paulo, os presidentes das casas nacionais – Omar Abujamra Junior (Confederação); Luiz Paulo Tostes Coimbra (Unimed Nacional); Adelson Chagas (Unimed Participações) e Helton Freitas (Seguros Unimed e Faculdade Unimed) – ressaltaram a importância de convergir as iniciativas de inovação regionais em um único encontro.

“O tema central desta edição, Ecossistemas de Inovação, reflete nosso compromisso com a inovação aberta e a sinergia regional, já que as atividades presenciais, realizadas em Ribeirão Preto, Belo Horizonte, Florianópolis, São Paulo, Porto Alegre e Campo Grande, mostram o protagonismo da Unimed e transformam ações locais em referências nacionais”, afirmou Omar.

Um consenso nos meetups conduzidos pelo superintendente de TI e Inovação da Unimed do Brasil, Maurício Cerri, e que abriram a programação de todos os dias do evento foi a importância do envolvimento da alta liderança no movimento de inovação dentro das cooperativas. Em Minas Gerais, na terça-feira, 16 de julho, o presidente da Unimed-BH, Frederico Peret, citou a necessidade de incentivar as lideranças a serem patrocinadoras do tema, “precisamos estimular as lideranças, a inovação é matricial, precisa percorrer as estruturas de todo o Sistema”.

Além do envolvimento da gestão, a capacitação dos times e o letramento das equipes são fundamentais para o processo inovador. O coordenador de inovação do Stormia (hub de inovação da Seguros Unimed), Tiago Fontinhas, destacou que “não é só uma área que inova, a empresa inteira tem que inovar”.

Um dos ecossistemas explorados durante o evento foi o de Investidoras, trazendo conceitos relevantes para o Sistema Unimed. Como lembrou o diretor superintendente da Fesp, Arnaldo Passafini, em 15 de julho, a inovação aberta focada na ambidestria organizacional, permite ampliar os negócios de uma organização com base em oportunidades do mercado. No entanto, o modelo de governança democrático é mais lento, o modelo cooperativista tem dificuldade em apostar, como lembrou o presidente executivo da Unimed Federação Minas, Luiz Otávio Fernandes, “o movimento de inovação é uma grande ‘lata de lixo’, é testar ideias que não terão sucesso e as cooperativas precisam estar abertas a isso.” Para a superintendente Executiva da Unimed Vales do Taquari e Rio Pardo (RS), Rosilene Knebel “muitas vezes é esse arriscar que faz com que a ideia dê certo e mostre o seu potencial”. 

Uma alternativa usada por algumas Unimeds para viabilizar essa diversificação foi a criação de empresas voltadas para investimentos próprios, como é o caso da FespPart, da Fesp e suas associadas, com foco em novos investimentos no segmento de saúde, e da Laçador, holding de investimentos e diversificação de negócios da Unimed Porto Alegre (RS). “Trazer soluções novas pode ser demorado para fazer dentro de casa, por isso investir em startups é uma forma de aproveitar oportunidades e buscar um retorno financeiro para a cooperativa além do seu negócio tradicional”, destacou Rafael Zanatta, head de inovação do Vibee, hub de inovação da Unimed Vales do Taquari e Rio Pardo.

A i9 reforçou a capacidade do Sistema Unimed, destacou a riqueza de dados e de pessoas que precisam ser aproveitados e o papel da Unimed do Brasil é de convergir as iniciativas de inovação levando soluções para todas as cooperativas. “O Sinergia é o projeto da Confederação que tem o apoio dos dirigentes e que converge tecnologias em várias etapas, ele é um projeto que transpassa gestões, tem continuidade, para que tenhamos soluções integradas com o objetivo final de o nosso cliente enxergar um Sistema único”, afirmou Mauricio Cerri.

O evento foi finalizado com a palestra "Como extrair o melhor de um ecossistema", ministrada por Thomaz Martins, coordenador no Hub de Inovação e Empreendedorismo do Insper, e pela apresentação das iniciativas de inovação da Tronko, hub de inovação da Unimed Nacional.


Programas de ideias colocam o colaborador como protagonista da inovação

Quem está vivenciando o dia a dia dos processos tem a melhor visão do que precisa ser resolvido e, assim, pode contribuir para gerar as soluções. Com o objetivo de captar as ideias dos colaboradores de todo o Sistema, a Unimed do Brasil lançou o Programa Acelera Unimed e, para somar, programas locais fortalecem essa iniciativa. Como o Criativi, desenvolvido pela Fesp, que tem como um dos objetivos qualificar os colaboradores para que tenham o mínimo de entendimento sobre conceitos de inovação, preparando-os para terem melhores condições de apresentar projetos em programas como o Acelera.