Na quarta-feira, 17 de julho, o Learning Village, em São Paulo (SP), sediou a programação e trouxe um painel sobre investidoras com especialistas da área. Rafael Ribeiro, da Dealist, e Mateus Lipay, da Valetec Capital, falaram sobre o relacionamento de startups com empresas e investidores.
Mateus explicou conceito de CVC (Corporate Venture Capital) como um investimento em uma participação minoritária em outra empresa, geralmente em startups, cujo objetivo é ter inovação dentro da companhia “mãe” usando a expertise de outras “o CVC aporta capital para tirar uma empresa do papel”. Já o CVB (Corporate Venture Builders) tem o olhar voltado para startups em estágio inicial, ou seja, que se encontram em fase de ideação. No caso do CVB, a empresa investidora ajuda a tirar a ideia do papel. Rafael afirma que toda a empresa que decide fazer esse tipo de investimento precisa ter metas e objetivos bem definidos.
Um outro ponto é o olhar estratégico que a organização precisa ter quanto à governança. No caso do CVC, é uma governança apartada, pensando na velocidade da tomada de decisão e busca sair do microgerenciamento, uma vez que mantém um relacionamento mais distanciado do dia a dia da empresa investida. Já no caso do CVB, a empresa nasce do zero com uma governança mais próxima, em que a investidora participa da tomada de decisão. Mas Rafael ressalta: “se for investir em startups não tragam ela pra dentro da empresa. Não queiram absorver”.
O que é importante avaliar para identificar se faz sentido investir em determinada empresa?
Segundo Mateus, olhar sempre o time que está por trás da ideia, avaliar a capacidade de execução nos próximos 24 meses e a coerência do que está apresentando. Em suma, escolher muito bem os parceiros, quais startups estão mais alinhadas com a cultura da empresa e ter um alinhamento de expectativas.
Durante a programação, Juliana Burza, gerente de Produtos de Inovação & Novos Negócios no Learning Village, hub criado pela HSM e SingularityU Brazil, apresentou o espaço que sediou o evento. “É um ecossistema que desenvolve pessoas e empresas, com conteúdo sobre o futuro. O papel é construir uma comunidade forte.” No período da tarde, os participantes puderam conferir a infraestrutura que conta com diversas salas de reuniões, estúdios e ambientes lúdicos.
O CEO do Learning Village, Alvaro Machado, ministrou a palestra Transformando ideias em ações: Mentalidade empreendedora e pensamento exponencial, trazendo conceitos sobre tecnologias exponenciais e inovação. Durante a apresentação, buscou desmitificar a palavra inovação. “Quando a gente fala em inovação geralmente se pensa em disrupção, mas qualquer melhoria em processo que gere um resultado já é inovação”. Para Álvaro, a inovação acontece no dia a dia, nos processos, e a cultura de inovar precisa ser disseminada para que se torne natural. No período da tarde, ele conduziu uma dinâmica de “Moonshot”, usada para qualificar projetos de tecnologia que, basicamente, pretendem resolver um enorme problema, usando soluções radicais e tecnologias extremamente inovadoras. Durante a dinâmica, os participantes foram convidados a pensarem em um grande problema a ser resolvido com ideias ousadas.
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