A última parada da i9 - Semana de Inovação da Unimed foi em Campo Grande (MS), no dia 19 de julho, com o tema central BigTechs. Na mesa de abertura, moderada pelo assessor da Presidência da Unimed do Brasil, Eder Balliari, o presidente da Unimed Federação Mato Grosso do Sul, Maurício Simões, destacou a importância de ações de convergência no Sistema Unimed e reforçou que a inovação precisa estar focada na jornada do cliente. “É preciso buscar inovações para que a operação fique mais célere, mais leve e mais agradável com foco em solucionar as dificuldades do cliente.”
O vice-presidente da Unimed Campo Grande (MS), Fábio Yamazato, falou sobre o Luci, Laboratório Unimed de Criatividade e Inovação, hub de inovação da Singular. Entre as ações do hub, destacou o Programa Conexão e Inovação, bate-papo com os colaboradores para fomentar a cultura inovadora. O diretor Administrativo da Unimed Campo Grande, Filipe Vieira, falou sobre a parceria com BigTechs e destacou alguns projetos que estão sendo desenvolvidos. Para finalizar, o diretor Superintendente, Sergio Maciel Kronardt, ressaltou a importância do papel da Confederação ao proporcionar negociações com as grandes empresas de tecnologias, oferecendo acesso das cooperativas de menor porte.
Na sequência, Silvio Trasmonte e Iago Godoy, da Oracle, apresentaram a palestra A importância das bigtechs na área da saúde. Silvio apresentou a empresa e abordou conceitos de inovação. Durante a palestra, foi demonstrado o método de design thinking, que é uma abordagem centrada no ser humano para inovação, um processo que ajuda a resolver problemas complexos baseado nos pilares: experimentação, empatia e colaboração.
Por fim, Iago Godoy trouxe exemplos de como uma bigtech pode ajudar as organizações a resolver problemas citando alguns projetos desenvolvidos, inclusive com algumas Unimeds, como soluções para prevenção de fraudes, aplicativos de celular para os pacientes, leitura automatizada de laudos médicos, entre outras. “A bigtech entra pra entender o problema e ajuda o cliente a identificar se é mesmo aquela a dor, ajuda a identificar a causa.”
Como extrair o melhor de um ecossistema
A Unimed Nacional integrou a programação da i9 - Semana de Inovação da Unimed, encerrando as atividades do evento. O gerente de Inovação, Emerson Maranhão, falou sobre a Tronko, hub de inovação da UN, que em 2024 entrou em uma nova fase, com principal objetivo de estar ainda mais conectada com o Sistema Unimed.
“Nosso papel é olhar para o nosso dia a dia e entender como podemos atuar de forma consistente. Para isso, a gestão da Tronko é muito conectada à estratégia macro da companhia”, explicou o Maranhão, citando, ainda, os pilares que têm apoiado o hub neste contexto: Governança, Incentivos e Fomento, Cultura de Inovação, Transformação Digital e Novos Modelos de Negócio, sobretudo visando a democratização do acesso à saúde.
Foram apresentadas também algumas iniciativas realizadas e em andamento na Unimed Nacional dentro deste contexto, como o curso de Formação em IA Corporativa para os colaboradores e um novo produto focado em pets, que será lançado em breve, em parceria com uma startup do mercado, e estendido para todas as cooperativas do Sistema Unimed.
Na sequência, a i9 recebeu Thomaz Martins, coordenador do hub de inovação do Insper, que trouxe aos participantes uma visão sobre como atuar para extrair o melhor de um ecossistema de inovação.
“O significado de ecossistema nasce na biologia, ou seja, a partir da interação entre todos os fatores presentes é que surge um resultado. Com as empresas não é diferente. Elas só conseguem estar vivas porque atuam dentro de um ecossistema de negócios, com diversos atores envolvidos”, pontuou.
O palestrante enfatizou a importância de trabalhar em comunidade, permitindo mais trocas, conexões e diálogos, com os diversos públicos que uma companhia se relaciona, como fornecedores, distribuidores, fabricantes, clientes, entre outros participantes. “Precisamos, ainda, ter um olhar para outros setores, a fim de extrair valor do ecossistema de inovação ao nosso redor, ao exemplo do que foi feito por nós durante toda essa semana dedicada ao i9”, afirmou.
Por fim, Martins também falou um pouco sobre como o indivíduo pode atuar de forma prática dentro desse contexto. “Destaco três pontos-chave: exercer o pensamento paralelo, com um olhar a voltado para oportunidades de inovação e insights; praticar a inovação aberta, fomentando a colaboração; e oferecer segurança psicológica dentro das empresas, proporcionando um ambiente que iniba o sentimento de medo, insegurança e rejeição. Isso contribui para aumentar o engajamento e performance dos times, que alcançam melhores resultados sendo mais produtivas e autênticas. É preciso ter liberdade para expor dúvidas e críticas, testar e criar coisas novas, praticando sempre uma escuta ativa. Afinal, a inovação acontece no dia a dia, nas pequenas coisas e com cada indivíduo”, destacou o convidado.
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