Estamos em Fortaleza nesses dois dias para pensar os desafios e as oportunidades que o Sistema Unimed tem. Na sua opinião, quis são esses desafios e oportunidades, especialmente aqui na região Nordeste e Norte?
O primeiro desafio está no controle da sinistralidade, em função dos três últimos anos em que tivemos recorde de custos assistenciais no país. Tivemos várias mesas que discutiram esse tema e as alternativas para fazer o controle desse sinistro. Em termos de oportunidades, o evento trouxe o braço de novos negócios e fontes de novas receitas para o Sistema Unimed. Trouxemos experiências de holdings e a possibilidade de um novo portfólio de produtos e serviços, que podem ser acrescidos à venda dos planos de saúde. A ideia é fomentar as novas possibilidades de receita, nos apoiando em nossa força de marca e o nosso grande número de beneficiários.
O evento teve um apelo muito forte para a questão da inovação e da tecnologia. É um caminho? Precisamos investir nisso como forma de crescer?
Não tenho dúvida. Tão importante quanto a verticalização é a inovação e a tecnologia, que vêm para mudar todo um conceito que se tem hoje na operação de planos de saúde. O uso da inteligência artificial é importante, por exemplo, para evitar fraudes, que impactam nossa operação, e também monitorar e ajudar no controle das doenças crônicas. A tecnologia vem modificando, inclusive, a forma de ofertar serviços de saúde, como a telemedicina, o pronto atendimento virtual e o telemonitoramento do paciente.
A Federação Equatorial vai ganhar agora um polo do Lab Hub Unimed. Qual é o objetivo dessa parceria?
O grande objetivo é poder difundir tecnologia e inovação para as várias regiões do país e, principalmente, concentrar esses projetos. Muitas vezes, as Unimeds partem para iniciativas individuais e cada uma fomenta seu Centro de Inovação. Tendo um polo aqui, acredito que podemos centralizar essas ideias e, de uma maneira conjunta, fazer investimentos que serão delineados pelo Sistema Unimed. Além de mapear o que está sendo feito aqui na região, onde muitas frentes estão sendo abertas.
E como o senhor vê a participação da Unimed do Brasil por mais um ano aqui no Fórum?
Esse apoio é fundamental. Este é um evento técnico e o intuito é de discussão, troca de ideias e experiências, fomentando a intercooperação. Muitas das soluções para o Sistema Unimed estão dentro do próprio Sistema, mas às vezes a falta de comunicação entre as nossas empresas faz com que muitas vezes busquemos essas soluções fora quando, na verdade, elas estão dentro de casa. Portanto, esse apoio institucional é muito importante. |