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“O principal desafio para o Sistema Unimed é alcançar o comprometimento das lideranças com o desenvolvimento sustentável em todas as esferas”

 
A presidente da Unimed Federação Mato Grosso, Flávia Lucia Bittar Gonçalves, destacou aspectos importantes para a perenidade do mercado de saúde suplementar e compartilhou experiências e expectativas para o futuro das cooperativas. 
 
 

1. O tema "Inovação e Sustentabilidade" do 26º Sueco é extremamente relevante para o futuro da saúde suplementar. Quais são, em sua visão, os principais desafios e oportunidades que a inovação e a sustentabilidade trazem para as cooperativas médicas, especialmente no contexto atual? Como a Federação pretende liderar essa transformação?

O desenvolvimento sustentável é um desafio global que enfrenta barreiras estruturais, o que torna sua implementação mais complexa. A desigualdade, o desequilíbrio econômico-financeiro e as mudanças climáticas impactam diretamente o setor de saúde suplementar. Portanto, o tema é extremamente relevante e reforça a importância de estarmos unidos para debater o que deve ser feito, mas principalmente o que não podemos deixar de fazer.

O principal desafio para o Sistema Unimed, assim como para outras organizações, é alcançar o comprometimento das lideranças com o desenvolvimento sustentável em todas as esferas. A sustentabilidade econômica sempre foi uma preocupação, mas talvez seja o momento de reavaliarmos nossos investimentos e suas finalidades.

Outro grande desafio é alinhar nossa cadeia de valor aos princípios ESG. Como nossa cadeia envolve múltiplos stakeholders, precisamos estabelecer diálogos personalizados para engajar até os menores fornecedores.

A inovação no pensamento é essencial para adequarmos nossas organizações à dinâmica da mudança, integrando os pilares ESG em nossos compromissos como cooperativa e aprendendo com bons exemplos, dentro e fora do Sistema.

A Federação tem um papel crucial na construção de estratégias regionalizadas e na unificação de dados gerados por nossas ações. As questões ambientais e sociais no Mato Grosso, por exemplo, podem divergir das de outros estados, e a Federação deve atuar conectando as estratégias nacionais às necessidades locais. Nossa responsabilidade inclui auxiliar as filiadas na previsão de cenários, desenvolvimento de iniciativas e gestão de resultados.


2. O 26º Sueco destaca a importância da Inovação e Sustentabilidade para a perenidade do mercado de saúde suplementar. Como você enxerga o papel da Federação na integração dessas duas frentes para fortalecer o cooperativismo entre as Unimeds?

A Federação tem um papel fundamental em alinhar as ações regionais com o planejamento estratégico da Unimed do Brasil. Essa sinergia é essencial para o cumprimento dos objetivos gerais. Na Federação MT, centralizamos informações das nossas Singulares por meio de grupos técnicos e comitês, promovendo ações coordenadas. Além disso, incentivamos o desenvolvimento das equipes com apoio financeiro para capacitação profissional e consultorias. Nos últimos dois anos, dedicamo-nos especialmente ao aprimoramento da governança corporativa de nossas filiadas.


3. Considerando o histórico de cooperação entre as Unimeds da região Centro-Oeste, como sua cooperativa tem trabalhado para garantir o alinhamento às novas demandas de inovação e sustentabilidade no setor?

As Unimeds da região Centro-Oeste mantêm um diálogo constante, realizando encontros periódicos entre as Federações e representantes das singulares. Esse intercâmbio nos permite compartilhar boas práticas e buscar soluções conjuntas para acelerar e otimizar os resultados de forma colaborativa.


4. Quais são suas expectativas para o 26º Sueco em termos de resultados práticos para as singulares? Como acredita que a união das Unimeds pode contribuir para a implementação de soluções inovadoras e sustentáveis na saúde suplementar?

O 26º Sueco tem como um dos principais objetivos fortalecer o compromisso das lideranças com a sustentabilidade. Um grande desafio, tanto para a Unimed do Brasil quanto para as Federações, é unificar as informações do Sistema sobre as ações que estamos implementando e os resultados obtidos. Já vemos um esforço nesse sentido, com programas como o Balanço Social, o GRI e o Selo ESG.

Estamos avançando, o que é importante, mas precisamos aproveitar nosso tamanho e força para potencializar os resultados de maneira sistêmica, sem subestimar nenhuma ação.