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Os desafios e as perspectivas para o crescimento econômico brasileiro foram temas da palestra ministrada na plenária pelo economista Alexandre Schwartsman.
 
 

Na mesa moderada pela diretora Financeira da Unimed Fesp, Maria Aparecida Marcondes de Andrade Nogueira, e pelo diretor de Desenvolvimento de Mercado da Unimed do Brasil, Luís Francisco Costa, o economista Alexandre Schwartsman enfatizou a necessidade de um crescimento sustentável frente a um aumento do gasto público e pressões inflacionárias. Ele ressaltou as dificuldades enfrentadas pelo país desde 2013, incluindo uma recessão profunda e a pandemia, e a necessidade de um crescimento robusto e sustentável.

Segundo o especialista, a inflação, que estava em uma trajetória de queda, começa a mostrar sinais de alta, se aproximando do teto da meta estabelecida pelo Banco Central. Além disso, o crescimento baseado no aumento do gasto público sem investimentos adequados pode levar a pressões inflacionárias. Ele chamou atenção para o fato de que o Brasil, agora com uma taxa de desemprego em 6,5%, enfrenta o desafio de operar em um cenário onde não há mão de obra ociosa disponível.

Em relação à economia global, o especialista destacou que, embora não esteja em sua melhor fase, a economia exterior apresenta condições favoráveis para os países emergentes e que a performance sólida da economia norte-americana, especialmente no controle da inflação e no emprego, gera um ambiente positivo. O Banco Central dos EUA, após conseguir um "pouso suave" na inflação, iniciou cortes nas taxas de juros, o que poderia beneficiar a economia brasileira, especialmente em um contexto de eleições polarizadas, como vive hoje o país americano. 

Para o futuro, Alexandre ressalta que a sustentabilidade do crescimento econômico brasileiro depende de reformas que possam limitar o aumento do gasto obrigatório e estimular o investimento. Por fim, o economista destacou que, embora a perspectiva econômica atual não indique uma crise iminente, os sinais de insustentabilidade são claros e devem ser observados com cautela. O equilíbrio entre crescimento, inflação e política fiscal será fundamental para garantir um futuro econômico estável e próspero para o Brasil.