Em painel que marcou o encerramento do projeto The Future of Medicine, com patrocínio da Confederação, a professora e pesquisadora Evelyne Bischof apresentou perspectivas inovadoras sobre a longevidade.
A palestra, moderada por Jefferson Fernandes, neurologista e curador do projeto The Future of Medicine, e Helton Freitas, presidente da Seguros Unimed, abordou tendências e avanços científicos essenciais para enfrentar os desafios do envelhecimento da população, especialmente no Brasil. Em sua apresentação, a professora e pesquisadora Evelyne Bischof evidenciou alguns postos-chave falando sobre o que é medicina da longevidade, quais as definições, como sua experiência vem sendo desenvolvida e por que praticar.
Bischof, que tem atuação de destaque nas áreas de oncologia, medicina da longevidade e inteligência artificial, introduziu a medicina da longevidade como uma nova disciplina médica que se concentra não apenas em "quanto tempo vivemos", mas também em "como vivemos". Ela destacou que a medicina da longevidade saudável é um conceito que se baseia em marcadores de longevidade e no entendimento do relógio biológico individual.
Ela apresentou alguns estudos realizados pelo Longevity Education Hub, da qual faz parte da equipe de pesquisadores, e destacou a relevância da coleta e estudo de informações genéticas, o estudo de células e o mapeamento da exposição cerebral para a geração de dados cada vez mais consistentes e precisos sobre o envelhecimento e os processos de cada etapa da vida. "A principal forma é posicionar a longevidade saudável no centro de uma atuação multidisciplinar", afirmou Bischof, enfatizando a importância de integrar diferentes áreas da medicina para otimizar a qualidade de vida ao longo dos anos.
Durante a apresentação, Bischof discutiu como a inteligência artificial (IA) está revolucionando o campo e permitindo a análise de dados complexos para personalizar tratamentos e prever síndromes metabólicas, prometendo avanços significativos no combate ao envelhecimento.
A especialista também ressaltou a necessidade de construir um ambiente de saúde que considere a "idade biológica" das pessoas, um fator crítico para garantir que os pacientes não apenas vivam mais, mas vivam de forma saudável. "Estamos tentando fechar a lacuna entre a expectativa de vida e o tempo que as pessoas podem viver de maneira saudável", explicou a palestrante.
A palestra inspirou reflexões sobre o futuro da medicina e o papel vital que a pesquisa e a tecnologia desempenharão na promoção da saúde em uma sociedade em envelhecimento. “O que o futuro reserva em termos de medicina de longevidade saudável é brilhante e abundante”, destacou.
Confira, abaixo, vídeo com Evelyne Bischof e Jefferson Fernandes: