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Apresentações da área trouxeram insights essenciais sobre os desafios e inovações na gestão do Intercâmbio e de redes prestadoras de serviços.
 
 

O gerente de Gestão de Intercâmbio da Unimed do Brasil, Oudair Jardim, abriu a série de palestras no primeiro dia de programação, 5 de novembro, discutindo os principais desafios da organização e qualidade das redes de prestadores. Em sua fala, anunciou o novo projeto de inovação e gestão de redes da Unimed do Brasil, com foco em eficiência e qualidade, visando modernizar e digitalizar a experiência dos clientes em todo o país.

Oudair destacou os pontos críticos da atual estrutura de rede, enfatizando que, para oferecer uma melhor experiência de saúde para o cliente, “não basta uma rede grande, ela tem que estar eficiente e ser de qualidade também”. O projeto prevê uma reestruturação completa dos processos, focando em soluções tecnológicas que garantam maior precisão e qualidade nas informações oferecidas.

A gestão do Guia Médico Nacional, assumida pela área de Gestão de Redes da Unimed do Brasil, foi um dos principais pontos abordados. Ele também destacou a importância da avaliação contínua da rede prestadora como um componente essencial na estratégia da Unimed para garantir a qualidade no Intercâmbio. Ele anunciou, ainda, que a Confederação está iniciando tratativas para transformar o fluxo dos clientes em uma jornada completamente digital, uma meta planejada para 2025.



O diretor de Intercâmbio, Silvio Porto, por sua vez, aprofundou-se sobre esse tema em sua palestra, apresentando a intenção da Unimed em oferecer um produto digital aos seus clientes, em sintonia com a tendência global de digitalização de serviços. Segundo o dirigente, acompanhar essas transformações é essencial, pois “a revolução digital no setor de saúde está redefinindo o cenário dos cuidados médicos no mundo, proporcionando avanços significativos e enfrentando desafios antigos do setor”. Ele esclareceu a diferença entre saúde digital e telessaúde, destacando que a telessaúde é apenas uma parte do amplo ecossistema da saúde digital, que abrange toda a digitalização dos serviços e processos.

Esse movimento, conforme pontuou o diretor, fortalece a prevenção e o contingenciamento de eventuais crises, preparando melhor as operadoras para responder a situações emergenciais. Silvio também apresentou dados sobre o crescimento da digitalização na saúde brasileira, impulsionada pela pandemia da COVID-19, para fundamentar o direcionamento da Unimed. Ao final, ressaltou que a iniciativa reflete o compromisso da Unimed em se manter à frente, oferecendo soluções que atendam às novas demandas dos clientes e aos desafios do setor de saúde.


Evolução nos Processos do Intercâmbio

Maria Lucia Sakabe, coordenadora da Gestão de Intercâmbio, aprofundou detalhes sobre os processos da área. Ela apresentou a entrega do segundo módulo do Curso de Intercâmbio, com destaque para conteúdos que impactam diretamente o dia a dia das cooperativas: atendimento e autorização para o beneficiário de Intercâmbio, faturamento, glosas e contestações, e gestão de redes.

Além disso, a coordenadora detalhou inovações nas ferramentas do processo de atendimento dos beneficiários. A plataforma WSD, responsável pelo roteamento das autorizações, agora conta com a validação do campo "tipo de internação", essencial para a análise de pedidos de internação. No chat de Intercâmbio, foi ampliada a capacidade de anexos, facilitando a troca de informações entre cooperativas, e o GPU, sistema de gestão de protocolos, ganhou novos filtros e funcionalidade para anexos múltiplos, otimizando o uso para os colaboradores.

Já no processo de cobrança, foram demonstradas as validações que foram implementadas com o objetivo de qualificar as informações e reduzir o volume de glosas administrativas. Na ferramenta AJIUS, utilizada no processo de contestação, foram incorporados novos relatórios, possibilidade de responder solicitações de isenção do ranking em lote, bem como foram reduzidos os prazos de discussão entre as Unimeds. Também foram apresentadas novos projetos e ações de melhoria que serão implementadas no decorrer de 2025.

No segundo dia do evento, Karina Domingues, coordenadora de Gestão, Transparência e Redes da Confederação, apresentou o Projeto de Inovação em Redes. Entre os pilares do projeto estão a digitalização da rede, a qualificação dos dados e tráfego on-line por meio de APIs, integrando os sistemas de gestão das Unimeds com as ferramentas de rede da Unimed do Brasil, a criação de metodologia de classificação de prestadores ambulatoriais,  Karina explicou, ainda, que o projeto prevê a reformulação dos PTUs de redes, e do guia médico nacional, com o objetivo de melhorar a experiência do beneficiário na busca da rede de atendimento. Destacou também a publicação da Norma Derivada 18, que traz diretrizes essenciais para a gestão da rede nacional.

Durante a palestra, Karina contextualizou a evolução da área de Gestão de Redes desde 2017, destacando o progresso e os desafios enfrentados. Anunciou também os próximos passos para a área, incluindo o início da avaliação dos hospitais próprios e credenciados no primeiro trimestre de 2025.

As apresentações podem ser conferidas na íntegra, através dos links disponibilizados neste boletim.