Radar Unimed Diário | 11 de abril de 2014 | edição 494
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Unimed na imprensa
   

O custo de Sóbis (Painel)
Principal alvo do Corinthians no momento, Rafael Sóbis vai custar ao clube cerca (FOLHA DE S. PAULO - SP - 11/04/2014)

Um risco evitável
Mães rejeitam ideia sobre vacinas contra HPV disponibilizadas pelo SUS.. (DIÁRIO DA MANHÃ - GO - 11/04/2014)

Teleconsulta (Direito & Justiça)
A promotora de Justiça Leila Maria de Oliveira determinou o arquivamento de... (O POPULAR - GO - 11/04/2014)

Servidores do Tribunal de Justiça já podem ingressar em novo Plano de Saúde da Unimed
A partir da próxima segunda-feira (14) os servidores do Tribunal de Justiça da Paraíba... (JUS BRASIL - 10/04/2014)

 
 
Notícias de interesse
   

Promotora escondeu do STF plano de investigar Planalto
Pedido para rastrear suposto telefonema de Dirceu incluiu palácio como alvo... (FOLHA DE S. PAULO - SP - 11/04/2014)

Presidente russo ameaça cortar gás de países europeus
Em carta, Putin diz que pode suspender fornecimento do produto via Ucrânia devido à falta de pagamento... (FOLHA DE S. PAULO - SP - 11/04/2014)

O farmacêutico do ar
As coisas andam esquisitas. Ou sempre estiveram, não sei. Dia agradável de trabalho... (O ESTADO DE S. PAULO - SP - 11/04/2014)

Tamiflu não seria eficaz contra gripe A
Quase R$ 500 milhões podem ter sido gastos pelo governo brasileiro sem necessidade... (O ESTADO DE S. PAULO - SP - 11/04/2014)

Mosquito transgênico é liberado para combater a dengue
Inseto geneticamente modificado para não se reproduzir recebeu aval de comissão técnica para ser comercializado... (O ESTADO DE S. PAULO - SP - 11/04/2014)

Instituto Vital Brazil tentou se associar ao laboratório de Youssef
Laboratórios públicos de Rio e Goiás se associaram à empresa do doleiro Alberto... (O GLOBO - RJ - 11/04/2014)

PT cobra explicações de Vargas
Falcão, entre Vicentinho, Geraldo Magela e Mônica Valente: PT atendeu ao primeiro pedido de Lula... (VALOR ECONÔMICO -SP - 11/04/2014)

Bionovis vai receber tecnologia da alemã Merck
A Bionovis fechou um acordo com a alemã Merck para o desenvolvimento, a fabricação... (VALOR ECONÔMICO -SP - 11/04/2014)

Cenário favorável para a cassação de Vargas
Relator do processo contra o petista no Conselho de Ética vê indícios de quebra de decoro... (CORREIO BRAZILIENSE - DF - 11/04/2014)

Remédios pesam mais no bolso
Desde 31 de março, mais de 9 mil medicamentos com preços regulados pelo governo tiveram... (CORREIO BRAZILIENSE - DF - 11/04/2014)

Deputados querem processar Gorbachov
Na onda de reafirmação internacional da Rússia e de nostalgia dos tempos soviéticos... (CORREIO BRAZILIENSE - DF - 11/04/2014)

 
 
Agência de notícias
   

Unimed COP: Unimed Lins lança 6ª Concurso de Desenho

Unimed Grande Florianópolis disponibiliza dicas de alimentação saudável a seus colaboradores

Unimed Goiânia implanta Sistema de Monitoramento de Impressão

Colaboradores da Unimed Litoral fazem mutirão de doação de sangue

Unimed Joaçaba iniciará construção de Complexo de Saúde Local abrigará pronto atendimento, serviços de imagem, quimioterapia, núcleo de medicina ocupacional e preventiva, laboratório e centro administrativo

Abertas inscrições ao 13º Prêmio de Jornalismo Unimed Tubarão

Unimed Sergipe comemora Dia Mundial da Saúde

Médicos cooperados da Unimed Sorocaba fazem especialização em Portugal

Unimed VTRP: Circuito Unimed reúne mais de duas mil pessoas em Lajeado

Campanha da Unimed Santos arrecada lacres de latinhas para fins sociais

Unimed Botucatu apresenta nova campanha da marca aos colaboradores

Unimed Apucarana - Resultado da pesquisa de satisfação dos cooperados

Instituto Unimed - Filial Blumenau realiza campanha de Imposto de Renda

Projeto Vida Verde da Unimed contribuiu para o Selo Município Verde Azul de Americana

 
 
Concorrentes
   

Ação contra obesidade infantil instala espelho que engorda em aeroporto
Em uma ação de combate à obesidade infantil no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro... (EXPRESSO MT - 10/04/2014)

 
 
 
Clipping diário da Unimed do Brasil
 
 
 

Promotora escondeu do STF plano de investigar Planalto

FOLHA DE S. PAULO - SP PODER Matéria 11/04/2014

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Pedido para rastrear suposto telefonema de Dirceu incluiu palácio como alvo    

Petição do Ministério Público prevê quebra de sigilo de todos os aparelhos usados na sede do governo federal

DO PAINEL
A promotora que investiga suspeitas de que o ex-ministro José Dirceu usou um telefone celular na prisão escondeu sua intenção de investigar ligações feitas a partir do Palácio do Planalto ao pedir à Justiça a quebra de sigilo de aparelhos usados no local.

No pedido apresentado na semana passada ao Supremo Tribunal Federal, a promotora Márcia Milhomens Sirotheau Corrêa, do Ministério Público do Distrito Federal, não faz nenhuma referência ao palácio, mas indica suas coordenadas geográficas como alvo da investigação.

Condenado no julgamento do mensalão, Dirceu está preso desde novembro no complexo penitenciário da Papuda, em Brasília. O Ministério Público abriu inquérito em janeiro para saber se ele fez ligações telefônicas de dentro do presídio, o que é proibido.

O secretário de Indústria da Bahia, James Correia, disse em janeiro à coluna "Painel" ter falado com Dirceu por celular no dia 6 de janeiro. O advogado de Dirceu, José Luis Oliveira Lima, nega que o contato tenha ocorrido.

No pedido de quebra de sigilo telefônico, a promotora disse que seria preciso o "confronto entre as ligações realizadas pelos aparelhos de telefonia móvel que se encontram no presídio e pelos aparelhos que se encontravam no Estado da Bahia" e indicou duas coordenadas geográficas para o levantamento.

Embora o requerimento não deixe isso claro, as coordenadas correspondem ao presídio da Papuda e ao Palácio do Planalto. O pedido permite que todos os aparelhos usados dentro da sede do governo sejam rastreados.

Procurado pela Folha nos últimos dois dias, o Palácio do Planalto não quis se manifestar sobre a investigação.

Por meio de sua assessoria de imprensa, o Ministério Público do Distrito Federal não apresentou justificativas para a investigação do Planalto e afirmou que o foco da investigação é Dirceu e o uso de celulares no presídio, "independentemente de onde caia a coordenada geográfica".

O pedido foi apresentado ao presidente do STF, Joaquim Barbosa, que foi o relator do processo do mensalão. Ele ainda não decidiu se vai autorizar a quebra de sigilo.

A promotora quer que as operadoras de telefonia celular enviem registros de todas as chamadas feitas e recebidas por celulares na Papuda e no Palácio do Planalto entre os dias 1º e 16 de janeiro.

DEVASSA

Na quarta-feira, os advogados de Dirceu apresentaram ao STF o parecer de um engenheiro identificando as coordenadas informadas pelo Ministério Público e pedindo que o requerimento de quebra de sigilo seja rejeitado.

Os advogados também querem que o STF analise o processo em que Dirceu pede autorização para trabalhar fora da cadeia, que está parado por causa da investigação sobre o contato telefônico que ele teria mantido na prisão.

"É preocupante o pedido formulado pelo Ministério Público, por ser genérico e desprovido de fundamentação", afirmou José Luis Oliveira Lima. "O Ministério Público propõe uma devassa indiscriminada em várias linhas telefônicas, o que é ilegal."

O advogado criminalista Pedro Iokoi disse que um pedido de quebra de sigilo que atinja indiscriminadamente todos os aparelhos celulares de uma determinada região é "absolutamente ilegal".

A lei nº 9.296, de 1996, que trata de interceptações telefônicas, diz que os pedidos à Justiça devem conter "indicação e qualificação dos investigados", incluindo os números dos telefones a investigar.

"A quebra indiscriminada do sigilo de telefones de uma área viola o direito constitucional à privacidade daqueles que não são alvo da apuração criminal", disse Iokoi.

Para o advogado, a autorização do rastreamento dos aparelhos usados no Planalto seria "uma indevida invasão do Poder Judiciário nas comunicações do Executivo".

 
       
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Presidente russo ameaça cortar gás de países europeus

FOLHA DE S. PAULO - SP MUNDO Matéria 11/04/2014

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Em carta, Putin diz que pode suspender fornecimento do produto via Ucrânia devido à falta de pagamento    

Otan denuncia tropas russas na fronteira com Ucrânia; manifestantes do leste têm ultimato para desocupar prédios

LEANDRO COLON
DE LONDRES
O presidente Vladimir Putin avisou que os países europeus poderão ficar sem o gás natural da Rússia em razão da dívida da Ucrânia.

Cerca de um terço do gás usado pela Europa vem da Rússia e parte dele transita por território ucraniano. O governo de Kiev contraiu desde novembro uma dívida de US$ 2,2 bilhões (R$ 4,8 bilhões) pelo gás que consome.

Em carta a 18 líderes europeus, divulgada ontem pelo Kremlin, o dirigente russo diz que, diante da dívida, vai exercer um artigo no contrato entre os dois países segundo o qual, em caso de atraso de pagamento, o gás só será liberado mediante a quitação antecipada.

"No evento de novas violações das condições de pagamento, [a Rússia] vai cessar completa ou parcialmente a entrega de gás", diz a carta. Putin admite, porém, que seria uma "medida extrema".

Em reação, o Departamento de Estado dos EUA condenou "os esforços da Rússia de usar energia como uma ferramenta de coerção contra a Ucrânia".

A questão energética tem sido usada por Putin de acordo com a conveniência política do momento. Em dezembro, ele anunciou ajuda energética à Ucrânia, como forma de proteger o então presidente e seu aliado, Viktor Yanukovich, deposto em fevereiro.

Agora, ameaça cortar o gás do país, que, desde 2009, consumiu 147 bilhões de metros cúbicos vindos de território russo com um desconto de US$ 35 bilhões.

A crise entre os dois países ganhou novos capítulos no fim de semana, quando o leste ucraniano virou foco de manifestações pró-Rússia.

O governo ucraniano deu um ultimato para que ativistas deixem até hoje os prédios ocupados das cidades de Donetsk e Lugansk em troca de não serem processados.

A Otan (aliança militar ocidental) divulgou imagens de satélite com tropas russas próximas à fronteira com a Ucrânia. As potências ocidentais afirmam que Moscou está por trás das ações no leste do país, o que Putin nega.

 
       
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O custo de Sóbis (Painel)

FOLHA DE S. PAULO - SP ESPORTE Nota 11/04/2014

Principal alvo do Corinthians no momento, Rafael Sóbis vai custar ao clube cerca de € 1 milhão caso a negociação se concretize. O valor é referente à compra de 30% dos direitos econômicos do jogador, percentual que o Corinthians pretende adquirir. Além dessa quantia, se fechar negócio, o clube paulista terá que pagar R$ 350 mil de salários mensais a Sóbis. A diretoria corintiana quer concluir a transação até o fim de semana.

Proporção. 

O pagamento de € 1 milhão por 30% de Rafael Sóbis é baseado no preço do jogador estipulado pelo Fluminense e pela Unimed: € 3 milhões por 100% de seus direitos.

Compensação. 

A oferta inicial do Corinthians, de contratar Sóbis por empréstimo, foi vetada pela Unimed. A empresa quer receber dinheiro pelo atacante, já que ainda tem que pagar duas parcelas de € 570 mil ao Al Jazira, ex-clube do atacante.

Condição. Com a contratação de Sóbis em aberto, o Corinthians mantém em suspenso o empréstimo de Rodriguinho para o Fluminense. O clube só quer liberar o meia caso a negociação com o atacante dê certo. Ao mesmo tempo, deixa em "stand by" conversas com o Grêmio e com o Vitória, que também querem Rodriguinho.

Lá... 

As idas e vindas da Justiça comum no caso Portuguesa atrapalham o planejamento do clube. Sem saber se jogará a Série B, a diretoria da Lusa diz estar com dificuldades para acertar valores de patrocínios, que variam se o time estiver na elite ou na segunda divisão.

...ou cá? 

A Lusa reclama ainda que a incerteza atrasa a montagem do time. Alega que não consegue definir se faz contratações para a primeira divisão ou se contém gastos para jogar a Série B.

 
       
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O farmacêutico do ar

O ESTADO DE S. PAULO - SP ESPAÇO ABERTO Artigo 11/04/2014

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FERNANDO GABEIRA  

As coisas andam esquisitas.  Ou sempre estiveram, não sei. Dia agradável de trabalho na Serra da Canastra, revisitei a nascente do São Francisco e vi uma loba-guará se movendo com liberdade em seu território. De noite sonhei com o PT. Logo com o PT. 

Sentei-me na cama para entender como os pesadelos do Planalto invadiam meus sonhos na montanha. Lembrei-me de que no início da noite vira a história de André Vargas e do doleiro Alberto Youssef na TV, os farmacêuticos do ar que vendiam remédios dos outros ao Ministério da Saúde. Pensei: esse Vargas é vice, no ano que vem seria presidente da Câmara dos Deputados. Como foi possível a escalada de um quadro tão medíocre? A resposta é a obediência, o atributo mais valorizado pelos dirigentes, antítese de inquietação e criatividade, sempre punidas com o isolamento. 

Vargas fazia tudo o que o partido queria: pedia controle da imprensa e fazia até o que o partido aprova, mas não ousa fazer, como o gesto de erguer o punho na visita do ministro Joaquim Barbosa, do STF, ao Congresso. Em nossa era, esse deputado rechonchudo, que poderia passar por um burguês tropical, simboliza o resultado catastrófico da política autoritária de obediência, imposta de cima. 

Num falso laboratório, com o nome fantasia de Labogen (gen é para dar um ar moderno), Var-gas e Youssef tramavam ganhar dinheiro vendendo remédios ao ministério. O deputado, que ocupava o mais alto cargo do PT na Câmara, trabalhava para desviar dinheiro da saúde! É um tipo de corrupção que merece tratamento especial, pois suga recursos e equipamentos destina-dosa salvar as pessoas. A corrupção na saúde ajuda a matá-las. 

A catástrofe dessa política autoritária se revela também na escolha de Dilma Rousseff para suceder a Lula. Sob o argumento de que os quadros políticos poderiam abrir uma luta fratrici-da, escolheu-se uma técnica com capacidade de entender claramente que Lula e o PT fariam sua eleição. A suposição de que o debate entre candidatos de um mesmo partido seria ameaçador para o governo é uma tese autoritária. Nos EUA, vários candidatos de um mesmo partido disputam as primárias. E daí? 

Lula sabia que um quadro político nascido do choque de ideias seria um sucessor com potencial maior que Dilma para ganhar luz própria. E a visão autoritária de Lula - sair plantando postes nas eleições, em vez de aceitar que novas pessoas iluminassem o caminho - contribuiu para a ruína do próprio PT. 

Tive um pesadelo com o PT porquejamais poderia imaginar que chegasse a isso. Os petistas, aliás, camavalizaram uma tradição de esquerda. Figuras como André Vargas erguem os punhos com a maior facilidade, como se estivessem partindo para aGuerra Civil Espanholana Dis-neylândia. E os erguem nos lugares e circunstâncias mais inadequados, como num momento institucional. Um vice-presi-dente não pode comportar-se na Mesa como um militante partidário. O correto é que tivesse sido destituído do cargo depois daquele punho erguido. Mas o PT e seus aliados não deixariam o processo correr. Ele são fortes, organizados, bloqueiam tudo. Será que essa força toda dará conta do que vem por aí? 

Estamos em ano eleitoral e Dilma, nesse cai-cai. É compreensível que as esperanças se voltem para Lula como salvador de um projeto em ruínas. Mas como salvar o que ele mesmo arruinou? O esgotamento do projeto do PT é também o de Lula, em que pese sua força eleitoral. Ele terá de conduzir o barco num ano de tempestades. 

Para começar, essa da Petro-brás, Pasadena e outras saidi-nhas. O vinculo entre Youssef, Vargas e a Petrobrás também está sendo investigado pela Polícia Federal. Mas a relação do doleiro com o governo não deveria passarem branco. Num dos documentos surgidos na imprensa, fala-se que Youssef estava numa delegação oficial brasileira discutindo negócios em Cuba. Por que um doleiro numa delegação oficial? Por que Cuba? 

Muitas novidades estão aparecendo. Mas essa do André Vargas, homem influente no partido, um farmacêutico do ar que neste momento deve estar erguendo os punhos no espelho, ensaiando para ser preso, interrompeu meu sono em São Roque de Minas com uma clara mensagem: o PT é um pesadelo. 

Tenho amigos que ainda votam no PT porque acham ser preciso impedir a vitória da direita. Não vejo assim o espectro eleitoral. Há candidatos do centro e da esquerda. Que importância tem a demarcação rígida de terrenos, se estamos diante de fatos morais inaceitáveis, como a corrupção na Saúde, o abalo profundo na Petrobrás, a devastação da nossa vida política? 

Cai, cai, balão, não vou te  furar. Estivemos juntos quando os petistas eram barbudos e tinham uma bolsa de couro a tiracolo. Mudou o estilo. Agora têm bochechas e um doleiro a tiracolo. Naquela época já pressentia que não ia dar certo. Mas não imaginava essa terra arrasada, um descaminho tão triste. 

É um consolo estar nas nascentes do São Francisco, ver as águas descendo para a Cachoeira Casca Danta: o lindo movimento das águas rolando para sentir a mudança permanente. Sei que essa é uma ideia antiga, de muitos séculos. Mas para mim sempre foi verdadeira. É o que importa. 

Uma das grandes ilusões da ditadura militar foi interromper a democracia supondo que adiante as pessoas votariam com maturidade. A virtude do processo democrático é precisamente estimular as pessoas a que aprendam por si próprias e evoluam. 

As águas de 2014 apenas começaram a rolar. Tanto se falava na Copa do Mundo como o grande teste e surge a crise da Petrobrás. Poucos se deram conta de que, com os sete mortos nas obras dos estádios brasileiros, batemos um recorde de acidentes em todas as Copas. De certa forma, são vitimas da megalomania, do ufanismo, de todas essas bobagens de gente enrolada na Bandeira Nacional comprando refinarias no Texas, deixando uma fortuna nas mãos de um barão belga que nem acreditou direito naquela generosidade. Ergam os punhos cerrados para o barão e ele responderá com uma merecida banana. Gestualmente, é um bom fim de história. 
 
André Vargas simboliza o resultado catastrófico da política autoritária de obediência petista 

JORNALISTA

 
       
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Tamiflu não seria eficaz contra gripe A

O ESTADO DE S. PAULO - SP METRÓPOLE Matéria 11/04/2014

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Quase R$ 500 milhões podem ter sido gastos pelo governo brasileiro sem necessidade. Um estudo publicado ontem revela que o remédio indicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para combater a pandemia de gripe A, o Tamiflu, não teria qualquer chance de interromper a crise e não funcionaria melhor do que qualquer paracetamol. 

Em 2009, quando a OMS declarou um estado de emergência internacional, governos de todo o mundo seguiram as recomendações da entidade e compraram mais de US$ 3 bilhões em capsulas do remédio da suíça Roche. Só o Brasil gastou mais de R$ 405 milhões para comprar 75 milhões de unidades do produto. 

Agora, o estudo publicado pela Fundação Cochrane e pelo British Medical Journal revela que o gasto pode ter sido totalmente desnecessário. Só o governo do Reino Unido gastou mais de € 600 milhões no remédio. Nos EUA, a conta chegou a US$1,2 bilhão. As vendas do remédio aumentaram em mais de 1.000%, e as ações da Roche registraram ganhos. 

Mas, segundo o novo estudo, o remédio não conseguiria impedir a proliferação do vírus H1N1 nem reduzir suas complicações. No máximo, o antiviral ajudaria a combater os sintomas. Um dos argumentos dados pela OMS para sugerir que governos comprassem o remédio era de que, enquanto uma vacina era produzida, a distribuição do remédio da Roche ajudaria a impedir que a pandemia ganhasse proporções catastróficas. Em um certo momento, a OMS chegou a alertar que dois terços da população mundial poderiam ser afetados pela gripe A. 

Para os analistas, parte da falta de informação vem do fato que de empresas farmacêuticas não publicam os dados de suas pesquisas. Para chegar a essa conclusão, os acadêmicos foram obrigados a consultar os testes médicos do governo britânico e analisar mais de 16 mil páginas do registro e licenciamento do remédio. "Os gastos não beneficiaram a saúde humana", declarou Carl Heneghan, um dos autores do informe e professor de Oxford.  

O resultado mostrou que os sintomas da gripe seriam reduzidos de sete dias para 6,3 dias. Segundo o levantamento, tomar paracetamol também levaria ao mesmo resultado, declaração contestada pela Roche. "São constatações que podem ter sérias implicações para a saúde pública", afirmou a empresa. Outros analistas também questionaram o estudo, alertando que a redução dos sintomas em crianças pode ser um ponto positivo no tratamento. 

Polêmica. Na OMS, a entidade se limitou a dizer que estudaria as novas evidências. Mas ainda mantém o Tamiflu na lista dos "remédios essenciais". A revista The Lancet publicou um estudo que mostrou que a mortalidade do vírus H1N1 seria reduzida em 25% entre os pacientes que, uma vez internados, fossem medicados com o Tamiflu. 

Ainda assim, as novas revelações reabriram o debate sobre o papel da OMS em promover produtos de uma determinada marca, sem que haja um consenso na comunidade científica.

 
       
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Mosquito transgênico é liberado para combater a dengue

O ESTADO DE S. PAULO - SP METRÓPOLE Matéria 11/04/2014

A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) aprovou ontem o pedido de liberação comercial de mosquitos transgênicos contra a dengue, desenvolvidos por uma empresa britânica, chamada Oxitec. 

Os mosquitos são geneticamente modificados para serem estéreis, de modo que, ao copularem com as fêmeas de Aedes aegypti na natureza, eles acabam por interromper a reprodução da espécie. Testes realizados desde 2011 em dois bairros de Juazeiro, na Bahia, reduziram em até 90% o número de insetos transmissores da dengue nessas localidades. 

A decisão da CTNBio,por 16 votos a 1, atesta que os mosquitos transgênicos são seguros, tanto para a saúde humana quanto para o meio ambiente, autorizando a empresa a buscar o registro comercial para colocá-los no mercado-o que poderá levar um tempo indeterminado para acontecer. 

A Oxitec já tem uma fábrica pronta para entrar em operação em Campinas, com capacidade para produzir 2 milhões de mosquitos transgênicos por semana, além de uma parceria com a empresa brasileira Moscamed, com sede em Juazeiro, que produziu os mosquitos para os testes de campo na Bahia.

"Estamos muito satisfeitos coma aprovação", disse ao Estado o diretor global de negócios da Oxitec, Glen Slade. "Vencemos essa etapa fundamental, mas é só o início de um grande trabalho", completou ele, ressaltando que não está claro em qual ministério a empresa deverá solicitar o registro comercial do mosquito. Por ser o primeiro produto desse tipo aprovado no País - e no mundo -, não há um trâmite estabelecido. O mais provável é que o processo passe pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). 

"Seja como for, a aprovação pela CTNBio significa que devemos continuar a investir no Brasil", disse Slade. O objetivo da empresa é ter várias fábricas de mosquitos espalhadas pelo País, para atender a demandas localizadas com mais eficiência. Os mosquitos são frágeis e não podem viajar longas distâncias, por isso é importante que as fábricas estejam próximas das cidades que eventualmente serão atendidas pelo serviço.  

Como funciona. Os mosquitos transgênicos da Oxitec têm um gene a mais inserido em seu DNA que faz com que seus descendentes morram antes de chegar à fase adulta, ainda no estágio de larva. Apenas mosquitos machos são produzidos, pois são apenas as fêmeas que picam as pessoas e transmitem a dengue. Dessa forma, evita-se acrescentar mais mosquitos com potencial para transmitir a doença no ambiente.   

A estratégia consiste em liberar grandes quantidades desses mosquitos transgênicos na "natureza" (áreas urbanas), em número muito maior do que o de machos selvagens, de forma que os transgênicos estéreis tenham uma probabilidade muito maior de copular com as fêmeas daquela população.  

"Os resultados são muito promissores e mostram que a tecnologia funciona para reduzir a população de mosquitos", diz a pesquisadora Margareth Capurro, da Universidade de São Paulo, que coordenou os estudos de campo na Bahia.   

Com a redução do número de mosquitos, a expectativa é que o risco de transmissão da dengue também caia. Um novo experimento, de maior escala, está em andamento em Jacobina (BA) para testar essa hipótese. 
 
Capital registra 579 casos da doença em uma semana  

• Os registros dos casos de dengue em São Paulo aumentaram 49,65% em uma semana. São 1.745 casos, contra os 1.166 divulgados no último balanço da Secretaria Municipal de Saúde, em 3 de abril. Se a comparação for com o mesmo período do ano passado, quando os casos somavam 1.229, o número subiu 42%. Segundo a secretaria, o acréscimo de 579 registros pode não significar novos casos, mas ser uma atualização das últimas quatro semanas.  
 
"Os dados são variáveis porque as notificações são recebidas das unidades públicas e privadas, analisadas pelas Supervisões de Vigilância em Saúde e, depois, lançadas no sistema federal", informou a pasta.   
 
A taxa de incidência da doença está em 15,5 casos para cada 100 mil habitantes, considerada baixa pelo Ministério da Saúde. A taxa é média acima de 100 e alta quando ultrapassa 300 casos. 

A zona oeste é a região mais afetada, com três distritos com surto da doença: Jaguaré, Lapa e Rio Pequeno. No Jaguaré, foram 324 casos, com índice de 649,8 para 100 mil habitantes. A primeira morte por dengue no ano foi confirmada na segunda-feira.

 
       
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Instituto Vital Brazil tentou se associar ao laboratório de Youssef

O GLOBO - RJ PAÍS Matéria 11/04/2014

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Labogen também buscou parceria com empresa de Goiás

BRASÍLIA- Laboratórios públicos de Rio e Goiás se associaram à empresa do doleiro Alberto Youssef para produzir medicamentos, como mostram ofícios dos presidentes das instituições enviados em 2013 ao secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Carlos Augusto Gadelha.

O Instituto Vital Brazil, no Rio, adotou com a Labogen S/A Química Fina e Biotecnologia - cujo verdadeiro dono é o doleiro preso no Paraná - o mesmo modelo de parceria que passou a ser investigado pela Polícia Federal na Operação Lava-Jato. Associou-se com a Labogen e com a EMS, uma das gigantes do setor.

Pasta não aprovou parcerias 

Já a Indústria Química do Estado de Goiás (Iquego) se associou apenas à Labogen, empreendimento utilizado, na verdade, para lavar dinheiro sujo, segundo a PF. Os negócios só não foram adiante porque, por razões técnicas , o Ministério da Saúde não aprovou a realização das parcerias.

A única parceria que foi adiante e passou a ser objeto de investigação envolve Labogen, EMS e o Laboratório Farmacêutico da Marinha. Aprovada pelo Ministério da Saúde na gestão de Alexandre Padilha, pré-candidato ao governo de São Paulo pelo PT, a Parceria para Desenvolvimento Produtivo (PDP) se destinava à fabricação do citrato de sildenafila, medicamento utilizado no tratamento de hipertensão pulmonar. O valor inicialmente aprovado foi de R$ 31 milhões.

Depois que a PF fez a Operação Lava-Jato, o Ministério da Saúde suspendeu a parceria e instaurou uma comissão investigativa para apurar as circunstâncias do acordo.

Youssef tinha como contato político no ministério o deputado federal André Vargas (PT-PR), conforme trechos de conversas transcritos pela PF. O secretário Gadelha e o diretor do Departamento do Complexo Industrial da secretaria, Eduardo Jorge Valadares, são apontados como responsáveis pela parceria. Eles negam qualquer encontro com Youssef e Vargas. Mas, no ano passado, estiveram pelo menos três vezes com Pedro Argese Júnior, representante da Labogen que ficou preso temporariamente na operação da PF.

O presidente do Instituto Vital Brazil, Antônio Joaquim Werneck de Castro, encaminhou três ofícios a Gadelha em 4 de outubro, com as propostas de parceria com Labogen e EMS para a fabricação de olanzapina, antipsicótico; clozapina, para esquizofrenia; e sevelamer, para doença nos rins. O objetivo era firmar PDPs com a pasta. Ratificamos o compromisso das instituições integrantes da parceria e a certeza de obter resultados significativos para o desenvolvimento de fármacos no Brasil , escreveu o presidente. Pouco depois, a Saúde vetou a parceria.

A proposta da Iquego, também em parceria com a Labogen, destinava-se a fabricar rifabutina, para tratar tuberculose em pacientes com Aids. O ofício, de 9 de maio, é assinado pelo então presidente da estatal goiana, Horst Laubenheimer. O projeto também foi rejeitado pelo Ministério da Saúde. O valor envolvido nas quatro PDPs que ficaram pelo caminho somava R$ 323 milhões. 

Youssef procurou iquego 

O Instituto Vital Brazil informou que não produziu os três medicamentos em parceria com Labogen e EMS. As parcerias não foram para frente. Nunca houve nada assinado, nem pagamentos realizados. Não sabíamos que Youssef era um dos donos da Labogen, muito menos que ele era doleiro. Nunca passou documento algum com nome dele pelo instituto , disse o órgão.  

A atual presidente da Iquego, Andrea Vecci, disse que não houve qualquer documento assinado com a Labogen. Mas admitiu que o laboratório foi procurado pela empresa do doleiro:

- O antigo presidente foi procurado pela Labogen. Não foi apresentado projeto ao Ministério da Saúde. Em geral, as PDPs são encaminhadas pelo ministério. São eles que procuram os laboratórios públicos e indicam parceiros privados.

Os projetos do Vital Brazil com Labogen e EMS foram rejeitados porque já há outros em andamento para atender a demanda do SUS, diz a Saúde. No caso da Iquego, não estava definido no projeto a transferência de tecnologia para produção do medicamento , segundo a pasta.

Para Gleisi, CPI da Petrobras vai contaminar as eleições deste ano  

"A forma como a oposição colocou a comissão tinha muito foco na política eleitoral", diz senadora  

Candidata do PT ao governo do Paraná, a senadora Gleisi Hoffmann, ex-ministra da Casa Civil, disse ontem que a CPI da Petrobras deve provocar impactos nas disputas eleitorais em outubro - em grande parte, por culpa da oposição.  
 
Anteontem, a Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou a relatório para instalação de uma comissão mais ampla para investigar denúncias de irregularidades na Petrobras e no metrô de São Paulo e no Complexo Industrial de Suape, em Pernambuco, que afetam o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e o ex-governador Eduardo Campos (PSB), adversários da presidente Dilma na disputa eleitoral.  

- A CPI é uma investigação política, é óbvio que as discussões que vão se dar no âmbito do Congresso, da CPI, são políticas, impactam a conjuntura política num ano eleitoral. Inclusive, colocamos isso quando discutimos no Congresso. A forma como a oposição colocou a CPI tinha muito foco na política eleitoral - disse Gleisi, após visitar a redação do GLOBO no Rio, onde almoçou com editores.  

Na próxima terça-feira, vai acontecer a sessão no Plenário do Senado para avaliar a decisão da CCJ. Há outras duas propostas de CPI já protocoladas.

- O governo trabalha com essa hipótese (de aprovação). A base do governo assinou uma proposta de CPI mais ampla.

A ex-ministra evitou pressionar André Vargas (PT-PR) a renunciar por conta da relação com o doleiro Alberto Youssef: - Não me cabe fazer essa avaliação ou julgamento.

PF pede que doleiro seja transferido para o presídio de Catanduvas  

Para polícia, Alberto Youssef deve ser preservado porque tem informações importantes  

BRASÍLIA- A Polícia Federal pediu ontem a transferência de Alberto Youssef e de outros dois doleiros investigados na Operação Lava-Jato para o Presídio Federal de Catanduvas (PR). A polícia pediu ainda que a doleira Nelma Kodama e os outros dez presos sejam levados a presídios estaduais. Na próxima semana, o delegado Márcio Anselmo deve concluir pelo menos um dos inquéritos sobre os crimes de lavagem, evasão de divisão e corrupção, entre outros.  

Caberá à Justiça Federal decidir se autoriza a transferência dos presos, que estão na carceragem da Superintendência da PF em Curitiba. A polícia pediu a transferência dos doleiros Youssef, Carlos Chater e Raul Srour para o presídio de segurança máxima de Catanduvas por medida de segurança. A polícia argumenta que os três detém grande volume de informações importantes para as investigações em curso e devem ser preservados de qualquer pressão externa.  

A polícia argumenta ainda que outros presos reclamaram dos doleiros. A PF queria mandar Nelma para Catanduvas, mas desistiu porque o presídio não tem ala feminina. Entre os presos que podem ser levados para um dos presídios administrado pelo Paraná está o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa.  

A PF também reforçou a equipe de investigação. Quatro delegados teriam sido destacados para cuidar do caso. Na segundafeira, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, criou uma força tarefa com seis procuradores para reforçar as investigações da Lava-Jato.

 
       
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PT cobra explicações de Vargas

VALOR ECONÔMICO -SP POLÍTICA Matéria 11/04/2014

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Por Cristian Klein e Fábio Brandt | De São Paulo e Brasília

Falcão, entre Vicentinho, Geraldo Magela e Mônica Valente: PT atendeu ao primeiro pedido de Lula, o de ouvir o deputado

A Comissão Executiva Nacional (CEN) do PT decidiu ontem ouvir o deputado federal André Vargas (PT-PR), sobre seu envolvimento com o doleiro Alberto Youssef, antes de levá-lo à comissão de ética do partido. O parlamentar dará explicações a uma comissão de três integrantes da Executiva, formada pelo vice-presidente Alberto Cantalice, pelo secretário de organização, Florisvaldo Souza, e pelo secretário de formação política, Carlos Árabe.

"(...) previamente à instalação da comissão de ética, a CEN decide ouvir o companheiro André Vargas a respeito dos fatos noticiados", informa a nota, que afirma ainda que caberá aos três integrantes da Executiva reportar as explicações à Comissão Executiva Nacional "para encaminhamentos posteriores".

Após o encontro, o presidente do PT, Rui Falcão, citou a viagem de férias de André Vargas com sua família em avião emprestado pelo doleiro entre os fatos que deverão ser esclarecidos. O deputado também tem o nome envolvido em negócios suspeitos com Youssef no Ministério da Saúde. Pressionado, André Vargas anunciou anteontem sua renúncia da função de vice-presidente da Câmara dos Deputados.

Falcão não quis afirmar categoricamente se já está decidido que o caso irá à comissão de ética, uma vez que o texto da resolução é ambíguo ao dizer que a Executiva ouvirá Vargas "previamente à instalação" da comissão de ética. "É previamente. O advérbio fala por si". Questionado mais uma vez, enfatizou que a expressão tem uma crase, dando a entender que o deputado será ouvido antes "para a" instalação da comissão de ética.

Um integrante da Executiva, que pediu anonimato, confirmou que, apesar da ambiguidade da expressão, já haveria a decisão política de que o caso será levado à comissão de ética - que pode decidir pela suspensão ou mesmo a expulsão de Vargas do partido.

Florisvaldo Souza foi mais comedido: "O momento é de ouvir. Na vida toda do PT, o partido ouve as pessoas", disse ao Valor PRO, serviço de notícias em tempo real do Valor. O secretário de Organização preferiu ser cauteloso quando questionado se as explicações de Vargas não serão consideradas mera defesa protocolar, incapazes de evitar a condução do caso à comissão de ética do partido. "Dependendo da explicação, por que não?", rebateu. O vice-presidente do PT, Alberto Cantalice, foi na mesma linha e afirmou que mesmo Vargas sendo levado à comissão de ética isso "em si também não é uma condenação".

A cúpula petista tem dado prioridade à solução do episódio para estancar o noticiário negativo que atinge a imagem do partido, do governo federal e da presidente Dilma Rousseff, às vésperas da campanha eleitoral. Nesta semana, conforme apurou o Valor PRO, Rui Falcão chegou a pedir a Vargas que renunciasse ao mandato, mas o deputado recusou-se a fazê-lo.

Na entrevista coletiva, Falcão afirmou que não tem "pressa nem despressa" para resolver o caso, embora a reunião da Executiva - que deliberou sobre outros temas menos urgentes ou de rotina - tenha tido caráter extraordinário.

Para o presidente do PT, os fatos noticiados pela imprensa "por si só não incriminam ninguém". Mas o partido quer ouvir André Vargas "à luz dos fatos noticiados, que dizem respeito a um voo, num avião, e de uma audiência que ocorrerá na comissão de ética" no Congresso.

Apesar de tentativas do PT para impedir, a Câmara dos Deputados abriu um processo em seu Conselho de Ética para investigar a relação entre Vargas e Youssef.

Falcão concordou que a cobrança de explicações ao deputado é uma resposta à declaração do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o caso, em entrevista a blogueiros na terça-feira. Lula disse que Vargas precisa se explicar "porque no final quem paga o pato é o PT". Falcão, no entanto, rebateu a ideia de que o partido possa ser responsabilizado por erros individuais.

"A primeira parte do pedido do presidente nós estamos atendendo, que é ouvir o deputado. Sobre pagar o pato, pelo que entendo dessa expressão popular, que teria que ser esmiuçada com o presidente Lula, é que não há nenhuma iniciativa individual de qualquer pessoa - que a menos que seja por mandato do PT - que a gente possa responder por isso, para o bem e para o mal.

A cúpula petista também divulgou uma resolução "em defesa da Petrobras" em que critica a oposição. "A ofensiva da oposição, que se voltou contra o sistema de partilha e o pré-sal, tem um único objetivo: fazer prevalecer interesses privados numa empresa que é acima de tudo patrimônio do povo brasileiro." A nota diz ainda que a estatal "neste momento está sendo atacada pelos mesmos que no passado tentaram mudar seu nome para Petrobrax e tentaram privatizá-la". Por fim, a resolução afirma que "o PT assume a defesa incondicional da Petrobras e adverte que quem agride a Petrobras agride o Brasil".

O texto é uma resposta à tentativa da oposição de abrir uma CPI no Congresso para investigar a compra da refinaria de Pasadena, nos EUA, pela estatal.

Na Câmara dos Deputados, o presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), anunciou ontem que a eleição para eleger o substituto de André Vargas como primeiro vice-presidente acontecerá na última semana de abril, após a Páscoa. Podem votar todos os deputados federais.

O sucessor de Vargas deverá, obrigatoriamente, ser um deputado do PT, pois é o partido com o maior número de deputados. Os petistas tentam entrar em acordo para apresentar um só candidato. Caso haja mais de um interessado, haverá disputa. Se algum deputado de outro partido quiser concorrer, sua candidatura será indeferida, afirmou o secretário-geral da Mesa, Mozart Vianna.

A votação será eletrônica. Mas não utilizará as urnas do Tribunal Superior Eleitoral. Como ocorreu na eleição para presidente e outros integrantes da Mesa Diretora em fevereiro de 2013, a Câmara usará um sistema próprio, no qual os deputados registram seus votos em monitores "touch screen" colocados em cabines dentro do plenário. Após a votação, o painel eletrônico do plenário exibirá o resultado.

Também ontem, Alves rejeitou uma questão de ordem feita pelo deputado Zé Geraldo (PT-PA) e que tinha potencial para retardar o processo aberto contra André Vargas no Conselho de Ética. Geraldo pediu que, primeiro, o caso do colega fosse analisado pela Corregedoria da Câmara - instância inferior ao Conselho de Ética.

 
       
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Bionovis vai receber tecnologia da alemã Merck

VALOR ECONÔMICO -SP EMPRESAS Matéria 11/04/2014

A Bionovis fechou um acordo com a alemã Merck para o desenvolvimento, a fabricação local e comercialização de um portfólio de medicamentos biológicos no Brasil. Segundo informaram as companhias ao Valor Pro, o serviço de tempo real do Valor, a parceria terá foco nos tratamentos para câncer, artrite reumatóide e esclerose múltipla.

Como parte do acordo, a Merck será o fornecedora exclusiva de tecnologia à Bionovis (e seus parceiros) de oito produtos biológicos - feitos a partir de células vivas - concordando em transferir seus conhecimentos de produção ao longo dos próximos anos, com o objetivo de que sejam todos fabricados localmente no Brasil.

"Nossa experiência nos dá uma clara vantagem no campo dos biossimilares e, com esta parceria, estamos ansiosos para trabalhar em estreita colaboração com o governo brasileiro", disse, em comunicado, Stefan Oschmann, presidente global da divisão farmacêutica da Merck.

O acordo marca também o início da unidade de negócios de biossimilares da multinacional na América Latina, com o Brasil como o centro de operações. A unidade está baseada no cantão de Vaud, na Suíça. "É um marco importante para a Merck, dado que a entrada em biossimilares é uma estratégia global", afirmou Vera Valente, diretora de Biossimilares para a América Latina.

A Bionovis é uma joint venture entre Aché, EMS, Hypermarcas e União Química. Ela foi criada em 2012 com o apoio do governo federal para a produção de biossimilares no Brasil. Desde sua criação, a ideia é que a empresa opere via PDPs (Produto de Desenvolvimento Produtivo) que, estimuladas pelo governo, envolvem a transferência de tecnologia de produção de medicamentos de empresas estrangeiras e nacionais para laboratórios públicos. Desse modo, o governo federal será o principal comprador dos medicamentos produzidos nacionalmente pelo laboratório, e vê nessa iniciativa a possibilidade de reduzir seu bilionário déficit da balança comercial da saúde.

A companhia planeja a construção de uma fábrica de biológicos no Rio de Janeiro, com investimentos de R$ 240 milhões. Cerca de 60% dos recursos vem de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). A empresa está no processo de obtenção de licenças do terreno onde será construída a unidade e espera colocar no mercado o primeiro produto em 2016.

"Está evoluindo o nosso projeto para construir uma unidade biofarmacêutica estado-da-arte, para suprir a demanda brasileira dos produtos incluídos no acordo", disse Odnir Finotti, presidente da Bionovis.

O fechamento da operação entre a Bionovis e a Merck está condicionado à liberação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), órgão antitruste brasileiro.

 
       
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Cenário favorável para a cassação de Vargas

CORREIO BRAZILIENSE - DF POLÍTICA Matéria 11/04/2014

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Relator do processo contra o petista no Conselho de Ética vê indícios de quebra de decoro. PT discutirá sanção ao deputado paranaense, que pode até ser expulso da sigla

Designado relator do processo contra André Vargas (PT-PR) no Conselho de Ética da Câmara, o deputado Júlio Delgado (PSB-MG) deve pedir a cassação do mandato do colega paranaense. Para Delgado, Vargas quebrou o decoro parlamentar no discurso feito na tribuna da Câmara na quarta-feira da semana passada, quando disse que a relação com Alberto Youssef era "superficial", e que ele não tinha negócios com o doleiro investigado e preso no âmbito da Operação Lava-Jato, da Polícia Federal. "A gente sabe que há algo mais profundo. Isso já demonstra que, no próprio plenário, ele provavelmente cometeu (a quebra de decoro)", comentou Delgado. Vargas, que utilizou um jatinho pago pelo doleiro para passar as férias de janeiro com a família em João Pessoa, é suspeito de ter intermediado um contrato entre o laboratório Labogen, envolvido no esquema de Youssef, e o Ministério da Saúde.

No começo da tarde de ontem, Delgado se irritou ao tentar obter uma cópia do discurso de defesa de Vargas. As notas taquigráficas, que geralmente são publicadas no portal da Câmara na internet em até 30 minutos, ainda não estavam disponíveis. A assessoria técnica da Casa explicou que a íntegra da intervenção do petista encontrava-se na área do site intitulada tempo real, inserida em um bloco de discursos de outros deputados. O objetivo de Delgado é analisar minuciosamente o pronunciamento do petista, para embasar a acusação por quebra de decoro.

André Vargas também terá de prestar explicações dentro do PT, conforme decisão tomada na tarde de ontem, na reunião da Executiva Nacional do partido. O segundo vice-presidente do PT, Alberto Cantalice, e os secretários Carlos Árabe e Florisvaldo Souza foram os escalados para colher o depoimento do deputado, o que deve ocorrer até domingo. A oitiva, que precederá a realização de uma Comissão de Ética para julgar o caso, teria sido um pedido do próprio Vargas. Dependendo do resultado, o paranaense pode ser inocentado, suspenso ou até mesmo expulso do PT. Integrantes da cúpula do partido comentaram que não há ânimo para a expulsão de Vargas, pelo menos neste momento. "Durante a maior parte do tempo, falamos sobre a Petrobras e os palanques estaduais. Na questão do André, aprovamos uma resolução consensual", disse a fonte.

Desabafo
Vargas aproveitou a tarde de ontem para desabafar. Por meio de uma rede social, o petista reafirmou o que disse no plenário da Câmara e alegou inocência. "Como já disse na tribuna, cometi um equívoco, lamento por isso e vou encarar tudo de frente. A imprensa está devassando minha vida e vendo que não tenho nada a esconder. Meu patrimônio condiz com o salário de deputado. Estou certo de que não cometi nenhum ato ilícito e vou provar isso, de cabeça erguida", escreveu o ex-vice-presidente da Câmara. Vargas também reclamou do assédio da imprensa. "Lamento que a minha família e amigos estejam sendo acossados por repórteres. O alvo sou eu, não eles."

O presidente do Conselho de Ética da Câmara, Ricardo Izar (PTB-SP) pretende concluir o processo até o fim de maio para que, no início de junho, o plenário da Casa esteja apto a analisar o processo. "Se deixar para o segundo semestre, com eleições gerais, só vamos concluir isso no ano que vem", disse Izar. Ele tinha marcado, para a próxima terça-feira, a leitura do relatório preliminar do deputado Júlio Delgado no Conselho de Ética. Entretanto, o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), alertou que seria melhor transferir a reunião para a semana do dia 22, para não haver problemas com a falta de quórum. "Ou com um quórum perigoso, arregimentado para derrubar o relatório", brincou um integrante do conselho.

PF quer Youssef em prisão federal
A Polícia Federal pediu ontem autorização para transferir o doleiro Alberto Youssef para a Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná, destinada exclusivamente para presos de "alta periculosidade". Atualmente detido na carceragem da PF em Curitiba, ele foi preso em 17 de março, na Operação Lava-Jato, acusado de comandar uma esquema de lavagem de dinheiro que movimentou pelo menos R$ 10 bilhões. Youssef é ligado ao deputado André Vargas (PT-PR). Suspeita-se de que o petista tenha encaminhado um emissário ao presídio para tentar negociar o silêncio do doleiro.

Como já disse na tribuna, cometi um equívoco, lamento por isso e vou encarar tudo de frente. Estou certo de que não cometi nenhum ato ilícito e vou provar isso, de cabeça erguida"
André Vargas (PT-PR), ex-vice-presidente da Câmara

 
       
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Remédios pesam mais no bolso

CORREIO BRAZILIENSE - DF ECONOMIA Matéria 11/04/2014

Desde 31 de março, mais de 9 mil medicamentos com preços regulados pelo governo tiveram reajuste nas farmácias de todo o país. As taxas vão de 1,02%a 5,68%, dependendo da categoria de concorrência, medida de acordo com a oferta de produtos genéricos. Os remédios do nível um, de grande concorrência (ou seja, com muitas opções de genéricos), sofreram os maiores aumentos, enquanto que os do nível três - mais de 40% da lista - tiveram reajuste máximo de 1,02%.

O Ministério da Saúde afirmou que não necessariamente os aumentos seriam repassados às farmácias, mas os consumidores já sentem os efeitos da resolução no bolso. Para os aposentados Manuel Luiz Lopes, de 72 anos, e Conceição Zotta Lopes, de 73, o gasto pesa cada vez mais no orçamento. Por mês, o casal gasta R$ 1 mil em farmácias. "Disseram que os preços não mudariam, mas é mentira. Agora, compramos três remédios e pagamos R$ 240. Até tentamos comparar entre as farmácias, mas a diferença é pequena", disse Lopes.

O gerente da Drogaria Junior no Cruzeiro Velho, Antônio de Freitas Cavalcante Neto Pacheco, afirmou que os clientes estão reclamando mais depois do reajuste. "O valor de alguns remédios, como antibióticos, aumentou bastante. Já outros mais simples, por exemplo xaropes para tosse, tiveram reajustes mínimos, mas que nos prejudicam porque o cliente, acostumado com o preço antigo, acaba optando por pesquisar em outras lojas", contou. Segundo Pacheco, os valores estão sendo atualizados gradualmente pelas distribuidoras, e é impossível não repassar ao consumidor.

Para o Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo (Sindusfarma), que reúne empresas que formam 90% do mercado farmacêutico do país, o aumento é insuficiente: enquanto o reajuste médio foi de 3,52%, o custo de produção subiu entre 13% e 15% no ano passado.

Nelson Mussolini, presidente da Sindusfarma, acredita que a situação é preocupante para o futuro da indústria farmacêutica. "Nos últimos anos, há uma defasagem contínua dos ajustes em relação ao IPCA e isso pode levar a queda de rentabilidade. Dessa forma, alguns setores têm que ser penalizados, como o de inovação e pesquisa, gerando sucateamento."

 
       
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Deputados querem processar Gorbachov

CORREIO BRAZILIENSE - DF MUNDO Matéria 11/04/2014

Na onda de reafirmação internacional da Rússia e de nostalgia dos tempos soviéticos, um grupo pluripartidário de parlamentares da Duma (Câmara dos Deputados) decidiu encaminhar ao procurador-geral, Yuri Chaika, um pedido para que seja aberto processo contra o último presidente da União Soviética, Mikhail Gorbachov. Os deputados - uma frente que inclui partidários do presidente Vladimir Putin, comunistas e nacionalistas - acusam Gorbachov de ter atropelado a Constituição da URSS nos atos que se sucederam a uma tentativa de golpe da linha-dura, em agosto de 1991, e culminaram com a dissolução do Estado soviético, em novembro.

De acordo com a agência de notícias Itar-Tass e com o jornal Izvestia, o grupo espera que seja aberta uma investigação e, ao fim dela, que sejam formalizadas acusações contra o ex-presidente. A petição endereçada ao procurador-geral menciona um referendo realizado em março de 1991, no qual a maioria dos votantes se pronunciou pela manutenção da URSS. No segundo semestre daquele ano, porém, sob o impacto da tentativa de golpe que sofrera, Gorbachov adotou medidas para acelerar a transição política, sob pressão do recém-eleito presidente da Rússia - na época, uma das repúblicas soviéticas -, Boris Yeltsin, personagem capital para a sobrevivência política do líder soviético.

A denúncia dos deputados se fundamenta na criação, pelo então chefe do Kremlin, de um Conselho de Estado da URSS, que não era previsto na estrutura constitucional. Foi esse organismo que, em nome de prevenir a eclosão de uma guerra civil, aprovou a independência das três repúblicas bálticas (Lituânia, Letônia e Estônia) e abriu caminho para o fim da União Soviética, levado a efeito em 23 de dezembro de 1991. Segundo os autores da petição, ainda em novembro daquele ano, a Procuradria-Geral soviética abriu uma ação contra Gorbachov, mas no dia seguinte arquivou o processo.

"É importantíssimo que façamos isso, já que até hoje não foi prestada nenhuma satisfação, do ponto de vista legal, para o desmantelamento de uma entidade estatal", argumentou o deputado Mikhail Degtyaryov, do Partido Liberal Democrata (nacionalista). Ele é um dos signatários do documento, ao lado de Yevgeny Fiodorov e Anton Romanov, do Rússia Unida (o partido de Putin) e de Ivan Nikitchuk e Oleg Denisenko, do Partido Comunista. "Continuamos enfrentando as consequências dos acontecimentos de 1991", prosseguiu Degtyaryov. "Pessoas estão morrendo na Ucrânia e continuarão a morrer, por conta dos erros daqueles que, há muitos anos, decidiram pela destruição do país."

Os autores da petição ressaltam, no texto, que os crimes pelos quais acusam o ex-presidente soviético são imprescritíveis. Além disso, sustentam que Gorbachov já não conta com nenhum tipo de imunidade que o livre de ser processado. O ex-líder, que goza de enorme prestígio na Europa mas é fortemente rejeitado no próprio país, classificou a iniciativa como uma "bobagem" de políticos "carentes de atenção".
 

Vigilância por satélite

O comando da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), em Bruxelas, divulgou ontem para a imprensa um conjunto de imagens de satélite que mostrariam a concentração de forças russas nas proximidades da fronteira ucraniana. As imagens, tomadas pela empresa de satélites Digital Globe, entre fim de março e começo de abril, foram analisadas no quartel-general da aliança. De acordo com o principal comandante militar, o general Philip Breedlove, o contingente russo incluiria unidades de artilharia e de tanques, além de esquadrilhas de caças e aviões de reconhecimento (foto). Falando à imprensa, o general britânico Gary Deakin descreveu os efetivos como "muito capazes, em elevado estado de prontidão e próximas a estradas e linhas de comunicação".

 
       
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Um risco evitável

DIÁRIO DA MANHÃ - GO CIDADES Matéria 11/04/2014

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Mães rejeitam ideia sobre vacinas contra HPV disponibilizadas pelo SUS
 
FABIANA GUIMARÃES

Estudantes do 7° período do curso de Medicina da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC) em conjunto com professora e pesquisadora em Medicina, Rita Gonzales, identificaram um problema na saúde pública em relação à aceitação da população com a vacina do Papiloma Vírus Humano (HPV) oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que está fornecendo, de graça, a vacinação para meninas e meninos de nove a 12 anos. O problema seria que as mães não querem vacinar suas filhas por achar que isso incentiva a vida sexual ativa. A questão é que esta vacina previne o câncer de colo de útero, que atinge 500 mil novos casos de mulheres por ano no mundo.

A professora Rita explica "é de extrema importância a vacinação dessas meninas para evitar o câncer de colo do útero. O porquê delas serem vacinadas nessa idade é que elas ainda não iniciaram uma vida sexual ativa, portanto as chances de terem contraído o vírus do HPV é nula". A eficácia da vacina é maior nesses casos, porque a menina jamais teve contato com o vírus por ele ser transmitido somente sexualmente. Assim, elas crescem imunes à contaminação.  

O câncer de colo uterino é o segundo tumor maligno de maior incidência na população feminina no país, só perdendo para o câncer de mama, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca). Existem mais de 100 tipos diferentes de HPV, sendo cerca de 40 tipos os que infectam os órgãos genitais e o ânus. Há dois tipos de vacina, a bivalente que possui dois tipos de vírus para imunização, e a quadrivalente que possui quatro tipos de vírus para imunização. O obstetra, José de Oliveira, conta "são vários tipos de HPV e a vacina cobre somente de dois a quatro tipos. O motivo é que esses (da vacina) são os principais tipos que causam o câncer de colo do útero e os outros causam lesões na pele".

Sintomas e Contágio

O HPV é, na maioria dos casos, assintomático. As mulheres infectadas geralmente não sabem que possuem o vírus. Porém, alguns tipos causam lesões como verrugas que possuem um aspecto de couve-flor e tem tamanho variável que aparecem no colo do útero, na vulva, vagina, região pubiana e ânus. No homem, essas verrugas surgem no pênis, bolsa escrotal, região pubiana e ânus. Em ambos os sexos, pode aparecer lesões na garganta ou nos lábios devido à prática do sexo oral. Em outras regiões do corpo, o aparecimento é raro.

O contágio do vírus é através da relação sexual, que inclui o contato oral ou genital. Pode também ser transmitido durante o parto. Não é comprovada a contaminação por uso de vaso sanitário, piscina ou compartilhamento de toalhas e roupas íntimas.

Vacina

No SUS, a vacina pode ser encontrada para crianças de 9 a 12 anos. Acima desta idade, pode ser encontrada em clínicas especializadas ou em alguns planos de saúde. A vacinação é contra-indicada em gestantes, pessoas portadoras do Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV), doenças agudas ou pessoas com hipersensibilidade aos componentes da fórmula da vacina.

Qualquer pessoa, sexualmente ativa ou não, pode se vacinar contra o vírus do HPV, em qualquer idade. Uma forma de prevenir ou descobrir o contágio na mulher é o exame papa-nicolau, feito por um médico ginecologista. Caso tenha contraído, é importante que ela inicie o tratamento quanto antes e se não tiver que se vacine. O ideal é que toda mulher com vida sexual ativa visite seu ginecologista a cada seis meses. Os homens podem procurar um médico urologista para o exame chamado peniscopia, que descobre se ele tem o HPV.

saiba mais
Confira uma tabela de preços da vacina

Unimed
Preço: R$ 370 com plano ou R$ 380 particular 

Climipi
Preço: R$ 300 bivalente ou R$ 370 quadrivalente 

Atalaia
Preço: R$ 340 bivalente ou R$ 450 quadrivalente

 
       
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Teleconsulta (Direito & Justiça)

O POPULAR - GO CIDADES Nota 11/04/2014

A promotora de Justiça Leila Maria de Oliveira determinou o arquivamento de procedimento que investigava a contratação da organização social Idtech pela Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia para implantação e gerenciamento do Teleconsulta.

Plano de saúde

O juiz Fernando de Mello Xavier, do 10º Juizado Especial Cível de Goiânia, deferiu liminares em ações ajuizadas por dois beneficiários contra a Unimed Goiânia, que havia notificado os consumidores para uma rescisão unilateral de seus planos de saúde. O advogado Rogério Rocha explica que a empresa notificou os clientes de que não manteria mais o plano Unicooper II, mas a Lei Geral de Planos de Saúde só autoriza a rescisão unilateral por fraude ou inadimplência superior a 60 dias.

 
       
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Ação contra obesidade infantil instala espelho que engorda em aeroporto

EXPRESSO MT Matéria 10/04/2014 09:07:00

Em uma ação de combate à obesidade infantil no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, a Artplan istalou um espelho que, quando a pessoa se olha, dá a sensação que está com alguns quilos a mais, alterando sua silhueta.

De acordo com a Artplan, o painel ficará instalado até maio com a mensagem "Não vamos deixar nossas crianças crescerem assim. Vamos combater juntos a obesidade infantil".

A iniciativa, diz, faz parte do movimento Saúde 360, lançado pela Amil.

O assunto é de extrema relevância para a população brasileira, visto que dados do Ministério da Saúde indicam que uma em cada três crianças está acima do peso e estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS) confirmam a urgência de se combater a enfermidade, que, mundialmente, mata 2,8 milhões de pessoas , diz a Artplan, em comunicado.

 
       
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Servidores do Tribunal de Justiça já podem ingressar em novo Plano de Saúde da Unimed

JUS BRASIL Matéria 10/04/2014 17:38:00

A partir da próxima segunda-feira (14) os servidores do Tribunal de Justiça da Paraíba já poderão aderir ao novo plano de saúde celebrado com a cooperativa Unimed. O contrato de prestação dos serviços foi assinado pela presidente da Corte, desembargadora Fátima Bezerra Cavalcanti, no início da semana passada, durante cerimônia que contou com a presença do presidente da Unimed, Alexandre Pimentel. O plano vai permitir uma redução em torno de 50% em relação ao plano individual.

"Com esse contrato, estamos garantindo ao servidor condições de aderir a um plano de saúde vantajoso, com um valor 50% mais barato do que um plano individual", declarou a presidente Fátima Bezerra. Segundo ela, até mesmo o servidor que já tem um plano de saúde poderá aderir ao nosso, se assim desejar, entendendo-se que o plano de saúde objeto desse contrato é vantajoso.

A celebração do contrato entre o Tribunal de Justiça e a Unimed foi fruto de um trabalho promovido pela Ouvidoria do Judiciário, que tem à frente o desembargador Fred Coutinho. Ele informou que muitas demandas nesse sentido chegavam à Ouvidoria. "Esse contrato, que acabamos de assinar, nasceu do anseio do servidor, que almejava poder contar com um plano de saúde do nível da Unimed.

Segundo o desembargador, o novo Plano não vai exigir carência, desde que o beneficiado formalize o pedido de ingresso em até 90 dias da celebração do contrato. Serão considerados como dependentes por parentesco do titular, o cônjuge e familiares em até terceiro grau. Por afinidade os parentes em até 2º grau, enteados e menores de 18 anos tutelados e/ou com guarda provisória do titular.

A Ouvidoria de Justiça está viabilizando postos de atendimento nos fóruns da Capital, Campina Grande e sede do Tribunal de Justiça e divulgou as faixas etárias e os valores acordados para o Plano do Tribunal de Justiça, conforme tabela abaixo:

 
       
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