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OMS recomenda a homens gays droga que previne HIV
| FOLHA DE S. PAULO - SP |
SAÚDE |
Matéria |
12/07/2014 |
Medicamento usado no tratamento de infectados pode reduzir o risco de pessoas saudáveis contraírem o vírus
Prevenção também foi recomendada pelo governo dos EUA, mas pode causar resistência e efeitos colaterais
DE SÃO PAULO
A OMS (Organização Mundial da Saúde) emitiu pela primeira vez um comunicado recomendando que homens saudáveis que fazem sexo com homens considerem o uso diário de drogas antirretrovirais como método adicional para prevenir a infecção pelo HIV.
Em maio deste ano, os EUA já haviam recomendado oficialmente a chamada profilaxia pré-exposição não só para homens que fazem sexo com homens mas também para outras populações com maior risco, como usuários de drogas injetáveis e profissionais do sexo.
Os antirretrovirais surgiram na década de 1980 e são usados no tratamento de pessoas que já têm o HIV para impedir a multiplicação do vírus no organismo.
O tratamento preventivo consiste na administração diária de um antirretroviral. Estudos de profilaxia pré-exposição testaram o Truvada, que é uma combinação de outros dois medicamentos(tenofovir e emtricitabina).
No Brasil, o remédio tem aprovação apenas para quem já está infectado e não está na lista do SUS.
Um estudo publicado em 2010 e no qual houve participação de voluntários do Brasil mostrou que a terapia com o Truvada reduziu o risco de infecção em até 94,9%.
De acordo com a OMS, as taxas de infecção entre homens que fazem sexo com homens continuam altas em todo o mundo, e "há uma necessidade urgente de novas opções de prevenção".
Segundo a entidade, a incidência de infecções pelo HIV poderia ser reduzida no mundo em até 25% neste grupo com o uso de drogas para prevenção, o que significaria impedir que 1 milhão de pessoas sejam infectadas ao longo de dez anos.
O infectologista Esper Kallás, da Faculdade de Medicina da USP, considera o anúncio uma boa notícia. "A OMS não é normativa nem executiva, mas o que ela recomenda tem muito poder porque faz aumentar a reflexão sobre o tema em diversos países, e acho que não será diferente no Brasil", afirma.
Ele lembra que a profilaxia pré-exposição é uma arma a mais na prevenção do HIV e não substitui a camisinha.
"Não é só dar remédio para todos os homens que fazem sexo com homens. Você precisa avaliar muito bem o risco de o paciente pegar o vírus para fazer a indicação."
O infectologista Caio Rosenthal afirma que a medida faz sentido para bloquear a disseminação do vírus entre as pessoas que têm maior risco. "Mas o custo seria alto. No Brasil, já avançamos muito ao oferecer tratamento para todos os infectados, independentemente da carga viral. Teríamos que ver se há condições financeiras de arcar com a prevenção também."
CONTROVÉRSIA
Já o secretário de Estado da Saúde de São Paulo e infectologista David Uip diz ser contra a adoção da profilaxia. "Para funcionar, é preciso usar diariamente. Já é difícil convencer quem está infectado a fazer o tratamento corretamente. Em pessoas saudáveis, a adesão seria ainda mais difícil", afirma.
Ele afirma ainda que a terapia preventiva pode gerar resistência aos remédios e efeitos colaterais, como náuseas, em pessoas saudáveis. "E já temos uma forma segura de prevenir o HIV, que é o preservativo. Aí dizem que as pessoas não usam, e eu pergunto: quem não usa camisinha vai tomar remédio todo dia para prevenir o HIV?"
Para Kallás, a medida poderia aproximar o paciente com mais risco dos sistemas de saúde para reforçar e implementar outros métodos de prevenção.
O Ministério da Saúde afirmou que a inclusão da profilaxia pré-exposição no SUS está sendo avaliada por meio de duas pesquisas que vão acompanhar a oferta de antirretrovirais a um grupo de 1.300 pessoas sem HIV, mas com alto risco de infecção. |
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Cesárea sem urgência pode trazer riscos à mãe e ao bebê
| FOLHA DE S. PAULO - SP |
COTIDIANO |
Matéria |
13/07/2014 |
Segundo obstetra, 12% dos nascidos por cesariana eletiva passam por UTI
Cirurgia só é indicada após 39 semanas de gravidez; risco para a mãe é de hemorragia e infecções, diz médico
GIOVANNA BALOGH
DE SÃO PAULO
Agendar um parto por conveniência de data, por signo ou por motivo que não seja médico pode ser arriscado tanto para a mãe como para o bebê, dizem especialistas.
Segundo a obstetra Andrea Campos, um dos principais problemas de antecipar o nascimento do bebê sem recomendação do médico é a falta de sinais de maturidade pulmonar do bebê, que costumam desencadear o trabalho de parto.
De acordo com a obstetra, a idade da gestação se baseia na ultrassonografia, que pode errar a contagem das semanas para mais ou menos.
"Há uma margem de erro de sete dias para o ultrassom realizado no início da gravidez, e essa margem vai aumentando no decorrer da gravidez, podendo chegar a quatro semanas nos ultrassons do fim da gestação", diz. Isso significa que nem sempre um bebê que estaria entre 37ª e 42ª semana de gestação está pronto para nascer.
Com isso, aumenta o risco de o bebê sofrer desconforto respiratório no parto e precisar ser internado em uma UTI neonatal. "Também existe maior taxa de mortalidade neonatal e maior risco de obesidade e de doenças alérgicas na vida adulta", diz Campos.
Segundo o obstetra Renato Kalil, a cesariana deve ser indicada somente após 39 semanas de gravidez, em casos de risco à mãe e à criança.
De acordo com Kalil, 12% dos bebês que nascem em cesáreas eletivas (sem urgência) passam pela UTI --em parto normal, o índice é de 3%."Esse bebê não foi preparado para o parto", afirma.
"Não é raro ele ter um acúmulo de líquido pulmonar. E isso leva a uma pneumonia no berçário."
RISCO À MULHER
Para a mãe, de acordo com os especialistas, a cesárea sem necessidade pode desencadear hemorragias e dificultar uma segunda gestação, entre outros problemas, como infecção e até morte.
"A mulher corre riscos porque o útero não está pronto. Quanto mais a gestação evolui para o fim, o segmento uterino afina", diz Kalil. Quanto antes se opera, esse segmento está grosso, e há muito mais chances de uma hemorragia."
No entanto, Campos afirma que é comum médicos atenderem pedidos de suas pacientes para marcar o parto, apesar de a Figo (Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia) considerar que a prática é antiética e traz riscos à saúde da mãe e da criança. |
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Com qualidade sob crítica, cursos de medicina proliferam
| FOLHA DE S. PAULO - SP |
COTIDIANO |
Matéria |
14/07/2014 |
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Em 3 anos e meio, governo Dilma já liberou 44 cursos, o equivalente a 76% do total em 8 anos do antecessor
Entidades médicas e especialistas citam falta de estrutura e alta taxa de reprovação de formados em exame
FLÁVIA FOREQUE
FLÁVIA FOREQUEJOHANNA NUBLAT
DE BRASÍLIA
O número de cursos de medicina autorizados a funcionar pelo governo federal teve um boom na gestão da presidente Dilma Rousseff (PT).Em apenas três anos e meio, eles já correspondem a 76% do total liberado nos oito anos de governo Lula.
A ampliação de vagas é um dos pilares do programa Mais Médicos, criado há um ano. A qualidade dessa expansão, porém, vem sendo questionada por especialistas.
De 2011 para cá, Dilma permitiu a abertura de 44 cursos de medicina em instituições federais e privadas. Na prática, em média, é mais do que um a cada mês de governo. Até dezembro, novas escolas ainda devem ser liberadas.
Em dois mandatos, Lula (PT)autorizou 58 novos cursos --um a cada 50 dias. Seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso (PSDB), liberou 27 --um a cada 108 dias.
Esses números são de cursos em instituições federais e privadas, que dependem de autorização do Ministério da Educação e absorvem a maioria dos estudantes de medicina. Em 2012, dado mais atualizado, federais e privadas tinham 86% dos alunos.
A tendência não se repete em outras graduações da área de saúde. Em oito anos de Lula, por exemplo, foram criados 242 cursos de farmácia e 39 de odontologia. Nos dois primeiros anos de Dilma, foram 5 e 7, respectivamente.
REPROVAÇÃO
O Mais Médicos, criado para levar esses profissionais ao interior do Brasil e às periferias das cidades, prometeu criar 11.447 vagas de medicina até 2017. Quando foi lançado, havia cerca de 18 mil no país. Desde então, cerca de 3.000 foram autorizadas.
O Ministério da Saúde argumenta que os futuros formandos poderão absorver a demanda que hoje é atendida, emergencialmente, pelos médicos intercambistas --majoritariamente cubanos.
Mas entidades médicas e especialistas da área manifestam receio sobre a qualidade do ensino frente a esse ritmo de abertura de cursos.
Desiré Callegari, primeiro secretário do CFM (Conselho Federal de Medicina), diz que é crucial, na formação do médico, ter bons preceptores e uma estrutura hospitalar de qualidade, algo que não vem ocorrendo, segundo ele.
"As faculdades estão colocando no mercado profissionais com nível de conhecimento de médio para baixo."
Ele cita as altas taxas de reprovação dos recém-formados pelo exame do Cremesp (Conselho Regional de Medicina de São Paulo). Em 2013, 59,2% dos recém-formados Foram reprovados. No ano anterior, 54,5% falharam.
A diminuição dos aprovados, diz Callegari, é um indicativo do "ensino decaindo".
Para Jadete Lampert, presidente da Associação Brasileira de Educação Médica, é preciso reforçar "cenários" de prática médica. "O sistema de saúde tem que estar estruturado para receber os alunos."
Foi justamente uma crise temporária de falta de remédios numa Santa Casa usada por alunos da PUC de Goiás que motivou protestos de estudantes em 2012. Atual diretor do departamento de medicina da PUC, Paulo Francescantonio diz que há "altos e baixos" no país inteiro.
Algumas instituições estaduais, que não dependem de autorização federal, também enfrentam problemas.
O curso de medicina no campus de Serra Talhada da UPE (estadual de Pernambuco), aberto em 2013, ainda funciona num prédio cedido pela prefeitura e não deve ter um hospital de ensino.
Segundo Pedro Falcão, secretário-executivo da pasta de ciência e tecnologia do Estado, optou-se pela utilização da rede estadual de saúde.
Ele diz que a avaliação da universidade é que a rede de saúde tem condições de absorver bem os estudantes.
O diretor de medicina da PUC-GO cita outro problema no setor: encontrar docentes para certas especialidades, como a pediatria, frente aos salários pagos no mercado.
Para Milton de Arruda Martins, professor da faculdade de medicina da USP, não há necessidade de abrir mais vagas desde o final do governo Lula. Por seus cálculos, as vagas já abertas formarão médicos suficientes para atender a carência existente. |
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Dicas da ANS não ajudam a diminuir queixa
| O ESTADO DE S. PAULO - SP |
METRÓPOLE |
Matéria |
14/07/2014 |
Jerusa Rodrigues
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) oferece em sua página na internet várias dicas ao consumidor para ajudar a escolher um plano de saúde adequado, quais empresas não podem comercializar carteiras, respostas a dúvidas frequentes e um espaço para o usuário registrar suas reclamações. Mas, mesmo com esses cuidados, os números de queixas nos últimos 6 meses indicam que os problemas no setor continuam significativos.
Nesse período, foram feitas 32.539 reclamações no site da ANS. Para o advogado Julius Confbrti, esse número demonstra a ineficiência da agência "Se houvesse fiscalização prévia rigorosa e a efetiva aplicação e cobrança das multas, o número de reclamações certamente diminuiria.""
Entre as principais queixas estão negativa de cobertura, rescisão de contrato e aumento da mensalidade-problema enfrentado pelo aposentado João Me-noa Ele não entende o motivo do aumento em mais de 20% do plano de saúde empresarial da esposa dele.
A Marítima Saúde informa que os valores reajustados foram negociados com a empresa da segurada com base nos custos e frequência de utilização.
"A operadora não justificou como chegou a esse valor. " O leitortambémreclamaqueaMa-rítima só comercializa contratos coletivos, cujos aumentos não são regulados pela ANS.
Segundo o professor de Direito do Consumidor do Mackenzie Bruno Boris, a administradora do plano de saúde deve prestar esclarecimentos sobre os motivos do aumento das mensalidade, mesmo nos contratos coletivos. "Neste caso, o consumidor deve tentar obter explicação como ex-empregador."
Prazo para exame. O corretor de imóveis Marcelo Souza e Sil-va,de43anos,reclama da dificuldade para conseguir marcar ses- Ana Bemal, advogada e especialista em Direito Trabalhista
Entrar com processo de inventário
| OqueéequalafinaUdade I do processo? O inventáirio é um processo judicial, onde se relacionam os herdeiros e os bens deixados, com a avaliação e a liquidação da herança e dos encargos. A finalidade do inventário é ver se a herança é suficiente para pagar dívidas (se houver); determinar a forma a ser realizada a partilha desses bens, etc
A Há um prazo para ingres-/ sar com inventário? O prazo para abrir o inventário é de 60 dias, a contar da abertura da sucessão, ulti-mando-se nos 12 meses subsequentes,/ luciana Magalhães sões de fisioterapia usando seu plano. "Depois de 10 dias, recebi autorização para fazer as sessões em Osasco, mas moro em Jandi ra. "Outro problemaé falar com algum atendente, diz Silva.
A Biovida Saúde respondeu queoobjetivodaempresaéaten-der os clientes com qualidade e agilidade, contando com recursos tecnológicos de alta performance e profissionais devidamente preparados.
Segundo o advogado Julius Conforti, as Resoluções 259 e 269 da ANS determinam prazos específicos para a realização de examese atendimento. "Porém, nâo ociste nenhuma obrigatoriedade para que sejam autorizados nos prestadores de serviços escolhidos pelo consumidor." Se houver necessidade de deslocamento do usuário a locais que não sejam limítrofes aos da área de cobertura do plano,as empresas devem garantir o transporte do cliente até um prestador apto a realizar o atendimento, assim como seu retomo, explica Conforti. "Neste caso,se não houver solução, o consumidor deve fazer uma denúncia à ANS." |
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Na véspera dos 60 anos, planos de saúde triplicam de preço
| O GLOBO - RJ |
ECONOMIA |
Matéria |
13/07/2014 |
Operadoras antecipam reajuste para driblar proibição. Crescem queixas na Justiça
Mario Russo
mario.russo@oglobo.com.br
Um dos tipos de ação mais levados à Justiça, para redução do valor das mensalidades, é o de reajuste dos planos de saúde em idades próximas aos 60 anos, que chegam a mais que triplicar. O aumento, considerado elevado por muitos especialistas, está de acordo com a lei dos planos de saúde, mas é visto como abusivo pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC). Ele ocorre em um momento em que boa parte dos segurados já está aposentada ou em vias de se aposentar, com a consequente redução do salário e o natural crescimento das despesas com exames, consultas e remédios. Especialistas afirmam que ações na Justiça têm conseguido limitar os aumentos à faixa dos 30%. Mas a vitória não é sempre garantida.
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) determina que o valor para a última faixa etária (de 59 anos ou mais) não pode ser superior a seis vezes o da primeira (de zero a 18 anos), o que representa uma diferença de até 500%. As regras estabelecem, ainda, que a variação acumulada entre a sétima (44 anos a 48 anos) e a última faixa (acima dos 59 anos) não pode ser maior que a acumulada entre a primeira e a sétima. O fato é que os planos têm concentrado parte considerável dos reajustes nas duas últimas faixas.
A arquiteta Miriam Bersein Teperman sabe o quanto o aumento do plano pesa no orçamento. Cliente de um plano coletivo da SulAmérica desde 2004, aos 58 anos pagava R$ 467 por mês, valor que passou para R$ 1.515 aos 59 anos e agora, aos 65, já está um pouco acima de R$ 1.800.
- No último reajuste, recebi uma carta com o aviso de aumento de 18,9%. Inconformada, entrei na Justiça. Por força de liminar, estou pagando metade desse valor desde fevereiro. Estou preocupada, porque o juiz deu ganho de causa à empresa, e já me avisaram que, se perder a apelação, terei de pagar a diferença desses meses com juros e correção monetária. É um absurdo. Pagamos por um serviço pelo qual temos de esperar meses para uma simples marcação de consulta. Até solicitação para cirurgia de coluna já me negaram - queixa-se Miriam.
Procurada, a SulAmérica disse que os reajustes de planos coletivos (empresariais ou contratados por adesão de associações ou sindicatos) têm percentuais variáveis. Os contratos são reavaliados uma vez por ano, de acordo com o perfil de risco dos segurados, custos e frequência de utilização do plano (sinistralidade); além de fatores como a inflação médica, explica a operadora.
Em relação ao caso de Miriam, a companhia ressalta que o processo discute, quatro anos após a aplicação e pagamento regular dos prêmios, o reajuste por faixa etária previsto em contrato. A operadora lembra ainda que a decisão foi favorável à SulAmérica em primeira instância, reconhecendo que o reajuste está em conformidade com o contrato.
Antes de recorrer à Justiça, tentar negociar com a operadora pode trazer bons resultados. Cliente de um plano individual da Unimed Leste Fluminense desde 2005, Edna Amorim Charret pagava, até fevereiro, R$ 417,35. Em março, no aniversário de 59 anos, foi notificada de que o plano teria reajuste de 107,85% em abril, passando a mais de R$ 850.
- Procurei logo a Unimed e mostrei que não conseguiria pagar o novo valor. Após uma rápida negociação, a mensalidade foi reduzida para R$ 586. Antes do último aumento, nunca me preocupei muito com os reajustes, mas teria que abandonar a cobertura se o valor não fosse revisto - conta.
A Unimed informou que a notificação expedida em março encontrava-se amparada por cláusula contratual. Visando, contudo, a uma solução satisfatória para ambas as partes, em caráter excepcional, a operadora explica que assinou um acordo para redução do reajuste para 40%.
A advogada Renata Vilhena, especializada em direito da saúde, diz que tem crescido o número de ações na Justiça que buscam redução dos reajustes aplicados pelas operadoras. Em boa parte das ações, afirma, os juízes têm limitado os aumentos a 30%.
- É importante lembrar que a maioria dos abusos nos reajustes acontece nos planos coletivos, que, assim como os individuais, são fiscalizados pela ANS, mas que têm percentual de reajuste livremente negociado entre a operadora e a instituição contratada - ressalta Renata.
A advogada do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) Joana Cruz destaca que os reajustes a nessa faixa etária frequentemente têm sido excessivos, na ótica do CDC.
- As empresas sempre alegam a necessidade de reajustes acima da inflação, devido ao ao fato de o aumento das despesas médico-hospitalares ser maior que o de outros setores da economia. O problema é a falta de transparência, pois elas nunca mostram as planilhas de custo - diz Joana.
O aumento de custo é justamente o que alega a Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), entidade que reúne as maiores operadoras de planos no país, para os reajustes mais altos nessa faixa etária. Segundo a federação, os aumentos dependem do perfil de uso dos serviços de saúde e essencialmente da idade e, por isso, a lei permite que se cobrem mensalidades diferenciadas por faixa etária. Além disso, na passagem da penúltima para a última faixa etária, diz a FenaSaúde, o aumento do custo médio per capita, pela experiência estatística e atuarial, em muitos casos, pode dobrar.
Os reajustes elevados na mudança de faixa etária não são, contudo, a única preocupação dos consumidores que estão perto dos 60 anos, ressalta a advogada do Idec. Fazer um Upgrade No plano de saúde nessa faixa etária é outra questão complicada Segundo Joana, é preciso que o consumidor observe se o contrato prevê essa possibilidade.
- Se não houver a cláusula, ao migrar para um plano superior o cliente pode ter que cumprir carências de até dois anos para marcação de cirurgia e procedimentos de alta complexidade, sem poder usar a rede credenciada que já tinha, nem a que vai ter com o novo plano - explica Joana.
Poucas alternativas para quem tem mais de 60
Outro aspecto levantado por Renata é a dificuldade do usuário que se aposenta ou sai do emprego nessa faixa etária, perdendo a cobertura do plano empresarial. Segundo ela, há dois tipos de situação: a de quem descontava coparticipação mensal para o plano e a de quem não tinha. No primeiro caso, se a pessoa ficou empregada por mais de dez anos, tem direito à manutenção vitalícia do plano, desde que pague a parte que antes era arcada pela empresa. Caso o prazo de contribuição tenha sido inferior a uma década, terá direito à permanência no plano por cada ano de coparticipação. Caso o plano não tenha coparticipação, o que é a situação mais comum atualmente, o consumidor poderá manter o plano, dependendo do contrato, pelo período de seis meses a dois anos, e aí terá a árdua tarefa de contratar um novo plano no mercado.
Joana ressalta que, na prática, restam apenas os coletivos por adesão, pois a oferta de individuais vem sendo reduzida, e as mensalidades são altas:
- Como as mensalidades de cobertura são bastante elevadas na faixa acima dos 60 anos, e o aposentado já tem uma perda natural da renda, a alternativa é entrar em um plano por acordo de adesão junto a uma instituição representativa. Seja como for, por lei, as operadoras não podem negar a oferta de cobertura para quem já passou dos 60 anos.
Fique atento
O que diz Lei. Proíbe cobrança de aumentos para o usuário acima de 60 anos por idade
Limitação. Desde 2004, o máximo de aumento permitido pela ANS é de 500% entre a primeira (zero a 18 anos) e a última das dez faixas (acima de 59 anos)
Aposentadoria. Quando o empregado tem coparticipação na mensalidade, ele pode se manter no plano. A maioria das empresas, no entanto, não tem essa prática, restando aos consumidores os planos de adesão, que são mais baratos, mas demandam cuidado extra na contratação |
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País terá a 9ª população de idosos do mundo
| CORREIO BRAZILIENSE - DF |
ECONOMIA |
Matéria |
13/07/2014 |
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ONU mostra que o Brasil puxará o envelhecimento do planeta nos próximos anos. Em 2050, 22,5% dos brasileiros terão 65 anos ou mais
O Brasil já não é mais aquele país jovem, com as ruas tomadas por crianças jogando bola e empinando pipa, como se via poucas décadas atrás. Tampouco é um país com o perfil do Japão ou da Alemanha, que têm, respectivamente, 23% e 20,8% da população com idade igual ou superior a 65 anos - aqui a proporção é de 6,9%. O que mais impressiona na nossa estrutura etária não é a fotografia. É o filme que vai passar até a metade do século. Poucos países vão mudar tão drasticamente a situação demográfica.
Um levantamento do Pew Research Center, dos Estados Unidos, com dados da Organização das Nações Unidas (ONU), mostra que, em 2050, o Brasil terá 22,5% de idosos. Estará, portanto, no nível em que se encontram Japão, Alemanha e Itália atualmente. O mais importante, porém, é a velocidade da transição brasileira. Entre os outros países, poucos vão mudar tão radicalmente.
Do 15º lugar no grupo de 23 nações analisadas, o Brasil subirá para o 9º. "Em 30 anos, passaremos por uma mudança que na França, por exemplo, representou um processo de 120 anos", compara o ex-ministro da Previdência José Cechin. Com queda do número de filhos por família, a população começará a diminuir por volta de 2030.
O Brasil está abaixo da média mundial hoje no número de idosos. Estará acima em meados do século. "Mais do que a comparação com outros países, o que importa é se vamos dar conta de financiar a situação que teremos", analisa a economista Ana Camarano, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
Embora não seja uma nação com tantas crianças quanto no passado, o Brasil tem, sim, muitos jovens no mercado de trabalho, graças ao padrão de nascimentos das décadas passadas, quando a taxa de natalidade ainda era alta. Isso ajuda a pagar a conta da nossa Previdência Social. Ela funciona pelo sistema de repartição, no qual o dinheiro de quem contribui cai diretamente no bolso de quem recebe benefícios. Atualmente, cada grupo de 100 trabalhadores sustenta a aposentadoria de 17,4 idosos. Em 2030, o mesmo grupo estará bancando 29,8 aposentados; em 2050, 52,9; e, em 2060, 64.
Previdência
A situação atual é chamada de bônus demográfico. Deveria permitir uma folga orçamentária, formando um colchão para a situação futura de vacas magras. Mas o que se vê é exatamente o contrário: o deficit da Previdência não para de subir. De R$ 38,8 bilhões, em 2011, passou para 42,3 bilhões no ano seguinte, uma alta de 9%. Em 2013, o rombo deu um salto ainda maior, de 14,8%, atingindo R$ 51,2 bilhões. "O Congresso aprovou um plano para destinar 10% do PIB (Produto Interno Bruto) à educação. Mas, com o buraco da Previdência, simplesmente não haverá dinheiro para isso", alerta o professor de finanças do Insper Ricardo Rocha.
Com base em números oficiais, o ex-ministro Cechin calcula os impactos do envelhecimento na Previdência Social. Hoje diretor executivo da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), ele afirma que, nos próximos 15 anos, o número de beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) passará de 27 milhões para 48,2 milhões, um crescimento de 78%. Em relação à população, os aposentados e pensionistas saltarão, no mesmo período, de 13,4% para 21,6%. Quando se olha para 2060, os números são ainda mais impressionantes: cerca de 37% da população será usuária do sistema previdenciário, que carregará 81 milhões de beneficiários, praticamente o triplo de hoje.
As 10 cidades brasileiras com a maior proporção de idosos já ultrapassam a média que o país terá em 2050. Mas até lá, os mais velhos vão crescer especialmente nas capitais e nos grandes municípios, onde há maior oferta de serviços, mas também um custo de vida bem mais elevado, especialmente para os mais velhos.
Na chamada terceira idade, as contas ficam mais apertadas à medida que crescem gastos com medicamentos e planos de saúde. Um convênio individual, no modelo coparticipativo, em que o usuário paga parte dos serviços que usa, como consultas, exames e internações, o modelo apartamento custa R$ 265 para um usuário entre 24 e 28 anos, R$ 411 para a faixa etária entre 39 e 43 anos e por fim, R$ 1.166 para quem ultrapassou os 59 anos. Considerando uma aposentadoria de R$ 4.390, o teto do INSS, só o plano de saúde leva 26,5% do rendimento.
Enfrentar os obstáculos da transição demográfica brasileira não será tarefa fácil. "Quem tiver a solução para o problema merece ganhar o Prêmio Nobel duas vezes. Uma só é pouco", brinca Ana Camarano, do Ipea. O financiamento da Previdência passa, necessariamente, por mudanças da Constituição e de leis. "É preciso envolver toda a sociedade na discussão e fazer um pacto. A decisão deverá ser política", aponta. Ela também chama a atenção para a necessidade de a economia brasileira ganhar produtividade, para que a renda cresça de modo sustentável e sobrem mais recursos para as famílias pouparem e protegerem seus futuros velhos.
Despesas com saúde
Os gastos com saúde e cuidados pessoais têm peso maior no orçamento do consumidor com mais de 60 anos do que nas despesas das famílias em geral. Enquanto esse grupo de despesas representa 11,43% do Índice de Preços ao Consumidor (IPC-BR) calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), no Índice de Preços ao Consumidor da Terceira Idade (IPC-3I), a participação chega a 18,4%. |
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Tuberculose sem trégua
| CORREIO BRAZILIENSE - DF |
OPINIÃO |
Editorial |
14/07/2014 |
O Brasil tem merecido referências elogiosas em tratamentos que desafiam o mundo. É o caso da aids, da poliomelite e da tuberculose. As campanhas de vacinação, que chegam aos rincões mais remotos do território nacional, tornaram o país referência da Organização Mundial da Saúde (OMS). O coquetel anti-HIV, além de salvar vidas, apontou caminhos para enfrentar epidemia que desafiava nações ricas e pobres dos cinco continentes.
Outro exemplo de sucesso é o da tuberculose. A enfermidade, chamada o mal do século no período romântico, matou brasileiros de todas as regiões e privou a literatura de grandes talentos. Tal pânico a doença despertava na sociedade que muitos temiam até chamá-la pelo nome. Para escapar do poder mágico da palavra, reduziram a denominação a duas letras - tb. Hoje o enredo da história é outro. Centralizado no Ministério da Saúde, em seis meses o tratamento cura a maior parte dos pacientes.
Causa apreensão, por isso, a notícia da falta de medicamento necessário ao combate à moléstia. Segundo Carlos Brasília, coordenador do Observatório Tuberculose Brasil, vinculado à Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), três unidades da Federação registraram desabastecimento da droga e de um dos testes usados para o diagnóstico - São Paulo, Rio de Janeiro e Petrolina.
O Brasil, vale lembrar, ocupa o 17º lugar no ranking dos 22 países que concentram 80% dos casos de tuberculose. Não pode se descuidar de batalhas que determinam o resultado da guerra. Os números obrigam a manter o foco. Em 2012, a moléstia matou 4.600 pessoas. É a 4ª causa de morte por doenças infecciosas e a 1ª em pacientes com aids. Setenta mil novos casos foram registrados em 2013.
Interromper o tratamento por falta de remédio é inaceitável. Um dos grandes desafios dos profissionais dos centros de saúde é evitar a evasão de pacientes. Com menos de um mês de cuidados, o enfermo se sente tão bem que não retorna. Resultado: o bacilo cria resistência e dificulta a ação da droga. Ora, o Estado banca a terapia integralmente. Oferece os remédios sem custos e tem ténicos qualificados para acompanhar os doentes com eficiência. Permitir o desabastecimento é tiro no pé.
Há projetos de produzir no Brasil o composto usado contra a tuberculose. O país tem insumos e tecnologia para fazê-lo. Mas, enquanto não concretiza o plano, é importante manter os centros de saúde equipados e abastecidos. Voltar atrás em iniciativa reconhecidamente exitosa é condenar o país ao atraso e o povo a enfermidade evitável. |
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Oferta de planos individuais aumentou
| DIÁRIO DA MANHÃ - GO |
CIDADES |
Matéria |
13/07/2014 |
Apesar das reclamações, a ANS assegura que nos últimos cinco anos houve 9,7% de aumento na oferta desse tipo de plano médico
DIÁRIO DA MANHÃ
ALINE LEAL
Consumidores e entidades reclamam que é cada vez mais difícil contratar um plano de saúde individual. Apesar disso, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) assegura que nos últimos cinco anos houve aumento de 9,7% na oferta desse tipo de plano de assistência médica, que tem a taxa máxima de reajuste determinada pela agência reguladora e representa pouco menos de 20% das contratações desses planos no Brasil.
A advogada do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor, especialista em saúde suplementar, Joana Cruz, defende que esse aumento deve ser visto com muito cuidado, pois as maiores empresas, que concentram a maioria dos beneficiários, não comercializam mais esses planos. "O aumento da oferta pode ter sido em pequenas empresas, as que ainda disponibilizam planos individuais, mas representam uma fatia muito pequena dos beneficiários de planos de saúde", avaliou.
Para o diretor-presidente da Associação dos Usuários de Planos de Saúde do Estado de São Paulo, Flávio de Ávila, o aumento da oferta desses planos não foi percebido pelo consumidor. "Praticamente não existem mais planos individuais, e as operadoras que os têm em sua cartela colocam dificuldades para comercializar."
Reajustes
A legislação da saúde suplementar prevê que a ANS determine a taxa máxima de aumento da mensalidade para planos individuais. Porém, o aumento não é regrado para planos coletivos, nos quais o contrato com a operadora é feito por meio de uma pessoa jurídica, como empresa e sindicato. A justificativa da agência é que são empresas lidando com empresas, o que aumenta o poder de barganha de quem está contratando o serviço.
No caso dos planos coletivos com menos de 30 beneficiários, as operadoras devem definir um único índice de reajuste para todas as pessoas jurídicas que contratam os planos. Outra diferença entre os planos individuais e coletivos é que, nos primeiros, a operadora só pode rescindir o contrato em casos específicos de atraso do pagamento, enquanto que, nos coletivos, o contrato com a pessoa jurídica pode ser suspenso sem motivação.
As operadoras têm liberdade para atuar nos segmentos coletivo ou individual, sem obrigação de vender os dois tipos. Segundo a ANS, há no mercado 16.772 planos de assistência médica, sendo 12.076 coletivos e 4.696 individuais/familiares. A agência reguladora ressalta, por meio de sua assessoria de imprensa, que a operadora que tiver plano individual e negar a venda comete infração, e pode ser multada em R$ 50 mil.
Com as diferenças de regras de uma categoria para outra, o mercado percebeu aumento de 11% no número de beneficiários de planos coletivos, entre 2011 e 2013, quando o número chegou perto dos 40 milhões. No mesmo período, o número de beneficiários de planos individuais subiu só 3%, atingindo quase dez milhões (9.988.349) de beneficiários.
Mercado
Conforme a fatia do mercado dos planos coletivos aumentava, foram surgindo empresas administradoras de seguro, que podem ter, por exemplo, a responsabilidade de emitir boletos, de representar os beneficiários na negociação de aumentos de mensalidade com a operadora do plano. Podem, também, dependendo do que for acordado, absorver o risco da empresa, conselho, sindicato ou associação profissional contratante quanto a atraso ou não pagamento de mensalidades, para evitar que os beneficiários sejam prejudicados.
Segundo a especialista Joana Cruz, as administradoras atuam muito na intermediação entre o consumidor que não tem um plano individual e nem uma ligação sindical, empresarial ou associativa, e uma operadora de planos coletivos, para que o proponente contratante se associe e passe a ter um plano de saúde. "Esse é um dos papéis da administradora, determinados pela ANS. Mas, caso a empresa induza o consumidor a se filiar a uma associação que não tem nada a ver com ele, isso é ilegal", explicou.
Para José Cechin, diretor-executivo da Federação Nacional de Saúde Suplementar, que responde por operadoras responsáveis por 38% do mercado de planos de saúde, o aumento do número de planos coletivos no mercado já é percebido há cerca de dez anos, e se deve, entre outros fatores, ao aumento da demanda por planos empresariais, já que agora pequenas empresas também procuram pelo serviço para seus funcionários. "Temos que confiar na capacidade das duas partes negociarem", defende, e diz que não há tendência de os planos individuais saírem do mercado.
Extinção
Joana Cruz acredita que há, sim, risco de extinção dos planos individuais. Para evitar que isso aconteça, a advogada acredita que a ANS deveria colocar as mesmas regras para planos individuais e coletivos, pois só assim as empresas não teriam maior interesse em disponibilizar só os planos coletivos e os consumidores estariam protegidos.
Para os consumidores que estão buscando planos de saúde e só encontram os coletivos, a advogada aconselha que tomem cuidado com planos muito pequenos, como os que têm até 30 beneficiários. "Se for plano coletivo com poucas pessoas, significa que a empresa contratante vai ter pouco poder de barganha na hora do reajuste. Além disso, operadoras vão pensar muito mais antes de cancelar o contrato com grandes contratantes", explica.
No caso de o consumidor achar que o reajuste foi muito alto ou se tiver o plano cancelado pela operadora, Joana indica que ele procure os direitos na Justiça. "O Poder Judiciário tem se mostrado muito sensível às causas dos consumidores de planos de saúde", concluiu. |
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Unimed Maceió conquista Selo de Sustentabilidade
| GAZETA DE ALAGOAS - AL |
ECONOMIA |
Matéria |
13/07/2014 |
A Unimed Maceió conquistou o Selo de Sustentabilidade 20W, na categoria Prata. Em sua 12" edição o Selo reconhece as cooperativas do Sistema Unimed que incorporam os temas essenciais da sustentabilidade em sua gestão, nos âmbitos social econômico e ambiental, alinhando-se às principais tendências de mercado para operadoras de planos de saúde, somadas às especificidades das características do cooperativismo.
A Unimed do Brasil destaca que, além do reconhecimento pelas acóes implantadas, o Selo o uma importante ferramenta de diagnóstico sobre gestão responsável. "A premiação oferece a possibilidade do avaliar as ações desenvolvidas e reconhecer o resultado do trabalho e esforço continuo dos envolvidos em articulações e parcerias, em prol da sustentabilidade", afirma o Diretor de Marketing e Desenvolvimento da Unimed do Brasil Edevard Araújo.
Para a presidente da Unimed Maceió Dra. Viviane Viera Malta, a conquista é coletiva e sinaliza o caminho a ser seguido pela Cooperativa. *8uscamos cada vez mais traduzir o conceito de sustentabilidade em nossas ações, contribuindo, dessa forma, para uma sociedade mais equilibrada", ressalta |
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Tendência é de crescimento; desafio é a intercooperação
| O DIÁRIO MARINGA - PR |
ESPECIAL |
Matéria |
13/07/2014 |
Fernanda Bertola
O cenário segue positivo para o setor; trabalho integrado abre novas oportunidades de negócio
Cocamar, que tem 12 mil cooperados, representa 7% do cooperativismo agropecuário do Paraná
O cooperativismo no Brasil ainda tem muito a crescer. Há campos a serem explorados e mercados a serem alcançados. Existem desafios a serem vencidos e exemplos para seguir.
Segundo o diretor da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), Luiz Lourenço, cada cooperativa tem sua realidade, o que depende do ramo em que está inserida. Na sua avaliação, o cooperativismo de crédito tem um campo grande a ser explorado.
"O cooperativismo de crédito representa cerca de 4% do Sistema Financeiro Nacional. Ou seja, está praticamente começando", diz. Ele acrescenta que as cooperativas de crédito no Paraná já detêm 10% de participação do sistema financeiro e em algumas cidades, a exemplo de Floresta, na região de Maringá, esse percentual é de 80% - dados do Banco Central mostram que o volume de ativos das cooperativas de crédito cresceu 21%, atingindo R$ 166 bilhões em 2013.
O cenário também é positivo no ramo do cooperativismo de trabalho médico, como o sistema Unimed no Brasil. "Já na área agropecuária, o cooperativismo tem mais sucesso na região Sul, onde seu crescimento é extraordinário. Em muitas outras, ele ainda não faz parte da cultura da população", conta.
Para avançar, o cooperativismo precisa vencer alguns desafios. Segundo Lourenço, um deles é suprir uma deficiência do poder público. "Por exemplo, é o sistema que precisa construir estruturas armazenadoras para atender, em parte, o crescimento das safras. Mais de 50% da produção de soja do Paraná passa pelas cooperativas".
Em se tratando de cooperativas agropecuárias, por outro lado, o diretor da Ocepar pondera que é fundamental sensibilizar os produtores para que fortaleçam cada vez mais as suas cooperativas, pois elas atuam em um segmento altamente concorrido e seletivo, do qual participam gigantes. "Outro desafio é fazer com que as cooperativas cresçam para que tenham escala e consigam sobreviver. O crescimento é imprescindível".
Em maio passado, o presidente do Sistema Ocepar, João Paulo Koslovski, afirmou durante a Expocoop 2014 que acredita na união de forças para criar oportunidades de negócio em escala global. Para ele, a cooperação entre cooperativas pode fazer a diferença e facilitar o acesso a mercados diversificados. Aliás, a intercooperação é o sexto princípio do cooperativismo, definido pela Aliança Cooperativa Internacional (ACI).
Novos e duradouros negócios entre as cooperativas podem fomentar o desenvolvimento da própria cooperativa, bem como local e regional. A Cocamar, que tem 12 mil associados, por exemplo, faz intercooperação com várias outras cooperativas de ramos semelhantes e de outras bem diferentes. O diretor da Ocepar Luiz Lourenço, que também é presidente da Cocamar, conta que com a Coamo, de Campo Mourão, a cooperativa desenvolve parcerias como o esmagamento de soja em seu parque industrial.
Outra parceria que a cooperativa maringaense firmou é com a C.Vale, fazendo o recebimento de toda a produção de soja que a parceira recebe dos produtores que estão localizados na região da Cocamar. Além disso, a cooperativa desenvolve parcerias, também, com a cooperativa de crédito Sicredi União. Desta forma, as cooperativas parceiras aumentam o volume de negócios e, consequentemente, ganham força no mercado.
Participação importante
As cooperativas dinamizam principalmente a economia do interior do Estado. Para se ter ideia de como vem crescendo a atividade das cooperativas, conforme estimativas da Ocepar, em 2008, o faturamento foi de R$ 25,8 bilhões e em 2013, de R$ 43 bilhões. E isso não significa que tenha aumentado o número de cooperativas. Em 2008 eram 238 e em 2013, 232, mas quase dobrou o número de cooperados neste período. Enquanto em 2008 eram 513.389, em 2013 chegou a 1 milhão.
Hoje, só a Cocamar representa 7% do cooperativismo agropecuário do Paraná. E, em Maringá, seu faturamento anual, estimado em R$ 2,9 bilhões neste ano, "representa praticamente dois orçamentos do município", diz Lourenço.
SALTO
Em 2013, o faturamento do cooperativismo paraense saltou em torno 12% em relação à receita de 2012. Esse número supera o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil no acumulado até setembro de 2013, que foi de 2,4%, em relação a 2012.
SUCESSO
56% dos R$ 45 bilhões produzidos em grãos de soja no Paraná circulam pelas cooperativas. |
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Força para crescer
| O DIÁRIO MARINGA - PR |
ESPECIAL |
Matéria |
13/07/2014 |
Cooperar significa trabalhar junto, unir produtores rurais, profissionais liberais, empregados assalariados que individualmente são pequenos, para no conjunto torná-los grandes. Sim, a união faz a força. A difusão do sistema cooperativista no Brasil representa a inclusão de milhares de pessoas no universo econômico-social. Por isso, é cada vez mais conhecido e compreendido como um sistema integrado e forte, que tem um importante papel para a redução da pobreza, geração de trabalho, emprego e renda e integração social. Parabéns às cooperativas brasileiras, em suas várias formas, protagonistas na promoção do desenvolvimento socioeconômico e na construção de uma sociedade democrática, inclusiva e sustentável. |
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Cooperados, profissionais ganham força no mercado
| O DIÁRIO MARINGA - PR |
ESPECIAL |
Matéria |
13/07/2014 |
Fernanda Bertola e Juliana Fontanela
O impacto social das cooperativas é sentido em todos os segmentos, do crédito à saúde
Juntos, profissionais somam oportunidades e forças para enfrentar as dificuldades do mercado
As cooperativas de trabalho contribuem de forma muito positiva com a economia brasileira. Em geral melhoram as condições de trabalho, perspectivas de salário e capacitação profissional. Profissionais sozinhos podem enfrentar mais as dificuldades no mercado. Unidos, é possível somar as oportunidades, forças, recursos e conquistas. Ganha o cooperado, ganha o Brasil.
Habituado ao cooperativismo, Vampré Luiz Cardoso Oliveira, hoje presidente da Uniodonto Maringá, aprendeu ainda na infância a importância do trabalho cooperativo. Isto porque os pais já faziam parte de uma cooperativa agrícola à época. Depois de formado em odontologia, seu destino não podia ser outro, se não se tornar um cooperado na área. Em 1996, quando a Uniodonto de Maringá foi fundada, Oliveira tornou-se um cooperado, por entender que a organização tem o objetivo de satisfazer as necessidades econômicas, sociais e culturais de determinado grupo.
Para Oliveira, os benefícios em ser cooperado da Uniodonto incluem inter-relação com colegas de profissão, possibilidade de maior fluxo de clientes, participação democrática nas decisões da cooperativa, garantia de recebimento, participação nas sobras da cooperativa, capacitação e desenvolvimento profissional.
Há 18 anos em Maringá, a Uniodonto é a única operadora exclusivamente odontológica registrada na Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), com sede na cidade, oferecendo planos de saúde odontológicos para empresas e pessoas físicas. São mais de 95 dentistas altamente capacitados à disposição dos beneficiários na cidade e região, que contam com a vantagem de ter atendimento em qualquer lugar do Brasil, sem burocracia.
A Uniodonto de Maringá é uma singular integrante do Sistema Nacional Uniodonto, que congrega mais de 110 cooperativas em todo o Brasil, formando o "maior sistema de cooperativas odontológicas do mundo, com aproximadamente três milhões de beneficiários", afirma. "O cliente é atendido pelo dono da cooperativa, o que estabelece um padrão de excelência que gera a maior fidelização da rede prestadora no setor de odontologia suplementar", explica Oliveira, que acrescenta que todos os cooperados são sócios da Uniodonto, participam das decisões estratégicas e também da definição de sua remuneração.
O médico pediatra Antonio Sanseverino Filho é cooperado da Unimed e afirma que o sistema oferece vantagens para médicos e pacientes. Para os profissionais cooperados significa ter oportunidade de atender um maior número de pacientes e, ao mesmo tempo ter um suporte para esse atendimento, mais segurança no diagnóstico porque há uma rede de cooperados para ser acionada. "Você pode contar com o apoio de outros médicos, de outras especialidades, para atender o paciente. Além disso, tem laboratórios e a infraestrutura hospitalar à sua disposição. Há um grande número de pacientes que fazem parte da cooperativa por meio de planos empresariais, e para a maioria deles, um plano individual estaria fora de alcance", destaca.
Sanseverino Junior acrescenta que uma questão social muito importante é o acesso aos avanços da Medicina que o sistema proporciona para uma parcela significativa da população que, de outra forma, não teria acesso. Esse tipo de assistência ampla e irrestrita tanto em serviços médicos hospitalares como de exames faz com que a cooperativa de serviços de saúde tenha um impacto positivo na sociedade.
No campo
Quem também goza dos benefícios em fazer parte de uma cooperativa é o agrônomo Luciano Ferreira Lopes, cooperado da Unicampo há 11 anos, quando decidiu atuar como autônomo. Ele conta que se não fosse a cooperativa, talvez não tivesse acessos a algumas empresas e mercados. Além disso, cita como benefícios plano de saúde e o estímulo à capacitação, através de cursos promovidos pela cooperativa. Hoje, ele acredita que em todo o País sejam em torno de 1,5 mil cooperados ativos.
A Unicampo é composta por profissionais da área de ciências agrárias em nível superior, a exemplo de engenheiros agrônomos, médicos veterinários, zootecnistas, e também técnicos da área agrária e agropecuária. Esses profissionais atuam como autônomos, prestando serviços para diversos clientes, que têm atividades em diversas áreas do mercado.
"Acredito que o trabalho da Unicampo não seja importante somente para o desenvolvimento local, mas nacional. Provavelmente, onde há um dia de campo experimental há também um cooperado da Unicampo, levando tecnologia e conhecimento ao produtor", diz Lopes.
Sensibilizar futuras gerações e famílias também está em pauta
Geralmente nas cooperativas a tradição fala mais alto e a adesão passa de pai para filho ou para filha. Aliás, as mulheres já ocupam mais da metade das vagas dos cursos, encontros e oficinas de preparação de cooperados. Muitas dessas jovens vão assumir sozinhas a propriedade dos pais, enquanto os irmãos decidem deixar o campo. Assim como as mães, elas deixaram de frequentar apenas as atividades do núcleo feminino e já participam de todas as atividades de preparação de futuros cooperados, inclusive de programas de gestão. A maioria das cooperativas oferece cursos, atividades e viagens técnicas direcionados para toda a família.
Eventos como o Encontro de Jovens Agricultores do Paraná, que esse ano acontece na Cooperativa Agropecuária e Industrial (Cocari) de Mandaguari, entre os dias 24 e 25 de julho, tem o objetivo de fomentar a educação cooperativa. No encontro foram convocados jovens líderes de doze cooperativas: Cocari, Bom Jesus, C.Vale, Coagru, Cocamar, Copagra, Copagril, Copacol, Coopavel, Integrada, Lar e Nova Produtiva.
"Nós trabalhamos com os jovens porque eles pegam tudo pronto e acabam se fixando apenas na cooperativa como negócio. Essa visão tem que ser trabalhada em favor do cooperativismo porque o modelo é diferente do mercantil", explica o analista do Sescoop/PR Guilherme Gonçalves. Para transmitir esse conhecimento, as cooperativas investem em comitês de jovens que participam da administração das cooperativas, recebem treinamento e formação, alguns deles se tornam líderes e recebem um reforço em empreendedorismo e oratória.
A nova geração ainda é estimulada a realizar trabalhos sociais e ações voluntárias, participa de palestras e, aos poucos, as vocações são despertadas. Futuros cooperados também vêm do programa Cooperjovem, que no Paraná é adotado por 14 cooperativas, abrangendo 64 municípios, 224 escolas e 550 professores, beneficiando cerca de 11 mil estudantes. Para promover o cooperativismo, uma dessas iniciativas é a Escola no Campo, projeto da Cocamar que em 2013 envolveu 3 mil alunos da 5ª série de 26 escolas. Entre as atividades está o concurso de desenho, que garante ao vencedor a ilustração do cartão de Natal da cooperativa. /// Juliana Fontanella |
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Inaugurações marcam festejos
| O DIÁRIO MARINGA - PR |
ESPECIAL |
Matéria |
13/07/2014 |
Fernanda Bertola
Sábado será celebrado o Dia do Cooperativismo; movimento reúne 2 bilhões de pessoas no mundo
Maringá Cocamar inaugurou unidade em Ivatuba; Unimed estreia nova sede administrativa
Com o tema "Cooperativas conquistam o desenvolvimento sustentável para todos", o 92º Dia Internacional do Cooperativismo será comemorado no primeiro sábado do mês de julho, dia 5. O tema foi escolhido pela Aliança Cooperativa Internacional (ICI). O objetivo é promover a reflexão e demonstrar como as cooperativas são o modelo adequado para desenvolver e construir a sustentabilidade.
Segundo o diretor da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), e também presidente da Cocamar Cooperativa Agroindustrial, Luiz Lourenço, as organizações costumam aproveitar a data para fazer inaugurações ou eventos marcantes - a Cocamar, por exemplo, inaugurou ontem uma nova unidade de atendimento em Ivatuba. Além disso, promove ao longo da semana mais de 40 reuniões com os produtores cooperados, em várias cidades, para um balanço do primeiro semestre e apresentar as projeções para o segundo.
A Unimed Maringá, cooperativa de trabalho médico, reservou para o sábado a inauguração da sede administrativa, no mesmo dia em que organiza um evento de confraternização dos cooperados. "Temos trabalhado para que nossos cooperados desenvolvam o pensamento cooperativo no dia a dia. Todo mundo cuida de tudo, as decisões são tomadas em conjunto e nós reforçamos esse conceito nas assembleias, através de material impresso e nos projetos em que estimulamos a participação coletiva", afirma o gerente de pessoas e relacionamento da Unimed Maringá, Marçal Siqueira.
O diretor da Ocepar ressalta, especialmente próximo à data que marca o dia do cooperativismo, que é importante lembrar das conquistas obtidas graças à união de forças para o bem comum. Segundo ele, o Paraná é um exemplo de cooperativismo bem-sucedido, em diferentes ramos-agropecuário, médico, crédito, transportes, educação e outros.
Para se ter ideia do alcance do cooperativismo no mundo, Lourenço destaca que a estimativa é de que cerca de 2 bilhões de pessoas estejam diretamente ligadas ao sistema. "O cooperativismo demonstra que pode ser uma alternativa para os brasileiros, por exemplo, na área de crédito. Na Europa, as principais instituições financeiras são organizações cooperativistas, em que seus participantes são donos e não clientes".
Para ele, quando se fala em cooperativismo "estamos tratando da oportunidade de inclusão de pessoas no desenvolvimento econômico e social". Ele reforça que o sistema traz em sua filosofia e princípios a importância da união de propósitos como estratégia de ação integrada, por meio da intercooperação, visando ao bem comum e a promoção da qualidade de vida de seus cooperados e o desenvolvimento local/ regional.
PARA LEMBRAR
Na Biblioteca Nacional da Agricultura (Binagri), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), existem 5,5 mil publicações sobre o cooperativismo. Trata-se do Acervo Referência e Memória do Cooperativismo Brasileiro, que traz materiais que datam das primeiras décadas do Brasil como república. Versões online podem ser acessadas no link snida.agricultura.gov.br:81/binagri/html/cen_agb1.html. |
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Unimed contra o Câncer tem nova data
| O DIÁRIO MARINGA - PR |
ESPECIAL |
Matéria |
13/07/2014 02:10:00 |
Fernanda Bertola
A terceira e última prova do circuito neste ano foi alterada para o dia 18 de outubro e será realizada à noite, a pedido dos próprios corredores
Para fechar o Circuito de Corridas Maringá Running, será realizada no dia 18 de outubro, e não mais no dia 26, como divulgado anteriormente, a Corrida Unimed contra o Câncer. A data foi alterada, atendendo a pedido dos próprios corredores, que engrossaram o coro por mais uma prova noturna. O horário (no período da noite) e o trajeto serão definidos, e os detalhes divulgados nos próximos dias pelo jornal O Diário.
Os corredores vestirão camiseta cor-de-rosa, neste que é o mês do Outubro Rosa, um movimento internacional de conscientização para a detecção precoce do câncer de mama.
Segundo o organizador e gestor esportivo do evento, Pedro Dias, serão firmadas parcerias com entidades ligadas à luta contra o câncer de mama ou de auxílio a pessoas que estão em tratamento, para onde uma parte da verba arrecadada com as inscrições será destinada. Paralelamente, o tema será incorporado às campanhas publicitárias do circuito. "A corrida das pessoas que lutam contra a doença é bem mais dura e longa que a que nós apresentamos, mas elas não estão dispostas a desistir".
Serão abertas 2 mil vagas, sendo que 500 já estão preenchidas por quem se inscreveu anteriormente para as três provas. "O número é limitado para garantir a qualidade do evento", explica Dias.
CORRA CONTRA O CÂNCER
Novos casos - Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer de mama é o mais frequente nas mulheres no mundo. No Brasil, em 2014, são esperados 57.120 casos novos, com um risco estimado de 56,09 casos a cada 100 mil mulheres.
Fatores de risco - Idade, colesterol alto, obesidade, tumor anterior, histórico familiar (principalmente fatores de primeiro grau), ausência de gravidez, exposição a reposição hormonal pós-menopausa prolongada, entre outros.
Prevenção - Segundo o Inca, estima-se que por meio da alimentação, nutrição e atividade física seja possível reduzir em até 28% o risco de a mulher desenvolver câncer de mama. Alguns fatores como história familiar não são modificáveis, mas outros, sim. Vale a pena adotar um estilo de vida mais saudável.
Visitas ao médico - Exames clínicos ou com a ajuda da tecnologia podem ajudar a identificar o tumor em estágio inicial. De acordo com o Inca, o câncer de mama identificado em estágio inicial, quando as lesões são menores de dois centímetros de diâmetro, apresenta prognóstico mais favorável e elevado percentual de cura. |
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Empresas incentivam a prática
| O DIÁRIO MARINGA - PR |
ESPECIAL |
Matéria |
13/07/2014 08:05:00 |
Juliana Fontanella
Incentivar a criação de grupos de corrida no trabalho ajuda a integrar todos e traz outros ganhos
A próxima etapa, em outubro, fecha o circuito Maringá Running e sugere uma reflexão sobre o câncer, a solidariedade e o bem-estar dos funcionários. Uma série de ações de promoção da saúde com enfoque na prevenção e riscos do câncer de mama vão acontecer simultaneamente nos estandes da Corrida Unimed contra o Câncer. Para fechar o circuito com "chave de ouro" também acontecem outras práticas solidárias para arrecadar dinheiro e donativos para os pacientes com câncer e suas famílias.
Além disso, empresárias como Andrea Tribulato e a sócia Marisa Lopes, que estão entre os patrocinadores do circuito Maringá Running, apoiando a campanha contra o câncer de mama, estimulam os colaboradores a participar do evento. Andrea, que é triatleta, conseguiu contagiar a equipe, tanto que cinco dos sete funcionários já se tornaram corredores. "Acredito que correr transforma porque não é só a prática da atividade física, você adquire outro estilo de vida", destaca.
Praticante de futebol e frequentador de academia, o empresário Rogério Yabiku começou a correr quando se tornou patrocinador do Maringá Running. "Não imaginava que seria assim, corremos sem a pressão por resultados, mas a cada prova você quer diminuir o tempo da anterior. Os nossos funcionários também correm e mesmo quem não está na pista entra no clima, porque nos dias de prova o ambiente é muito divertido", afirma.
É por histórias como essas que a corrida vem conquistando adeptos nas empresas. No caso de Andrea e Rogério, o exemplo vem dos gestores de incentivar os colaboradores a formar grupos de corrida.
Incentivar colaboradores a praticar exercícios físicos é uma forma saudável de promover a integração de todos e proporciona ganhos no aspecto físico quanto emocional - benefícios que se refletem positivamente no trabalho.
O turismólogo Neto-Schramm, 29, incorporou a prática há um ano e meio no dia a dia, e hoje colhe os frutos. "Me sinto muito mais disposto e conquistei outro nível de bem-estar. A vontade de progredir no esporte é tanta que você sente a necessidade de mudar", comenta. O resultado é que a vida ficou mais leve, aliás, literalmente porque Neto perdeu nove quilos, sem sacrifício! Até no O Diário o esporte virou mania. E você, pronto para a prova de outubro? |
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Uma grande festa nas ruas de Maringá
| O DIÁRIO MARINGA - PR |
ESPECIAL |
Matéria |
13/07/2014 08:06:00 |
Juliana Fontanella
Unir o esporte e entretenimento para levar mais qualidade de vida à população já se tornou a marca do Maringá Running. Veja por quê
Esqueça a ideia de que corrida de rua é programa apenas para atletas; no Circuito de Corridas Maringá Running, a programação é para toda a família! Na prova Unimed Rumo ao Hexa, que aconteceu no dia 1º de junho, o verde e amarelo tomou conta das ruas, e o público teve a chance de se divertir do começo ao fim da prova. "Oferecemos atrações para a toda a família, de exames médicos a massagens, tudo embalado ao som de DJ. Outro ponto positivo foi que o Maringá Running movimentou o comércio local. Lá no Mercadão Municipal tinha até um cardápio especial para os atletas no café da manhã", comenta o gerente de produtos do Departamento Comercial do jornal O Diário, Wilson Teixeira.
Nos estandes dos patrocinadores, muita gente se surpreendeu com a quantidade e qualidade dos serviços prestados, de exames oftalmológicos e de rotina a orientações sobre consumo de alimentos saudáveis, prevenção de doenças e incentivo à prática de exercícios físicos.
A preocupação com o bem-estar estava em todos os cantos e refletidas em ações como o alongamento coletivo ou a sessão de massagem individual. E até a turminha mais nova foi lembrada com o pula-pula.
Como o tema da prova foi a Copa do Mundo, os organizadores sortearam bolas e camisetas, além de outros brindes para animar ainda mais a torcida. Ficou fácil até registrar a participação no evento, graças à cabine fotográfica instalada no local.
A Sanepar marcou presença levando à comunidade orientações sobre meio ambiente, limpeza e conservação da caixa-d"água, uso racional da água e outras informações relevantes.
Mais do que um esporte democrático, o circuito mostra que a corrida de rua é também sinônimo de diversão, artes, saúde e qualidade de vida, superação dos próprios limites, prazer e confraternização.
Não à toa que a segunda etapa repetiu o sucesso de público e organização da Unimed Night Run, prova noturna que abriu o Circuito de Corridas Maringá Running, no dia 5 de abril. Teixeira destaca que o evento cresceu tanto que a organização reuniu atletas e especialistas de diversas áreas em um comitê para avaliar cada prova e preparar a seguinte.
"Nós pudemos comprovar que o circuito Maringá Running atingiu grandes proporções porque atraiu 2 mil inscritos só na última prova [vagas esgotadas], fora o movimento da torcida, do público, patrocinadores e colaboradores. Na preparação da terceira etapa, estamos avaliando o que é possível fazer para torná-la ainda melhor".
Todo o esforço é válido para que a etapa de outubro tenha o mesmo sucesso ou supere a anterior. Assim, os participantes e visitantes podem esperar muito mais da Corrida Unimed contra o Câncer. |
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Apesar das reclamações, oferta de planos individuais de saúde aumentou
| AGÊNCIA BRASIL |
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Matéria |
12/07/2014 15:10:00 |
Consumidores e entidades reclamam que é cada vez mais difícil contratar um plano de saúde individual. Apesar disso, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) assegura que nos últimos cinco anos houve aumento de 9,7% na oferta desse tipo de plano de assistência médica, que tem a taxa máxima de reajuste determinada pela agência reguladora e representa pouco menos de 20% das contratações desses planos no Brasil.
A advogada do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor, especialista em saúde suplementar, Joana Cruz, defende que esse aumento deve ser visto com muito cuidado, pois as maiores empresas, que concentram a maioria dos beneficiários, não comercializam mais esses planos. "O aumento da oferta pode ter sido em pequenas empresas, as que ainda disponibilizam planos individuais, mas representam uma fatia muito pequena dos beneficiários de planos de saúde", avaliou.
Para o diretor-presidente da Associação dos Usuários de Planos de Saúde do Estado de São Paulo, Flávio de Ávila, o aumento da oferta desses planos não foi percebido pelo consumidor. "Praticamente não existem mais planos individuais, e as operadoras que os têm em sua cartela colocam dificuldades para comercializar".
A legislação da saúde suplementar prevê que a ANS determine a taxa máxima de aumento da mensalidade para planos individuais. Porém, o aumento não é regrado para planos coletivos, nos quais o contrato com a operadora é feito por meio de uma pessoa jurídica, como empresa e sindicato. A justificativa da agência é que são empresas lidando com empresas, o que aumenta o poder de barganha de quem está contratando o serviço.
No caso dos planos coletivos com menos de 30 beneficiários, as operadoras devem definir um único índice de reajuste para todas as pessoas jurídicas que contratam os planos. Outra diferença entre os planos individuais e coletivos é que, nos primeiros, a operadora só pode rescindir o contrato em casos específicos de atraso do pagamento, enquanto que, nos coletivos, o contrato com a pessoa jurídica pode ser suspenso sem motivação.
As operadoras têm liberdade para atuar nos segmentos coletivo ou individual, sem obrigação de vender os dois tipos. Segundo a ANS, há no mercado 16.772 planos de assistência médica, sendo 12.076 coletivos e 4.696 individuais/familiares. A agência reguladora ressalta, por meio de sua assessoria de imprensa, que a operadora que tiver plano individual e negar a venda comete infração, e pode ser multada em R$ 50 mil.
Com as diferenças de regras de uma categoria para outra, o mercado percebeu aumento de 11% no número de beneficiários de planos coletivos, entre 2011 e 2013, quando o número chegou perto dos 40 milhões. No mesmo período, o número de beneficiários de planos individuais subiu só 3%, atingindo quase 10 milhões (9.988.349) de beneficiários.
Conforme a fatia do mercado dos planos coletivos aumentava, foram surgindo empresas administradoras de seguro, que podem ter, por exemplo, a responsabilidade de emitir boletos, de representar os beneficiários na negociação de aumentos de mensalidade com a operadora do plano. Podem, também, dependendo do que for acordado, absorver o risco da empresa, conselho, sindicato ou associação profissional contratante quanto a atraso ou não pagamento de mensalidades, para evitar que os beneficiários sejam prejudicados.
Segundo a especialista Joana Cruz, as administradoras atuam muito na intermediação entre o consumidor que não tem um plano individual e nem uma ligação sindical, empresarial ou associativa, e uma operadora de planos coletivos, para que o proponente contratante se associe e passe a ter um plano de saúde. "Esse é um dos papéis da administradora, determinados pela ANS. Mas, caso a empresa induza o consumidor a se filiar a uma associação que não tem nada a ver com ele, isso é ilegal", explicou.
Para José Cechin, diretor executivo da Federação Nacional de Saúde Suplementar, que responde por operadoras responsáveis por 38% do mercado de planos de saúde, o aumento do número de planos coletivos no mercado já é percebido há cerca de dez anos, e se deve, entre outros fatores, ao aumento da demanda por planos empresariais, já que agora pequenas empresas também procuram pelo serviço para seus funcionários. "Temos que confiar na capacidade das duas partes negociarem", defende, e diz que não há tendência de os planos individuais saírem do mercado.
Joana Cruz acredita que há, sim, risco de extinção dos planos individuais. Para evitar que isso aconteça, a advogada acredita que a ANS deveria colocar as mesmas regras para planos individuais e coletivos, pois só assim as empresas não teriam maior interesse em disponibilizar só os planos coletivos e os consumidores estariam protegidos.
Para os consumidores que estão buscando planos de saúde e só encontram os coletivos, a advogada aconselha que tomem cuidado com planos muito pequenos, como os que têm até 30 beneficiários. "Se for plano coletivo com poucas pessoas, significa que a empresa contratante vai ter pouco poder de barganha na hora do reajuste. Além disso, operadoras vão pensar muito mais antes de cancelar o contrato com grandes contratantes", explica.
No caso de o consumidor achar que o reajuste foi muito alto ou se tiver o plano cancelado pela operadora, Joana indica que ele procure os direitos na Justiça. "O Poder Judiciário tem se mostrado muito sensível às causas dos consumidores de planos de saúde", concluiu. |
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Grávida de 8 meses espera há mais de 5 horas por vaga em UTI neonatal, em Petrópolis
| EXTRA ON-LINE - RJ |
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Matéria |
13/07/2014 15:26:00 |
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"Esse é o depoimento de um pai limitado e angustiado por num poder nada fazer". Essa foi uma das frases do policial militar Carlos dos Santos Medeiros, de 34 anos, ao informar ao EXTRA, pelo whatsapp, que a sua esposa, a vendedora Michelle dos Santos Medeiros, também de 34 anos, aguarda há mais de cinco horas por uma vaga na UTI Neonatal do hospital Unimed, em Petrópolis.
- A bolsa está rompida há mais de oito horas. O hospital falou que vai ter que fazer o parto mesmo sem uma UTI. Falaram pra mim agora que se o bebê nascer, eles "dão um jeitinho". Mas estão tentando segurar o bebê dentro da barriga, pois, se ele nascer sem utineonatal, ele pode não resistir - relatou Carlos.
Uma funcionária do hospital, que se identificou apenas como Andreza, afirmou que o hospital não vai realizar o parto, devido ao risco.
- A gente não sabe como que o bebê vai nascer. Mas isso é um acarência do estado do Rio, não é só aqui. Petrópolis não tem UTI neonatal. Isso não é um problema só do hospital.
Segundo Andreza, a Unimed está tentando encontrar uma vaga em uma UTI neonatal em sua rede. |
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Zaqueu de Melo recebe ópera de Mozart
| JORNAL DE LONDRINA - ON LINE |
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14/07/2014 00:53:00 |
Com coordenação da professora Kalinka Damiani, alunos do Festival de Música de Londrina encenam hoje a ópera Bastien e Bastienne, de Mozart, às 16h e às 18h15 no Teatro Zaqueu de Melo (Av. Rio de Janeiro, 413). A montagem será apresentada por Lúcia Tabita Marques de Lima, Ramon Carneiro Rodrigues, João Miguel Aiub e Davy Charles, que contam com a participação do ator Remir Trautwein como narrador, para ajudar na compreensão da história. Mozart, um reconhecido talento precoce, compôs a obra com apenas 12 anos. Bastien e Bastienne conta a história de uma jovem apaixonada que apela para um mago, a fim de recuperar o amor perdido. A apresentação faz parte da série Unimed Convida: vamos à ópera?. Os ingressos custam R$15 e R$7,50. |
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Projeto registra histórias de personagens londrinenses
| JORNAL DE LONDRINA - ON LINE |
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Matéria |
14/07/2014 00:53:00 |
A vida do pioneiro Raphael Safra, que virou carroceiro e mora há muito tempo na Vila Brasil, se cruza à do amigo José Rodrigues Andrade, sanfoneiro e morador do mesmo bairro. Ambos integram a história de uma Londrina prestes a completar 80 anos, carregada por muitas narrativas que, unidas, formam a cidade. Algumas dessas histórias estão sendo contadas pelo projeto 80x Londrina, por enquanto apenas pela internet, mas que logo vai virar livro, a ser lançado próximo ao aniversário da cidade, no dia 10 de dezembro.
?Dá para contar a história de Londrina a partir dessas pequenas histórias, que fazem uma história mais ampla. Isso vai podendo dar voz a pessoas que talvez não aparecessem na historiografia oficial e possibilita que pessoas comuns também contem a história de uma dimensão da cidade dividida, prazerosa, de convívio, de encontro?, afirma a jornalista Patrícia Zanin, quem conduz as entrevistas com os personagens. Junto dela estão o fotógrafo Saulo Ohara, além do coordenador editorial Tony Hara e do coordenador do projeto Fábio Mansano. Bete Yunomae e Cris Thomé comandam o projeto gráfico.
Por enquanto, foram realizadas aproximadamente 30 entrevistas, de pessoas que moram em 28 bairros diferentes. ?O Tony fez a pesquisa e resgatou uma série de personagens. Nos bairros, várias pessoas nos dão sugestões?, conta Patrícia, que já reuniu perfis de uma cabeleireira da Gleba Palhano, de um sambista da Vila Nova, da rivalidade do samba entre o Jardim Tókio e o Jardim Bandeirantes, do boêmio que circula pelos bares de diversos bairros, por exemplo. Algumas delas já foram publicadas na internet, outras ainda serão.
O objetivo do projeto é contar a história da cidade no ano em que Londrina completa oito décadas, a partir de personagens de 80 bairros londrinenses. ?O recorte dos 80 bairros tem um viés histórico, com bairros antigos, e história de bairros atuais. Há uma pesquisa bibliográfica, com histórias já contadas, e a parte in loco, com uma equipe que vai captando e que mostra além da versão oficial. São histórias que grande parte da população conhece?, ressalta Fábio Mansano.
A riqueza das narrativas dos personagens, as indicações e sugestões foram tão produtivas que, de acordo com Mansano, fizeram ultrapassar o número de 80 bairros. Tudo será disponibilizado no site do projeto, inclusive a pedido de pesquisadores e do Museu Histórico Padre Carlos Weiss. Entretanto, a edição para o livro vai manter o recorte no número inicial. No início de dezembro, um show deve ser realizado junto com o lançamento da publicação.
Entre os relatos históricos, o do clarinetista Booker Pitman (1909-1969), que passou pelo Norte do Paraná na década de 1950, no auge da boemia. O músico conta em livro que se apresentou muito nos bares de Londrina, onde apreciava um bom uísque inglês, embora tivesse mesmo se acostumado com a cachaça brasileira.
Assim como o histórico assalto ao Banestado, curiosamente no aniversário de Londrina, dia 10 de dezembro de 1987. O episódio até virou livro, um ano depois, escrito por Domingos Pellegrini, colunista do JL.
O projeto 80x Londrina tem patrocínio da Midiograf, Unimed, Vectra, Z3 Web e Folha de Londrina.
ServiçoOs relatos e histórias registrados pelo projeto 80x Londrina podem ser acessados no site www.80xlonddrina.com.br. |
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Plano de saúde: Amil pede bloqueio de processo sobre reajuste de idoso
| MÍDIA NEWS |
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Matéria |
12/07/2014 06:30:00 |
Maior grupo do setor é alvo de mais de 2 mil processos sobre o tema; setor diz que empresas poderiam quebrar
A Amil pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a suspensão de todos os processos que tentam limitar os reajustes de planos de saúde de idosos cujos contratos foram firmados antes de 2004.
O grupo, maior do mercado e detentor de 10,7% dos clientes de planos de saúde médico-hospitalares do País -- o equivalente a 5,4 milhões de pessoas -- é alvo de 2 mil ações sobre o tema.
A ideia é aplicar, a essas disputas e às que envolvam outras operadoras, o mesmo congelamento de processos que foi usado no caso das alegadas perdas causadas à poupança em razão dos planos econômicos. A Amil informou que não iria se pronunciar.
No passado, as operadoras de planos de saúde podiam corrigir livremente as mensalidades de quem completa 60 anos - conhecido como reajuste por faixa etária.
Em muitos casos, porém, o índice aplicado era tão elevado que os consumidores eram expulsos do plano justamente quando precisavam. Hoje, o percentual médio dos reajustes para quem tem 59 anos ou mais é o maior entre todas as faixas etárias, com uma méida de 42,98% e chegando a até 144,39%, segundo um estudo da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) de 2012.
Reajuste por faixa etária
A fim de evitar discriminação dos idosos, o reajuste por faixa etária foi proibido para quem tem 60 anos ou mais pelo Estatuto do Idoso, editado em 2003. Nesses casos, então, a operadora só pode elevar a mensalidade em razão do aumento dos custos do plano - o reajuste por faixa etária só vale até os 59 anos.
A regra, entretanto, só vale para contratos firmados a partir de 1º de janeiro de 2004, pois é quando o Estatuto do Idoso entrou em vigor, entendem as operadoras e a ANS.
Com isso, milhares de idosos com contratos anteriores a essa data passaram a procurar a Justiça para impedir os reajustes por faixa etária, e não é raro que conseguim decisões favoráveis, segundo a manifestação que a Amil entregou ao STF em 2 de julho.
Caso o Tribunal aceite a solicitação, serão afetados todos os processsos sobre o tema que tramitam no País - inclusive em Juizados Especiais Federais, onde são comuns -, contra qualquer operadora, e não apenas a Amil.
Os processos só poderão voltar a andar depois que o STF decidir se o Estatuto do Idoso vale ou não para contratos anteriores a 2004. O caso está com a ministra Rosa Weber.
Operadoras dizem que poderiam quebrar
A disputa sobre o alcance do Estatuto do Idoso é uma das maiores enfrentados pela saúde suplementar. Se os consumidores vencerem no STF, a receita das empresas caiarão entre 18% a 30%, com prejuízos estimados entre R$ 20 bilhões a R$ 32 bilhões, segundo feito pela PwC contratado pela Federação Nacional de Saúde Suplementar (Fenasaúde), que representa as gigantes do setor.
As projeções elaboradas indicam, ainda, que a aplicação retroativa do Estatuto pode, em alguns casos, provocar a ruína das empresas do setor , diz o pedido feito pela Amil. O risco de quebra chegaria a 90% após três anos, segundo projeções da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) também a pedido da Fenasaúde.
O Ministério Público Federal (MPF) entende que a proibição de reajustes por idade após os 60 anos também valem para os contratos anteriores ao Estatudo do Idoso. |
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Bradesco Saúde desrespeita médicos e usuários e a paralisação continua
| TRIBUNA DA BAHIA - ON LINE - BA |
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Matéria |
12/07/2014 09:49:00 |
A suspensão do atendimento de todas as especialidades ao Bradesco Saúde continua. O plano mantém a intransigência, pressiona médicos e ainda não apresentou qualquer proposta. Por isso, os atendimentos seguem paralisados. Só urgências e emergências são atendidas normalmente. Esse é um movimento legítimo da categoria médica. É princípio fundamental do Código de Ética Médica a solidariedade com os movimentos de defesa profissional, seja por remuneração digna e justa, seja por condições de trabalho. No dia 7 de julho, mais de 200 médicos e representações de 14 especialidades participaram da assembleia que avaliou o movimento. No mesmo dia, o Bradesco Saúde deixou de comparecer ao Procon para uma negociação, que reuniu o MP (Ceacon), Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Defensoria Pública e a Comissão Estadual de Honorários Médicos (Cehm). O plano de saúde também não cumpriu determinação do MP para que disponibilizasse linha telefônica especial de atendimento aos segurados, através da qual deveria encaminhar os usuários a um local de atendimento em rede não referenciada, arcando com as despesas diretamente com o prestador do serviço.
Vale lembrar o que está estabelecido pelos órgãos de defesa do consumidor: caso o procedimento tenha que ser feito de forma particular, o reembolso ao paciente tem que ser integral. Os segurados que se julgarem prejudicados pela intransigência do Bradesco Saúde devem formalizar reclamação ao Ministério Público, por meio do email:[email protected] /* */ (function(){try{var s,a,i,j,r,c,l,b=document.getElementsByTagName( script );l=b[b.length-1].previousSibling;a=l.getAttribute( data-cfemail );if(a){s= ;r=parseInt(a.substr(0,2),16);for(j=2;a.length-j;j+=2){c=parseInt(a.substr(j,2),16)^r;s+=String.fromCharCode(c);}s=document.createTextNode(s);l.parentNode.replaceChild(s,l);}}catch(e){}})(); /* ]]> */ , à Defensoria Pública, ao Procon ou à ANS, que tomarão as medidas judiciais cabíveis.
A próxima assembleia dos médicos será na terça-feira, dia 15 de julho, às 19h30, na ABM. Caso receba proposta formalizada, a Comissão Estadual de Honorários Médicos (CEHM) informará aos médicos e órgãos de defesa do consumidor. Os médicos continuam com a campanha nas ruas, exigindo respeito e querem negociar. |
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