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Atchiiim Vem mais um embate por aí. (DIRETO DA FONTE - SÔNIA RACY)
| O ESTADO DE S. PAULO - SP |
CADERNO 2 |
Coluna |
16/07/2016 |
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O governo Temer prepara ofensiva para tentar minimizar preços praticados pelos hospitais no Brasil. Hoje o setor é o único na área da saúde que não tem nenhum tipo de monitoramento.
Segundo se apurou, o governo pretende fazer isso por meio de um maior escrutínio da cadeia de insumos e preços.
O Ministério da Fazenda acaba de fazer um estudo mostrando o enorme impacto dos reajustes dos planos de saúde na inflação.
Atchiiim 2 Fonte do setor hospitalar está ciente da intenção do governo.
"Eles querem controlar os preços dos insumos sem olhar o desalinhamento entre taxas e diárias", aponta, lembrando que a maior parte dos hospitais está praticamente quebrada.
A pressão estaria vindo do lobby das operadoras de saúde.
Une força A primeira fatura que a nova oposição (PT, PCdoB e PDT) cobrará pelo apoio a Rodrigo Maia será o enterro das CPIs da UNE e da CUT. O novo presidente da Câmara sinalizou que não levará os assuntos adiante em nome da pacificação da Casa.
No entanto, a aliança entre grupos de rua anti-Dilma e deputados do Centrão tentará manter viva a proposta.
Memórias Semana que vem, a Fundação Ulysses Guimarães vai lançar um livro fotográfico em comemoração dos 50 anos já completados do PMDB. As imagens são de Orlando Brito, que acompanhou a trajetória do partido nestes 50 anos.
O lançamento marca também o início das comemorações do centenário de Ulysses, em 6 de outubro.
Magoou Consultado sobre quais partidos firmarão aliança com João Doria nesta segundafeira, o presidente do diretório municipal do PSDB, Mario Covas Neto, disse que até ontem não sabia... nada.
Certezas Após ver o resultado da última pesquisa do Datafolha, que aponta Haddad e Doria em quarto e quinto lugar, respectivamente, alto dirigente petista não titubeou: "Não tenho dúvida que ele (Doria) estará no segundo turno". E completou: "E nós também".
Motivo? Os dois podem não liderarem nas pesquisas, mas lideram... no tempo de TV.
França Brasil O atentado de Nice não foi suficiente para que a organização do "Musique pour la Démocratie" cancelasse o evento - que terá protesto contra o impeachment de Dilma. Continua marcado para amanhã em Paris.
Na página do Facebook havia, até a tarde de ontem, 218 pessoas confirmadas no show.
Direto da Olimpíada As empresas de turismo de luxo, no Rio de Janeiro, já estão a postos para receber os estrangeiros nos Jogos Olímpicos.
Segundo Christina Murad, da Crux Ecoaventura, que presta serviços a hotéis como o Fasano, os passeios mais solicitados até agora são a caminhada na Floresta da Tijuca e os "favelas tours".
Direto 2 Christina conta que tem agendado tours para empresários estrangeiros e CEOs que querem entender como é a realidade das comunidades.
Apesar de aumentar o número de guias, ela avalia que a segurança continua igual. "Sempre nos preocupamos com isso em uma cidade como o Rio." Quem vem Zubin Mehta desembarca com sua Orquestra Filarmônica de Israel mês que vem em São Paulo.
Fazem apresentação única na Sala São Paulo, dia 27 de agosto - em prol da Fisesp e do Voluntariado Einstein
1. Walter Casagrande Júnior lançou o livro Sócrates & Casagrande - Uma história de amor, em que narra sua amizade com o craque. 2. Raimundo Fagner e 3. Marcelo Rubens Paiva. Esta semana, na Fnac da Avenida Paulista.
NA FRENTE
l A Caixa Cultural São Paulo abre hoje duas mostras: Apagamentos, de Thiago Navas, e Cinema Lascado, de Giselle Beiguelman. l Acontece hoje mais uma edição da Farofada, na Arena Expo Barra Funda. Com Bloco da Preta, Bloco Casa Comigo, banda Samba Funk, entre outras atrações. l Chico César lança o livro O Agente Laranja e a Maçã do Amor, com pocket show, hoje, na Livraria da Vila da Fradique. l Maria Gadú apresenta o novo show Guelã. Terça-feira, no Teatro Porto Seguro. l Para celebrar o aniversário de 70 anos, o Sesc prepara, a partir de quinta-feira, campanha no Instagram. E convida o público a contar a sua relação com a instituição por meio de imagens e histórias. No fim do ano, 140 fotos e 70 histórias serão publicadas em um livro comemorativo.
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A PM que faz rondas para alertar sobre HPV
| O ESTADO DE S. PAULO - SP |
METRÓPOLE |
Matéria |
17/07/2016 |
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Na zona rural de Barretos, a PM Tania Aparecida de Oliveira, de 47 anos, tem feito rondas de casa em casa, das 7 às 18 horas, com o objetivo de alertar sobre um perigoso inimigo: o HPV, vírus relacionado com o desenvolvimento do câncer de colo de útero. Conhecida pelas mulheres da região, a cabo Tania foi convocada para integrar um projeto-piloto do Hospital de Câncer de Barretos que, desde fevereiro do ano passado, entrega kits de autocoleta para realização de papanicolau.
"O maior desafio é conscientizar essas pessoas, tendo em vista seu perfil. Em geral, são de baixa escolaridade e, muitas vezes, é preciso persistência", afirmou. Às vezes, a policial tem de enfrentar a resistência até dos parceiros para a realização dos exames. "Houve casos em que foi necessária uma abordagem específica, voltada à orientação e à conscientização do cônjuge. Acredito que a condição de policial militar acabou por dar mais credibilidade às minhas palavras."
A policial militar conta que já se deparou com o caso de uma mulher que nunca tinha realizado exames preventivos. E não queria fazê-los. Com as visitas constantes, acabou aceitando. "Seu sorriso de gratidão tocou meu coração, pois sei que, por esses exames preventivos, vidas já foram salvas."
Uma das vidas salvas foi a da dona de casa Eliana Cristina da Silva Cassiano, de 44 anos, que ficou dois anos sem fazer o papanicolau. Foram diagnosticadas lesões e, na segunda-feira, ela fez cirurgia para remoção do colo do útero.
Balanço. No projeto-piloto, que será finalizado neste mês, quase 400 mulheres foram avaliadas e 12% apresentaram a presença do vírus. A taxa de aceitação para realização do teste foi de 95,6%.
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Plano popular pode atrasar tratamentos
| O ESTADO DE S. PAULO - SP |
METRÓPOLE |
Matéria |
17/07/2016 |
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A proposta do ministro Ricardo Barros de criar planos de saúde populares com cobertura mais básica, divulgada há duas semanas, nem será capaz de aliviar a falta de recursos do Sistema Único de Saúde (SUS) nem vai acelerar o atendimento a pacientes com doenças mais complexas.
E ainda pode ter efeito contrário, de desorganizar o sistema e atrasar o início de alguns tratamentos. Essa é a visão de vários especialistas em saúde pública ouvidos pelo Estado e reforçada por dados do próprio ministério.
Segundo a pasta, o gasto com ações de atenção básica, como consultas em postos de saúde, representou, no ano passado, 13,7% do orçamento do ministério, enquanto as despesas com procedimentos de média e alta complexidade, como internações e cirurgias, consumiram 42,1%. "Não consigo entender isso como uma solução, pelo contrário, porque muito da alta complexidade quem banca e vai continuar bancando é o SUS.
Então a gente percebe que é uma medida que, do ponto de vista técnico, parece não ter justificativa e vai na contramão do que vem sendo feito pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), que é evitar planos com baixa cobertura", diz Walter Cintra Ferreira Junior, professor do curso de especialização em administração hospitalar e de sistemas de saúde da Fundação Getulio Vargas.
Para Claudia Travassos, pesquisadora do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o estímulo a planos de baixa cobertura não atenderá às necessidades de saúde da população nem trará economia para o ministério. "O SUS vai continuar arcando com o que é mais caro, portanto, precisando de mais dinheiro. Ou isso é uma ficção ou é uma forma de enganar as pessoas", afirma.
Demora. Os especialistas dizem que os clientes que optarem por um plano de saúde com cobertura restrita poderão ter dificuldades caso precisem de atendimento mais complexo, como uma cirurgia ou um tratamento contra câncer.
"Pode atrasar o início do tratamento para alguns pacientes porque eles podem até conseguir a primeira consulta e o diagnóstico no plano, mas não conseguirão ter continuidade e terão de voltar no início do caminho no SUS, porque não conseguirão usar o encaminhamento do plano na rede pública", diz Mario Scheffer, professor da Faculdade de Medicina da USP e um dos vice-presidentes da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco).
"Isso gera mais gastos, porque vai exigir a realização de novas consultas. Quebra com a organização de um cuidado mais sistêmico e parece que só vem atender aos interesses do setor privado de planos, porque não atende aos interesses nem da saúde nem do ministério nem da população", diz Claudia.
Scheffer afirma que, mesmo hoje, com a regulação feita pela ANS, clientes de planos de saúde com cobertura básica já enfrentam dificuldades. "A gente já conhece esse plano de menor preço com rede credenciada reduzida.
Eles acabam criando obstáculos e barreiras para a assistência.
Essa medida de criar planos populares poderia piorar esse quadro." A estudante Mayr Santos Teixeira, de 28 anos, foi uma das vítimas da demora na autorização de um tratamento oncológico por parte do plano. Em 2009, ela foi diagnosticada com leucemia aguda e foi avisada pelos médicos de que poderia morrer se não iniciasse a quimioterapia em dez dias. "Meu plano só foi aprovar o tratamento 20 dias depois.
Por sorte, tive a ajuda de uma médica para conseguir o tratamento pelo SUS e pude começar mais rápido. Acabei fazendo todas as sessões de químio na rede pública porque o plano dificultava demais. Mas tenho vários amigos que morreram no meio do caminho por não conseguir nem no plano nem no SUS", conta.
"Acho que a política do ministério não deveria ser fragmentar mais o sistema, mas estruturar a rede básica e secundária do próprio SUS para dar a atenção de forma mais rápida", diz Ferreira Junior.
Ilusão
"O plano popular vai entregar uma ilusão de que o acesso a uma cesta básica de serviços vai satisfazer as necessidades de saúde, mas elas são imprevisíveis." Mario Scheffer PROFESSOR DA USP
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Os planos de saúde mais baratos (Artigo)
| O ESTADO DE S. PAULO - SP |
ECONOMIA E NEGÓCIOS |
Artigo |
18/07/2016 |
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O ministro da Saúde disse que gostaria de criar planos de saúde privados mais baratos para desonerar o SUS. A declaração precisa ser analisada com enorme cuidado. Em primeiro lugar porque vai na contramão da Constituição Federal, que determina que saúde é direito de todos e dever do Estado e coloca o sistema de saúde privado como suplementar do sistema público.
Em segundo lugar, fere mantras sagrados de vários interessados no assunto, que dizem que a saúde deve ser pública e que os planos de saúde privados são a reencarnação do demônio. Como se não bastasse, a única forma de viabilizar a ideia passa pela redução dos procedimentos atualmente cobertos, o que, com certeza, encontraria forte resistência no Judiciário. De qualquer forma, para viabilizar o tema, é fundamental a revisão da Lei dos Planos de Saúde Privados.
A Lei engessa as operadoras, obrigando-as a oferecerem produtos que podem não ser interessantes para um grande número de segurados e que, evidentemente, encarecem os planos, sem melhorar a rentabilidade das operadoras. Se a ideia do ministro da Saúde evoluir até o ponto de permitir rever a Lei, já terá sido uma boa coisa para o País. Mesmo que a Lei continue ruim, dificilmente conseguirão piorá-la. E só a derrubada dos atuais procedimentos mínimos obrigatórios será uma vitória para a população, que terá um sistema mais transparente, sólido e capaz de atender melhor as necessidades de saúde.
Hoje, por exemplo, uma freira carmelita descalça de 80 anos de idade, há 60 anos afastada do mundo, trancada no convento, que contrate um plano de saúde privado terá cobertura para parto e AIDS. É um absurdo, mas é a lei. Nossa freira terá que pagar por procedimentos que jamais fará uso e não adianta ela dizer que não quer. Por outro lado, na medida em que o governo tem cada vez menos dinheiro para colocar na saúde da população, as operadoras de planos de saúde privados estão tendo que arcar com despesas excluídas de seus planos, ou porque o governo faz demagogia ou porque os tribunais mandam pagar. Isto, somado à crise sem precedentes que atinge o Brasil, está complicando o quadro, com dezenas de operadoras às portas da quebra porque a soma da antecipação dos atendimentos, por medo do desemprego ou com o desemprego real, aumenta seus custos e reduz suas receitas. Mexer na Lei dos Planos de Saúde Privados seria quase que um ato de patriotismo.
Ela é uma das piores leis votadas. Todos que militam na área sabem as razões porque, em 1998, foi tirada da gaveta onde dormia em berço esplendido e votada a toque de caixa, do jeito que estava, para ser modificada por dezenas de medidas provisórias, a primeira delas baixada 24 horas depois da Lei entrar em vigor. Não há razão para não se aumentar a participação do setor privado na administração e oferta de saúde para a população. É verdade que a simples ideia de se fazer isso atinge a alma de grupos ideológicos ou com outros interesses violentamente contra a medida.
Mas, se é para caminharmos para isso, é melhor definir o que cada um faz e em que condições do que permanecer no estado atual, onde os planos de saúde privados vão assumindo responsabilidades que não são suas, em nome da sobrevivência do brasileiro no curto prazo, sem que as autoridades se preocupem com os milhões de segurados que, em função do que vai sendo feito, podem ficar sem atendimento no futuro, porque o plano quebrou. É ver a quantidade de migrações especiais que a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) tem autorizado para não se ter dúvida da seriedade do momento.
A criação de planos mais baratos, com a flexibilização das coberturas, feita a sério, pode ser a solução que os brasileiros merecem, que as operadoras pedem e que o governo precisa para evitar a piora acentuada do atendimento à saúde da população. Se Deus quiser, o ministro da Saúde deu o ponta pé inicial de uma partida mais justa, eficiente e útil para todos os brasileiros.
Hoje uma freira carmelita de 80 anos que contrate um plano de saúde privado terá cobertura para parto e AIDS
*ANTONIO PENTEADO MENDONÇA É SÓCIO DE PENTEADO MENDONÇA E CHAR ADVOCACIA E SECRETÁRIO GERAL DA ACADEMIA PAULISTA DE LETRAS
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Idosos criticam demora na restituição do IR
| O GLOBO - RJ |
ECONOMIA |
Matéria |
16/07/2016 |
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A Receita diz que liberação depende do cruzamento de dados da pessoa e do plano de saúde
Embora pessoas com 60 anos ou mais tenham prioridade na fila da restituição do Imposto de Renda, assim como deficientes físicos e portadores de moléstias graves, muitos contribuintes que se enquadram na regra não entraram no segundo lote depositado pela Receita Federal ontem.
Um dos que ficaram de fora foi o bancário aposentado Décio Gilaberte, de 92 anos.
- Há 70 anos declaro Imposto de Renda sem problemas. Este ano fiz minha declaração bem cedo - conta ele, que gasta cerca de R$ 3.000 com remédios por mês. - Será que estão forçando meu falecimento, pois preciso do dinheiro para pagar medicamentos, ou há alguma política oficial de, covardemente, reter devolução de impostos pagos a mais? Na malha fina, ele não caiu, garante o aposentado, que pediu à bisneta que verificasse a situação no site do Fisco. É a primeira vez que a restituição dele não entra nos primeiros lotes. A única coisa diferente no último IR, conta, foi a opção pelo modelo completo. Segundo o contribuinte, seu despachante disse "que o governo está atrasando algumas restituições devido à situação econômica do país".
A Receita garante que nada disso está acontecendo, que as reclamações são casos pontuais e que a prioridade dos idosos continua valendo. Mas a queixa do aposentado é uma das várias enviadas ao GLOBO por idosos que se sentem prejudicados. José Maffei, de 96 anos, conta que ainda aguarda a restituição do IR 2014/2015.
De acordo com o supervisor nacional de Imposto de Renda, Joaquim Adir, a liberação de restituições depende do cruzamento entre informações, de contribuintes e de fornecedores, em rubricas que podem gerar devolução, ou seja, em despesas médicas e educação: - Se o fornecedor informou o valor faturado junto àquele contribuinte, ao recebermos a informação na declaração dele, logo sai a restituição.
No caso de idosos, os gastos com saúde tendem a ser os principais geradores de restituição. E, conta Adir, a Receita vem fazendo um esforço especial de fiscalização junto a clínicas e serviços médicos. A partir das declarações 2015/2016, médicos que atuam como profissionais liberais também entraram na lupa do órgão fiscalizador. Se eles não informam os valores faturados, podem atrasar a restituição aos clientes.
O órgão recomenda que quem ainda não recebeu a restituição cheque no programa do Fisco se há pendências, que podem ser apontadas como "inconsistências" entre informações dadas pelo contribuinte e as prestadas pelo plano de saúde ou médico.
- Nesses casos, o contribuinte pode entrar em contato com o prestador de serviços para checar se os valores a ele pagos foram devidamente informados.
Os contribuintes, diz Adir, também podem se queixar na ouvidoria do Fisco ou ir a uma unidade do órgão para buscar ajuda. O atendimento precisa ser agendado.
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"Planos, agora, estão pagando a própria conta"
| O GLOBO - RJ |
ECONOMIA |
Matéria |
18/07/2016 |
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Para o cardiologista Luiz Roberto Londres, dono da Clínica São Vicente e fundador do site Observatório da Saúde, hospitais, laboratórios, planos de saúde e indústrias farmacêuticas e de materiais devem servir à medicina e não se servir dela. Na visão de Londres, foi justamente a deturpação desse conceito que levou as operadoras à crise atual.
A saúde suplementar precisa ser repensada? As dificuldades em que os planos se encontram, eles mesmo causaram, com distorções em prol da maior lucratividade. Eles se queixam de prejuízo. E antes? A arma do diagnóstico é um bom médico, os exames serviriam para confirmar a anamnese. A reflexão do médico virou reflexo. Os planos, agora, estão pagando a própria conta.
Qual é a saída? O cenário atual tem duas causas principais: a má formação médica e a colocação do dinheiro à frente do paciente. É preciso recuperar a saúde pública para que a suplementar seja opcional, investir na formação do médico e entender que ganhos devem advir de ações médicas sem deturpá-las.
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Consultório virtual
| O GLOBO - RJ |
SOCIEDADE |
Matéria |
18/07/2016 |
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"O Google possibilitou a democratização da informação, nem sempre correta. As pessoas já chegam ao consultório tendo alguma noção de seus problemas" Milton Steinman Cirurgião e coordenador de Telemedicina do Hospital Albert Einstein
De um lado da tela está o cirurgião Milton Steinman, coordenador de Telemedicina do Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Do outro, médicos e enfermeiros de centros médicos espalhados por todo o país, em busca de especialistas que podem auxiliar no atendimento a pacientes. Steinman testemunha o crescimento desse serviço há quatro anos e amanhã participa do debate sobre consultas virtuais na primeira edição do Fórum de Telemedicina, promovido pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).
Um diagnóstico da nova técnica foi traçado na edição da semana passada da "New England Journal of Medicine". Os pesquisadores americanos Ray Dorsey, da Universidade de Rochester, em Nova York; e Eric Topol, do Instituto Scripps, na Califórnia, avaliam que o crescimento da prestação virtual de cuidados aliviará as preocupações com a distribuição de médicos em um território e oferecerá mais flexibilidade aos profissionais e seus pacientes. Ao contrário do Brasil, onde o diálogo na tela é restrito à troca de ideias entre profissionais de saúde, nos Estados Unidos os pacientes já podem ser atendidos à distância.
ACESSIBILIDADE E MONITORAMENTO
Dorsey aponta três tendências que estão redefinindo a telemedicina. A primeira é o potencial desta técnica para tornar os cuidados mais acessíveis, o que poderia reduzir o seu custo. A segunda é a possibilidade de monitoramento a portadores de doenças agudas. Por último, a expectativa de que este serviço migre de hospitais e clínicas para a casa e os celulares de pacientes. Com as consultas virtuais, o médico poderia atender mais pacientes e reduzir o preço da consulta.
- Devemos expandir a medicina até que chegue à casa das pessoas - defende o pesquisador. - Mas alguns problemas ainda devem ser debatidos. Registramos mais doenças crônicas justamente no público que têm menor acesso à internet: idosos, pobres e moradores da zona rural.
De acordo com Steinman, que estuda o progresso da telemedicina nos Estados Unidos, mais de 15 milhões de consultas virtuais são realizadas por ano naquele país, onde o serviço já é aplicado em 32 estados. Os médicos são cadastrados e o seguro de saúde do paciente é responsável por pagar o atendimento.
- É uma técnica que estreita a relação entre médico e o paciente, que terá mais acesso a dados da sua doença e, assim, vai se engajar mais no tratamento - avalia. - O Google possibilitou a democratização da informação, mesmo que ela nem sempre esteja correta. As pessoas já chegam ao consultório tendo alguma noção de seus problemas. A telemedicina é uma nova forma de interação, que pega carona nesta conectividade.
O cardiologista André Volschan, coordenador científico do Hospital Pró-Cardíaco, acompanhou à distância mil exames realizados em cinco centros de saúde fluminenses nos últimos três anos. Em 308 casos, a equipe recebeu pedido de assistência remota devido à ocorrência de acidente vascular cerebral.
- A janela de tempo é muito pequena e, nos locais onde não há neurologistas, dizemos aos médicos que estão ao lado do paciente como devem proceder - conta. - Damos orientações depois de nos mostrarem imagens de ressonância e tomografia. Os exames físicos também são acompanhados por telas de alta resolução. Tudo é acompanhado ao vivo. É diferente de pedir uma segunda opinião.
Para Angélica Bösiger, cardiologista do Hospital Federal dos Servidores do Estado, a principal utilidade da telemedicina é trocar impressões sobre cirurgias com seus colegas.
- Médicos de 83 instituições do país são convidados a assistir conectados a uma operação. Basta ter um login. Às vezes, debatemos como foi o procedimento - explica. - Acredito que a telemedicina beneficiará principalmente as especialidades cirúrgicas e intervencionistas, como ortopedia, neurorradiologia e cardiologia.
Coordenador da Câmara Técnica de Informática em Saúde do CFM, Aldemir Humberto Soares adianta que, no fórum de amanhã, o Conselho de Medicina abordará a evolução de softwares interativos que podem ser usados em consultas, assunto revisado pela última vez em uma regulação de 2002. PREOCUPAÇÃO COM SEGURANÇA Soares ressalta que uma série de condições devem ser analisadas antes da adoção de novas mídias na medicina.
- A confidencialidade é uma grande preocupação: precisamos ter certeza de que não haverá vazamento de informações trocadas entre médico e paciente. É necessário ter segurança contra hackers e alertar os profissionais para que não sejam descuidados - pondera Soares, que também é primeiro-secretário da Associação Médica Brasileira. - A ética profissional não deve ser ignorada. O médico não deve se esconder atrás da máquina. Ele continua responsável por seus atos.
A relação entre tempo de consulta e preço aventada por Dorsey também deve ser descartada.
- Para examinar uma pessoa, o médico pode precisar de uma hora; em outro caso, 15 minutos já são suficientes - descreve. - Não se deve baixar o preço para que o profissional receba mais pacientes. Há sempre fatores que interferem na velocidade do trabalho. Por exemplo, o envelhecimento da população está provocando o surgimento de novas doenças. Precisamos de tempo para analisá-las.
Os médicos são unânimes ao afirmar que as consultas virtuais podem complementar as visitas pessoais, mas jamais vão substituí-las. De acordo com Soares e Volschan, a presença do paciente no consultório reforça a intimidade e facilita a identificação de uma enfermidade, inclusive de sintomas que não foram motivo do agendamento da consulta.
- O médico ainda precisará de informações do histórico do paciente e analisar seu corpo - avisa Soares. - Mesmo com a nova tecnologia, um médico local deve acompanhar a evolução do tratamento. Em algumas áreas do país pode ser difícil encontrar um profissional que realize este monitoramento. Então, é possível que o regulamento da telemedicina não avance da mesma maneira em todas as regiões.
- Existem sutilezas típicas do contato presencial, levando a relação entre médico e paciente a um nível que não seria alcançado por um meio eletrônico - argumenta Volschan. - O exame físico nos permite analisar emoções que podem contribuir para realizar o diagnóstico.
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Barreiras da burocracia
| CORREIO BRAZILIENSE - DF |
ECONOMIA |
Matéria |
17/07/2016 |
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Os especialistas são claros: não há, hoje, consenso sobre como evitar problemas decorrentes das portabilidades extraordinárias ou especiais, ou mesmo em processos de leilão ou de compra de carteiras de uma operadora por outra. Mas é possível amenizar os impactos da troca de plano por meio da portabilidade regular ou convencional, que permite aos consumidores migrarem para convênios da mesma operadora, ou de outra empresa, por vontade própria.
Kayo Leite, do escritório Miranda Leite Advogados, recomenda esse tipo de portabilidade somente no caso de complicações financeiras das operadoras. "Os clientes devem ficar atentos e formalizar reclamações aos Procons e à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Isso ajuda todos os participantes do plano", diz.
A principal recomendação é para que os beneficiários fiquem atentos às intervenções feitas pela agência reguladora. O alerta também vale para casos de reincidentes suspensões de comercialização de planos de saúde. Apesar de ser uma medida meramente punitiva, os primeiros sinais de operadoras perto de um processo de falência são a má prestação de serviços.
Fazer a portabilidade regular foi um tormento para o produtor musical Tony Alves, 47 anos. Ele afirma que foi obrigado a superar uma série de "armadilhas", mesmo cumprindo todas as exigências, que não são poucas (veja quadro). Ao observar todas as dificuldades enfrentadas pela Unimed Paulistana, ele tomou à frente e adotou os procedimentos necessários para transferir o sogro, que era beneficiário de um plano da empresa para outra antes do encerramento definitivo das operações.
Doença
Em consulta a corretores, Alves foi informado que a portabilidade era impossível para a idade do sogro, de 75 anos, e diagnosticado com um câncer no estômago ainda em 2015. Mesmo em consulta ao site da ANS, ficou sem respostas. "Como o plano era individual, havia pouquíssimos convênios compatíveis. Os que estavam disponíveis pertenciam a operadoras de que nunca havia ouvido falar, a preços bem mais altos", conta. Não fosse pela insistência e horas de estudo para entender as normas da portabilidade, teria desistido.
"O que dá a entender é que as operadoras colocam os mais diversos empecilhos para que as pessoas desistam da portabilidade convencional. Principalmente quando a mudança envolve uma pessoa idosa e com doença pre-existente. São colocadas todas as barreiras possíveis", critica. Felizmente, a portabilidade foi feita. Tony transferiu o convênio do sogro para uma administradora de benefícios coletivos por adesão.
Caso as dificuldades persistam, o caminho deve ser a Justiça, recomenda Renata Vilhena Silva, do escritório Vilhena Silva Advogados. "É preciso documentar todas as etapas percorridas para mostrar ao Judiciário que, mesmo decorrido o prazo previsto, o consumidor não teve a portabilidade aceita", diz. (RC e HF)
Justificativas da ANS A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) ressalta que, antes das portabilidades extraordinárias e especiais, as operadoras com problemas simplesmente saiam do mercado sem que os consumidores tivessem a garantia de aproveitar a carência e a cobertura parcial temporária já cumpridas. "Portanto, essas portabilidades são mecanismos importantes para proteger os consumidores de empresas que estão em processo de saída ordenada do mercado", diz. E mais: as empresas são obrigadas a informar a todos os consumidores tanto a data de início quanto o fim do período para a troca de plano.
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Governo anuncia verba milionária para a saúde
| AQUI - BH |
GERAL |
Matéria |
16/07/2016 |
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O Governo de Minas Gerais vai liberar R$ 227,5 milhões para a área de Saúde no estado. O anúncio foi feito pelo secretário de Estado da Saúde, Sávio Souza Cruz, durante a 224ª Reunião Ordinária da Comissão lntergestores Bipartite (CIB-SUS), realizada no meio desta semana.
Os recursos, oriundos do Tesouro Estadual, serão liberados ainda neste mês. Do total da verba liberada, R$ 40 milhões serão destinados para questões judiciais; R$ 10 milhões para pagamento dos fornecedores e R$ 120 milhões para quitar o último quadrimestre de 2015 da Atenção Básica - representada, principalmente, pelos postos de saúde que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
"Esperamos dar um alívio às secretarias municipais de Saúde na Atenção Básica. Vamos continuar trabalhando para obter os recursos e, dessa forma, garantir os serviços da saúde e ampliar as possibilidades de atendimento" disse o secretário.
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Aumenta número de agressões a médicos e enfermeiros (ASSOCIAÇÃO MÉDICA DA PB)
| CORREIO DA PARAÍBA - PB |
CIDADES |
Coluna |
17/07/2016 |
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É assustador. Mais de 3 300 médicos e enfermeiros sofreram algum tipo de agressão (verbal e/ou física), no último ano. Esses dados foram registrados em São Paulo, mas também são percebidos (em maior ou menor escala) em outros estados do país, inclusive na Paraíba. Parte dos médicos entrevistados relatou que a insatisfação dos pacientes e familiares é com o sistema público de saúde. É inadmissível que os profissionais se responsabilizem pela má gestão do poder público.
Grupo é criado para combater a violência
Devido ao altíssimo número de agressões, o governo de São Paulo criou um grupo de combate à violência contra os profissionais de saúde. Os casos serão mapeados para elaboração de estudos visando à sua prevenção e repressão. A ideia virou realidade em São Paulo, mas bem que poderia ser ampliada para todo o Brasil.
AMB e CFM lançam cartilha sobre descontratualização
A Associação Médica Brasileira (AMB) e o Conselho Federal de Medicina (CFM) disponibilizam documento com orientações, aos médicos, sobre os requisitos mínimos para a contratualização com operadoras de planos de saúde. Segundo a lei, o não cumprimento das obrigações prevê penalidades para o prestador de serviços e para a operadora de planos de saúde. A AMB e AMPB (Associação Médica da Paraíba) pode ajudar os médicos interessados e/ou com dúvidas.
Inscrições abertas para Fórum de Integração do Médico Jovem
Nos dias 10 e 11 de agosto, acontece em Brasília, o I Fórum Nacional de Integração do Médico Jovem. Durante os dois dias, representantes de entidades médicas, estudantes e autoridades abordarão temas relacionados ao ensino, residência médica no Brasil e a saúde mental do médico jovem. As inscrições estão abertas e são limitadas.
Inscrições no site: www.eventos.cfm.org.br
Inscrições Abertas para Pós-Graduação em Perícia Médica
A especialização tem carga horária de 360 horas. Foi desenvolvida, especialmente, para graduados em medicina que pretendem atuar como peritos médicos. O curso pretende habilitar e atualizar o médico, preparando-o para o ingresso e evolução no exercício profissional da Perícia Médica em suas diversas modalidades: Administrativa, Previdenciária, Judicial, Tráfego e Securitária. Para inscrições e outras informações, basta acessar o site fundacaounimed.org.br, e-mail: faleconosco@ fundacaounimed.org.br ou telefone: 0800 70 21 301.
Rápidas
▶ Até 24 de julho, estão abertas as inscrições para o Curso de Atualização em Boas Práticas Clínicas. A carga horária é de quatro horas. Mais informações, através do e-mail secad@inca.gov.br ▶ Estão abertas as inscrições para o IV Fórum de Medicina do Trabalho, que será realizado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) no dia 12 de agosto, em Brasília. No site do CFM, o interessado encontra todas as informações.
▶ A delegação brasileira, que participou da reunião de alto nível da Assembleia Geral da ONU sobre o fim da Aids, realizada na sede das Nações Unidas em Nova York, reiterou o compromisso do país com a aceleração da resposta para acabar com a epidemia da doença até 2030.
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Medicina preventiva chega às empresas
| DIÁRIO DA AMAZÔNIA - RO |
CIDADES |
Matéria |
16/07/2016 |
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Para avaliar e acompanhar a saúde dos trabalhadores do laticínio Tradição, a Unimed Ji-Paraná realizou ontem (14), ações de prevenção de doenças e educação em saúde, por meio do serviço de Medicina Preventiva.
No Espaço Bem Viver montado na empresa, os funcionários tiveram a pressão arterial aferida, realizaram teste de glicemia e fizeram pesagem para posterior cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC). O objetivo da ação é traçar o perfil de saúde dos funcionários.
Todos receberam orientação adequada, com apoio de nutricionista e de enfermeiras no acompanhamento da avaliação. "Nossa ação visa melhorar a qualidade de vida, assim como a saúde do colaborador, evitando problemas futuros que possam comprometer a sua saúde e o desempenho no trabalho", comentou Elen Belfor, enfermeira da Medicina Preventiva.
O resultado final da ação é satisfatório, segundo os profissionais da equipe, levando informações e cuidados básicos de saúde para estimular hábitos saudáveis e impedir o avanço de doenças crônicas para todos os colaboradores.
A Medicina Preventiva da Unimed Ji-Paraná é composta de profissionais nas áreas de medicina, enfermagem, nutrição, psicologia entre outras. (AI)
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Planejamento prevê macas até em cantina de hospital
| EXTRA - RJ |
CIDADE |
Matéria |
16/07/2016 |
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Fiscalizações realizadas pelo Conselho Regional de Medicina do Rio (Cremerj) nas cinco unidades hospitalares municipais de referência para atendimento durante a Olimpíada concluíram que elas não estão preparadas para o evento. No Hospital Salgado Filho, no Méier, por exemplo, o planejamento para casos de múltiplas vítimas prevê que os leitos da sala de média gravidade (sala amarela) sejam transferidos para o espaço da cantina desativada do hospital.
O Cremerj ressaltou que as condições do local não são adequadas para internação de pacientes por se tratar de um espaço aberto, sem rede de oxigênio.
O alerta foi divulgado ontem, em entrevista coletiva na sede do conselho. Entre os dias 1º e 10 de julho, a Comissão de Fiscalização do Cremerj esteve nos hospitais Souza Aguiar, Salgado Filho, Miguel Couto, Albert Schweitzer e Lourenço Jorge, além da CER Barra, anexa ao Lourenço Jorge, da CER Leblon, ligada ao Miguel Couto, e da CER Centro, ao lado do Souza Aguiar.
Em todas as unidades fiscalizadas foi constatado que as atuais condições de funcionamento e ocupação não permitem a acomodação de novos pacientes. "Há ainda um grande número de pacientes internados, de forma improvisada, nos corredores, em macas de transporte, poltronas e cadeiras, devido à falta de leitos e de estrutura adequada", afirma o relatório, que será entregue à Secretaria municipal de Saúde.
- É necessária ainda a aplicação de recursos para a abertura de leitos de retaguarda - disse o presidente do Cremerj, Pablo Vazquez.
A secretaria afirmou que as cinco unidades estão preparadas e lembrou que o Ministério da Saúde tem 135 leitos de retaguarda nos hospitais federais.
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EUA tem 1º caso de zika transmitida por relação sexual
| EXTRA - RJ |
CIDADE |
Matéria |
16/07/2016 |
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O zika continua a causar surpresas negativas. O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos anunciou ontem a descoberta do primeiro caso de transmissão sexual do vírus de uma mulher para um homem. O caso foi registrado em Nova York.
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Longa espera que pode ser fatal
| EXTRA - RJ |
CIDADE |
Matéria |
17/07/2016 |
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Entre o resultado da mamografia e o início do tratamento, passaram-se longos e angustiantes seis meses. Era abril de 2013 quando a esteticista Suzana Araújo, de 44 anos, iniciou sua luta contra três tumores agressivos na mama. Nem os exames realizados na rede privada puderam acelerar a cirurgia e a quimioterapia que vieram a seguir. Um ano depois, a notícia: metástase óssea.
Apesar de estar em vigor no país, desde maio de 2013, uma lei que determina que o tratamento deve ser iniciado em até 60 dias após o diagnóstico, quatro em cada dez pacientes com câncer que procuram unidades de saúde do SUS só iniciam seu tratamento depois desse prazo. A maioria só após 90 dias ou mais.
Os dados estão no Sistema de Informação do Câncer (Siscan), uma plataforma do Ministério da Saúde abastecida pelos centros de tratamento, que está sendo implantada em todo o país.
Segundo o Siscan, até o dia 5 de abril, 43% dos pacientes haviam sido atendidos após esse prazo máximo de 60 dias, e é bem provável que esses dados sejam otimistas. Isso porque o sistema inclui apenas 58.294 casos de câncer, menos de 1% do total de novos casos estimados para este ano no Brasil, pelo Instituto Nacional de Câncer (596 mil casos).
- A falta de acesso ao diagnóstico e ao tratamento ou a demora em aprovar e oferecer tratamentos eficazes têm consequências - alerta o oncologista Carlos Barrios, professor da PUC do Rio Grande do Sul.
A demora pode agravar a situação do paciente. O impacto depende do estágio e de cada tipo de câncer. Em alguns casos, a espera pode ser fatal. Além disso, o prazo é fixado a partir do resultado da biópsia, mas uma parte substancial do atraso ocorre antes da realização do exame.
- Há mais de dez anos, mulheres com um tipo de câncer de mama metastático são privadas dos avanços da medicina por não terem acesso a tratamentos modernos no SUS. Temos lutado por isso e, ao mesmo tempo, ainda temos que batalhar para ter o básico, como uma biópsia, que é um gargalo no processo de diagnóstico - diz a mastologista Maira Caleffi, presidente da Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama).
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Saúde descarta a presença da meningite B em Campos
| FOLHA DA MANHÃ - CAMPOS DOS GOYTACAZES |
GERAL |
Matéria |
17/07/2016 |
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O infectologista e professor titular de doenças infecciosas da Faculdade de Medicina de Campos, Nélio Artiles, afirmou que não existe motivo real e concreto que justifique a vacinação em massa com a vacina ACWY ou Meningo B. Estas vacinas nunca foram ofertadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), em todo território nacional, e não há indicações neste momento, segundo os critérios do Ministério da Saúde, para sua implantação na rede pública de saúde.
A vacina Meningo C não está em falta na rede pública de saúde. Além disso, não há, no momento, a confirmação da presença da meningite B circulando em Campos. Todos os exames deram negativos para ela até agora, como alertou o responsável técnico da Direção de Vigilância em Saúde, Charbell Kury.
Quem desejar vacinar seu filho com as vacinas ACWY e Meningo B, e puder fazê-lo, não está impedido, mas não há motivo para alardes ou pânico.
A Direção de Vigilância em Saúde está atuante no combate às meningites em Campos, e com altas taxas de cobertura vacinal. "As medidas preventivas do município vão além das recomendações do ministério da Saúde", assegurou Charbell.
(A.N.)
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Inverno exige uma atenção especial à saúde dos idosos
| JORNAL DA MANHÃ - MG |
GERAL |
Matéria |
17/07/2016 |
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A gerontóloga Elizabeth Carvalho dos Santos Freitas afirma que é preciso atenção às roupas usadas pelos idosos nesta época do ano
Durante a estação mais fria do ano, iniciada no dia 20 de junho, os cuidados com a saúde dos idosos devem ser redobrados. "Neste período de baixas temperaturas, é importante para o idoso que cuidadores e familiares tomem certas precauções, pois a população da terceira idade tem a saúde muito vulnerável", diz a enfermeira Larissa Carvalho Silva.
A profissional destaca que pessoas na terceira idade são mais suscetíveis à hipotermia no inverno ou a contraírem uma doença. "Uma simples gripe pode deixá-las de cama, o que já é um sinal de alerta, pois, a partir daí podem surgir outras doenças, como a pneumonia. As pessoas mais velhas têm uma menor circulação sanguínea e um metabolismo mais lento, o que propicia o aparecimento de doenças", reforça.
Larissa lembra também que os idosos são bastante propensos à desidratação, pois a maioria deles come e bebe menos que as pessoas mais jovens. "De uma forma geral, nesta época do ano, as pessoas também sentem menos sede e acabam não ingerindo a quantidade suficiente de líquido para manter os níveis de água no organismo normalizados. Só que nos idosos, a tendência a uma desidratação é maior, o que pode provocar acúmulo de secreções e aumentar o risco de doenças respiratórias", explica.
No tempo mais frio, o aparecimento de constipações e de gripes também é mais frequente e, no caso dos idosos, mais preocupante. "Considerando que o inverno é a estação do ano mais propícia ao desenvolvimento e à propagação de vários tipos de vírus, os idosos precisam estar protegidos. A primeira atitude é, sem dúvida nenhuma, a prevenção. É primordial que tomem a vacina da gripe durante o período da campanha. Pessoas com mais de 60 anos têm o direito à dose da vacina e não devem ficar sem a imunização. A vacina demora alguns dias para fazer efeito e, no período de frio, as chances de contágio da doença aumentam. A pessoa idosa deve ser vacinada todos os anos", alerta.
Segundo dados do Ministério da Saúde, a vacina contra a gripe é segura e evita o agravamento da doença, internações e, até mesmo, óbitos por influenza. Estudos demonstram que a imunização pode reduzir entre 32% e 45% o número de hospitalizações por pneumonias e de 39% a 75%, a mortalidade por complicações da influenza.
Para a gerontóloga Elizabeth Carvalho dos Santos Freitas, administradora de um hotel geriátrico, ficar atento às roupas usadas pelos idosos também é importante. "O que os idosos vestem no inverno é determinante para o seu bem-estar e conforto. Usar roupas quentes e estar em ambientes bem aquecidos evitam a perda de calor e minimizam o risco de hipotermia, comum em pessoas na terceira idade, principalmente durante o inverno. Os cuidados são simples e praticamente os mesmos que temos conosco mesmo, mas como os idosos são mais frágeis e muitas vezes mais debilitados, tanto fisicamente quanto psicologicamente, é preciso que cuidadores e familiares ofereçam mais atenção, carinho e dedicação a eles", conclui.
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Unimed completa 28 anos com grandes descontos
| JORNAL DO ESTADO - MG |
LOCAL |
Matéria |
15/07/2016 |
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A Unimed Sul Mineira está comemorando 28 anos e preparou um presentão de aniversário com grandes descontos para usuários do plano, famíliares e empresas.
Planos de Saúde com 10% de desconto nas mensalidades por 12 meses! Isso mesmo, 10% de desconto por 12 meses! E tem mais, a Unimed Sul Mineira está oferecendo também isenção de carência para consultas e exames simples.
Mas atenção, a promoção é válida somente até 31 de julho. Corra e aproveite! Para mais informações ligue para (35) 3449.1801 ou 0800-9401820.
Outros contatos: Unimed Sul Mineira (Sede Administrativa Pouso Alegre): Av. Marechal Castelo Branco, 75 - Coronel Evaristo A. Junqueira (35) 3449-1801 Cambuí - Unidade Comercial e Administrativa: Praça Prof. Maximiano Lambert, 13 - Centro | (35) 3431-2623 Extrema - Centro de Especialidades Unimed: Rua Vereador José de Oliveira, 51 - Jardim São Cristóvão II | Tel.: (35) 3435-5800 Santa Rita do Sapucaí - Unidade Comercial e Administrativa: Rua Delfim Moreira, 356 / sala 104 - Centro | (35) 3471-3232 Ouro Fino - Unidade Comercial e Administrativa (UCA): Rua Major Sebastião Pires, 111 - Sala 1 - Centro |(35) 3441-3335
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Mesa-redonda no Teatro Popular
| O FLUMINENSE - RJ |
CIDADES |
Matéria |
17/07/2016 |
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Diretores dos três principais institutos de pesquisa biomédica do País, Edimilson Migowski, do Vital Brazil, sediado em Niterói; Wilson Savino, da Fundação Oswaldo Cruz, do Rio de Janeiro; e Jorge Kalil, do Butantan, de São Paulo, vão participar, pela primeira vez, de uma mesa redonda sobre as ameaças à saúde pública no Estado do Rio, mediada pelo médico Luiz Antônio Santini, ex- -diretor do Inca e da Faculdade de Medicina da UFF.
O seminário acontece no próximo dia 28, no Teatro Popular Oscar Niemeyer, em Niterói, das 8h às 13h.
A ameaça de doenças transmitidas pelo mosquito aedes aegypti, que tem preocupado atletas estrangeiros e feito até alguns desistirem de participar das Olimpíadas do Rio, vai ser um dos principais temas do evento, organizado pela Associação Pestalozzi de Niterói e pelo Instituto de Lógica, Filosofia e Teoria da Ciência (ILTC).
Segundo o professor José Raymundo Romeo, presidente da Pestalozzi, o seminário pretende levar aos cidadãos as orientações de estudiosos, pesquisadores e cient istas sobre todas as questões que envolvam a presença de agentes infecciosos em nosso País, muito especialmente do Aedes aeg ypt i, sem descuido do vírus da Inf luenza A (H1N1), ao mesmo tempo em que busca melhor informar a todos sobre as instâncias responsáveis pelo atendimento comunitário de saúde, também com destaque para o atendimento aos portadores de def iciências, muito especialmente aos que são atingidos pelo zika.
O evento é gratuito, mas as vagas são limitadas. A inscrição pode ser feita no site org.br>.
Números - O Ministério da Saúde divulgou, no último dia 7, novos dados de microcefalia. Até 2 de julho, foram confirmados 1.656 casos de microcefalia e outras alterações do sistema nervoso, sugestivos de infecção congênita em todo o Brasil. Outros 3.130 casos suspeitos de microcefalia em todo o País permanecem em investigação pelo Ministério da Saúde e pelos estados.
Em relação aos óbitos no mesmo período, foram registrados 334 mortes suspeitas de microcefalia e/ou alteração do sistema nervoso central após o parto ou durante a gestação (abortamento ou natimorto). Isso representa 4% do total de casos notificados. Destes, 92 foram confirmados para microcefalia e/ou alteração do sistema nervoso central.
Outros 184 continuam em investigação e 58 foram descartados.
Em 1º de fevereiro, a Organização Mundial de Saúde (OMS) decretou "Emergência de Saúde Pública Internacional" como consequência da ameaça que o mosquito traz para o mundo todo.
Segundo o último levantamento da OMS, divulgado em maio, o Brasil registrava 1.271 casos de microcefalia atribuídos ao vírus zika.
Desde a reformulação do Regulamento Sanitário Internacional, em 2007, apenas três doenças receberam este status da OMS: H1N1, em 2009; poliomielite, em 2014; e, o último alerta, também em 2014, quando o surto do ebola se expandia em países da África. n
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Regulamentação do Cocó agora espera nomeação de titular da SPU
| O POVO - CE |
COTIDIANO |
Matéria |
16/07/2016 |
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Foi iniciado, na manhã de ontem, o projeto de reflorestamento do Parque do Cocó, no Polo de Lazer do Tancredo Neves. A área, de pouco mais de um hectare (10 mil metros quadrados), recebeu o plantio de mil mudas de 15 espécies nativas. 150 delas serão destinadas à arborização do equipamento, que faz parte dos 1.050 hectares da proposta de demarcação oficial da poligonal do Parque do Cocó, ainda não realizada.
A região foi urbanizada em 2003 e estava em situação de abandono. A população relatou que o polo estava tomado por mato e mal iluminado. Desde o início do ano, a Secretaria do Meio Ambiente do Estado (Sema) e lideranças da comunidade começaram a discutir melhorias para o local. Segundo Artur Bruno, o primeiro passo foi realizar limpeza e melhoria de iluminação.
Durante o ato, o secretário indicou que, após sucessivos adiamentos, a regulamentação do parque esbarra hoje na espera pela nomeação do novo titular da Superintendência do Patrimônio da União (SPU), em decorrência da mudança na Presidência da República. Segundo Artur Bruno, para a continuação do processo, é necessário resolver a pendência federal.
"Não podemos assinar um decreto sem tratar com o Governo Federal sobre todos os passos. Assim que o novo superintendente for nomeado faremos uma reunião para expor tudo o que fizemos desde o ano passado, quais os passos tomados e a documentação para retomar o processo", afirma Bruno. Ainda assim, ele estima que até o fim do ano o parque esteja regulamentado definitivamente.
Ontem, no Tancredo Neves, além da início do reflorestamento, ocorreram ações de educação ambiental. A atividade teve o patrocínio da Unimed Fortaleza, com o apoio técnico da Sema, Departamento Estadual de Rodovias (DER) e Secretaria da Conservação e dos Serviços Públicos (SCSP) da Prefeitura de Fortaleza.
Em parceria com a Unimed, quatro pessoas da comunidade serão capacitadas para fazer, por dois anos, a manutenção das árvores plantadas. "Queremos criar um pacto com a sociedade para gerar sentimento de pertença ao local", afirma Artur Bruno.
Segundo Aurileide Alves, 45, o polo melhorou, mas "ainda não está totalmente bom". "Quando terminar, tudo vai ficar melhor. Eu vou começar a fazer caminhada aqui, porque iluminação deixou o local mais seguro".
Na manhã de ontem, a Unimed realizou aferição de pressão arterial, vacinação, orientação sexual, entre outros serviços de saúde durante o início da arborização.
Saiba mais
O processo de regulamentação do Parque do Cocó é realizado em parceria com a Prefeitura de Fortaleza e com o Governo Federal, por meio da SPU. Com o decreto definitivo, será lançado concurso de ideias para que arquitetos planejem equipamentos de lazer, cultura e esporte em, pelo menos, oito áreas do parque. Há previsão de que toda a área demarcada seja contornada por cerca verde e sejam construídos ciclovia e calçadão.
Artur Bruno afirma ainda que a proposta de médio e longo prazo é envolver a sociedade, empresários, universidades, prefeituras por onde o rio passa e ONGs para preservar o rio Cocó e suas florestas.
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Proposta de criar planos de saúde populares causa polêmica no setor
| O POVO DO RIO |
GERAL |
Matéria |
18/07/2016 |
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A proposta de criar planos de saúde mais baratos e com menos serviços do que os já existentes, feita pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, tem gerado polêmica no setor.
Por um lado, as operadoras apoiam uma revisão das regras setoriais, por outro, profissionais ligados à saúde coletiva dizem que as medidas trariam perdas para o Sistema Único de Saúde (SUS).
Solange Beatriz Mendes, presidente da FenaSaúde, associação que representa algumas das maiores operadoras de planos de saúde do país, entende que o setor tem que pensar novos produtos já que os custos para operadoras estão "excessivamente altos". "Hoje temos custos na saúde acima da capacidade de pagamento da sociedade, tanto de empregadores quanto de pessoas físicas, então temos que encontrar um modelo que atenda a expectativa da população dentro do tamanho do seu bolso".
A ideia de Ricardo Barros é criar uma nova opção de planos de saúde com preços mais acessíveis e com mais gente usando a saúde privada, desafogando um pouco o SUS. O ministro tem defendido que o orçamento da pasta nunca conseguiu arcar com todas as despesas desde a criação do SUS e que quanto mais pessoas contratarem planos de saúde, melhor para a saúde do país como um todo.
Atualmente, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), órgão responsável por regular o setor de planos de saúde, tem um rol de procedimentos obrigatórios que todas as empresas devem ofertar aos clientes.
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Câncer avançado de pulmão é mais comum em pessoas de meia idade
| O POVO DO RIO |
SAÚDE |
Matéria |
18/07/2016 |
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Estudo realizado no Cancer Research UK (Reino Unido) e apresentado recentemente num congresso na cidade de Manchester revela que pacientes com idade entre 50 e 64 anos são muito mais diagnosticados com câncer de pulmão em estágio avançado do que pacientes mais velhos. Pessoas em seus 70 anos ou mais costumam ser diagnosticadas nos primeiros estágios da doença.
O estudo tomou como base dados de 34 mil britânicos com diagnóstico de câncer de pulmão em 2013. Foi a primeira vez que um estudo em nível nacional relacionou o estágio da doença com a idade dos pacientes que receberam diagnóstico.
De acordo com um dos pesquisadores, David Kennedy, novos estudos serão realizados para saber se relação semelhante acontece com outros tipos de câncer.
No Reino Unido, 45.500 novos casos de câncer pulmonar são diagnosticados todos os anos. Seis de cada dez casos envolvem pessoas com mais de 70 anos. No Brasil, dados do INCA (Instituto Nacional do Câncer) preveem mais de 28 mil novos casos da doença este ano (atingindo cerca de 17 mil homens e 11 mil mulheres). Vale ressaltar que o câncer de pulmão é uma das principais causas de morte evitáveis, já que em 90% dos casos está associado ao tabagismo. Tosse, falta de ar, presença de sangue no catarro, dor no peito e nos ombros são alguns dos sintomas mais comuns, principalmente quando associados à perda de peso.
Na opinião do radiologista de tórax Moacir Moreno Junior, do CDB Medicina Diagnóstica, em São Paulo, esse tipo de câncer, quando dá sinais, geralmente está em fase avançada.
Daí a importância dos exames anuais depois dos 50 anos, principalmente se a pessoa é fumante ativa, fumante passiva, ou tem história de câncer na família.
O médico, que costuma analisar os exames de mais de mil pacientes por ano com suspeita de câncer pulmonar, diz que a tomografia computadorizada (TC) é um dos mais eficientes recursos para detecção e acompanhamento da doença. "A tomografia computadorizada deve ser realizada em pacientes com histórico de tabagismo pesado, mas cabe ao médico solicitante tomar essa decisão juntamente com o paciente, levando em conta outros fatores relacionados ao contexto clínico".
Moreno explica que a tomografia possibilita uma visão em fatias milimétricas de todo o pulmão, permitindo detectar e medir as dimensões de um nódulo, sua posição e relação com as demais estruturas ao redor.
"A TC também pode ser utilizada, quando indicada, como alternativa para guiar biópsias de lesões pulmonares, que auxiliam a fazer o diagnóstico de tumores ainda em estágio inicial, aumentando as chances de cura. É importante dizer que, mesmo quando o exame não identifica um nódulo, isso não isenta o paciente de vir a desenvolver câncer pulmonar num futuro próximo, principalmente se continuar a fumar. A adoção de hábitos mais saudáveis é imprescindível em qualquer fase da vida".
É importante ficar atento: tumores de localização pulmonar central podem provocar tosse, ronco e falta de ar. Já os que estão instalados no ápice pulmonar podem desencadear dores nos ombros e braços. Mas, há tumores de pequenas dimensões e tipos silenciosos de câncer que não dão sinais. Esses ou estão localizados em uma região mais periférica do pulmão, ou têm dimensões tão pequenas que ainda não produzem sintomas. É justamente nessa fase inicial que as chances de cura são maiores se a lesão for detectada o quanto antes.
Fontes: http://www.medicalnewstoday.
com/releases/ 310942.php Dr. Moacir Moreno Junior, médico coordenador do grupo de radiologia torácica do CDB Medicina Diagnóstica, em São Paulo - www.cdb.com.br
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Tire suas dúvidas sobre a cesárea
| O POVO DO RIO |
SAÚDE |
Matéria |
18/07/2016 |
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De acordo com a Organização Mundial da Saúde, 56% dos nascimentos no Brasil são por cesáreas - o índice chega a 84,6% na rede privada. Este percentual crescente vai à contramão do recomendado pelo órgão internacional, cuja orientação é que fique entre 10% e 15%. Por segurança e até mesmo comodidade, muitas gestantes preferem esta via, a qual pode ser programada e evita as dores comuns do parto.
Amplamente procurada pelas futuras mamães, a cesárea ainda provoca muitas dúvidas, sobretudo na preparação para a cirurgia. "A operação dura de uma hora a uma hora e meia. Uma das maiores questões é quanto à anestesia: ela não faz a mulher dormir, justamente para acompanhar o nascimento do filho. Inclusive, ela também serve apenas para retirar a dor, permitindo sensações de tato", esclarece Paulo Nowak, membro da Associação de Ginecologia e Obstetrícia do Estado de São Paulo (SOGESP).
Anestesia Causa da principal aflição das que decidiram pela cesariana, a raquidiana, apelidada de ráqui, é aplicada entre as vértebras da coluna, após o profissional passar um anestésico local, inibindo a dor da picada. Diferentemente da peridual, utilizada para partos normais, ela possui ação imediata, dosada uma única vez e com duração limitada.
Alguns dos sintomas pós-parto são efeitos colaterais da anestesia, como enjoo.
"Pode ser desde efeito da ráqui, até a posição de barriga para cima, podendo causar vômitos.
Além disso, também nos deparamos com quadros de tremedeiras - a anestesia faz com que a mulher perca mais calor pela dilatação dos vasos sanguíneos da pele", explica.
Nowak também informa que é normal a pressão cair na primeira levantada após o parto: "Existem várias causas para isso, incluindo a perda sanguínea, a anestesia e o longo período deitada. O ideal é levantar devagar e com auxílio dos profissionais de enfermagem".
Quanto à morfina, o obstetra alerta que pode causar coceira, principalmente na face. "A intensidade varia para cada mulher.
Cerce de duas horas após a cirurgia a reação já diminui, caso contrário, é possível fazer uma medicação que funciona como antídoto", diz.
Operatório É importante manter a bexiga vazia e, para tanto, é colocada sonda uretral. "Sua aplicação é necessária, haja vista que a bexiga fica posicionada na frente do útero, e se estiver cheia vai atrapalhar a localização do mesmo e a retirada do bebê", explica o obstetra.
Durante o procedimento é normal muitas mulheres reclamarem de um cheiro de queimado - de acordo com Nowak, o odor é atribuído ao bisturi e, ao contrário do que muitas julgam, todos da sala podem sentir o cheiro; é natural.
A recuperação total leva cerca de um ano, até estar apta a engravidar novamente - porém em 40 dias já é possível voltar às atividades diárias.
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Dor de Câimbras: como se prevenir
| O POVO DO RIO |
SAÚDE |
Matéria |
18/07/2016 |
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Dolorosas e inesperadas, as contrações musculares involuntárias, conhecidas como câimbras, não escolhem faixa etária ou gênero para incomodar. Segundo o Dr.
Eduardo Rauen, membro da Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (SBED), da Sociedade Brasileira de Anestesiologia (SBA) e da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN), pelo menos 95% das pessoas experimentarão esta sensação dolorosa em algum momento de sua vida.
No entanto, segundo dr.
Eduardo, há variáveis que tornam certas pessoas mais suscetíveis ao quadro: a mais comum e popularmente conhecida é o excesso de atividades físicas sem o devido descanso muscular, além da desidratação do músculo.
Outras possíveis causas são a falta de magnésio e cálcio, além do uso de medicamentos como diuréticos, remédios anti-hipertensivos e contra colesterol.
Embora afete todas as idades, as câimbras, principalmente à noite, se tornam mais comum a partir dos 50 anos, quando aumenta a fadiga muscular e o uso de medicamentos que impulsionam a frequência da dor.
Como formas de prevenção, o Dr. Rauen indica manter a hidratação em dia, descanso muscular regular e, em caso de pacientes que não praticam atividades físicas, fazer um alongamento antes de dormir.
"Uma das indicações é comer bananas, não pelo potássio, como é dito popularmente, pois a substância está ligada ao relaxamento muscular; mas pela glicose, que ajuda na nutrição dos músculos e, consequentemente, combate os episódios dolorosos", esclarece.
No momento específico da dor, porém, alguns métodos são recomendados para aliviar um pouco o sofrimento.
Não adianta apenas relaxar o músculo para interromper a contração, pois ela se caracteriza exatamente por ser involuntária.
O ideal é fazer um alongamento no local com o movimento contrário ao da contração.
"É indicado, ainda, fazer uma compressa morna, de água quente, e uma massagem suave no local da contração, que contribui ao relaxamento do músculo. O principal é alongar o membro acometido" explica Dr.
Eduardo.
Por fim, Eduardo Rauen ainda cita outras condições que podem aumentar o risco de se apresentar câimbras, como a gravidez, que força músculos até então não muito utilizados pela mulher, pacientes sob o tratamento de hemodiálise e condições externas como as baixas temperaturas, que podem aumentar a sua frequência.
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Bromélias não propagam a dengue
| O POVO DO RIO |
SAÚDE |
Matéria |
18/07/2016 |
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Todo cuidado é pouco em relação à dengue. O vírus transmitido pela fêmea do mosquito Aedes Aegypti já fez centenas de vítimas em todo o país. Só no Paraná, no último ano foram registrados mais de 53 mil casos e 59 mortes. Com tratamento baseado apenas no alívio dos sintomas, a principal forma de combate à doença ainda é eliminar os criadouros do mosquito vetor, que também é responsável pela transmissão do Zika e febre Chikungunya.
Qualquer acúmulo de água pode ser um possível foco de proliferação, já que o mosquito se reproduz apenas em água limpa e parada.
Neste contexto, as bromélias, plantas ornamentais tropicais muito comuns em várias regiões do Brasil, vêm sendo injustamente apontadas como responsáveis por propagar a doença. Com mais de 3,2 mil espécies, as Bromélias caracterizam- se pelo agrupamento de suas folhas em formato circular provocando uma retenção de água no centro da planta, o que faz com que as pessoas acreditem ser um local adequado para as larvas do mosquito. Porém, uma pesquisa realizada pelo Instituto Osvaldo Cruz (IOC\Fiocruz), na cidade do Rio de Janeiro (RJ), desmitificou esta crença.
O estudo, desenvolvido pelo biólogo Marcio Mocelin, avaliou 156 bromélias durante um ano inteiro, e apenas 0,07% de um total de 2.816 formas imaturas de mosquitos coletadas nas bromélias durante o período correspondiam ao Aedes aegypt.
Sendo que no mês de abril, período em que houve a maior taxa de captura, das 376 formas imaturas encontradas nas bromélias analisadas apenas dois exemplares eram equivalentes ao gênero Aedes.
Bruno José Esperança, diretor geral da Esalflores, maior floricultura e Garden Center do sul do país, também defende que as bromélias não apresentam perigo. "Algumas pessoas têm resistência, mas sempre esclarecemos estas informações.
Atuamos há 20 anos no segmento e nunca foi relatado qualquer caso de foco de mosquito por nossos consumidores", afirma o especialista.
Além disso, Bruno detalha que a água acumulada pelas bromélias funciona como um reservatório de nutrientes e é constantemente absorvido pela planta.
"Isso difere a água acumulada pela bromélia da água parada em recipientes artificiais, assegurando que elas não são uma ameaça. O monitoramento deve predominar nos focos já conhecidos, como caixas d'água, garrafas e pneus", completa o diretor geral da Esalflores.
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Plano popular pode atrasar tratamentos
| ESTADÃO - ON LINE |
SAÚDE |
Matéria |
16/07/2016 21:52:00 |
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A proposta do ministro Ricardo Barros de criar planos de saúde populares com cobertura mais básica, divulgada há duas semanas, nem será capaz de aliviar a falta de recursos do Sistema Único de Saúde (SUS) nem vai acelerar o atendimento a pacientes com doenças mais complexas. E ainda pode ter efeito contrário, de desorganizar o sistema e atrasar o início de alguns tratamentos. Essa é a visão de vários especialistas em saúde pública ouvidos pelo Estado e reforçada por dados do próprio ministério.
Segundo a pasta, o gasto com ações de atenção básica, como consultas em postos de saúde, representou, no ano passado, 13,7% do orçamento do ministério, enquanto as despesas com procedimentos de média e alta complexidade, como internações e cirurgias, consumiram 42,1%. "Não consigo entender isso como uma solução, pelo contrário, porque muito da alta complexidade quem banca e vai continuar bancando é o SUS. Então a gente percebe que é uma medida que, do ponto de vista técnico, parece não ter justificativa e vai na contramão do que vem sendo feito pela ANS ( Agência Nacional de Saúde Suplementar ), que é evitar planos com baixa cobertura", diz Walter Cintra Ferreira Junior, professor do curso de especialização em administração hospitalar e de sistemas de saúde da Fundação Getulio Vargas.
Para Claudia Travassos, pesquisadora do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o estímulo a planos de baixa cobertura não atenderá às necessidades de saúde da população nem trará economia para o ministério. "O SUS vai continuar arcando com o que é mais caro, portanto, precisando de mais dinheiro. Ou isso é uma ficção ou é uma forma de enganar as pessoas", afirma.
Demora. Os especialistas dizem que os clientes que optarem por um plano de saúde com cobertura restrita poderão ter dificuldades caso precisem de atendimento mais complexo, como uma cirurgia ou um tratamento contra câncer.
"Pode atrasar o início do tratamento para alguns pacientes porque eles podem até conseguir a primeira consulta e o diagnóstico no plano, mas não conseguirão ter continuidade e terão de voltar no início do caminho no SUS, porque não conseguirão usar o encaminhamento do plano na rede pública", diz Mario Scheffer, professor da Faculdade de Medicina da USP e um dos vice-presidentes da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco).
"Isso gera mais gastos, porque vai exigir a realização de novas consultas. Quebra com a organização de um cuidado mais sistêmico e parece que só vem atender aos interesses do setor privado de planos, porque não atende aos interesses nem da saúde nem do ministério nem da população", diz Claudia.
Scheffer afirma que, mesmo hoje, com a regulação feita pela ANS, clientes de planos de saúde com cobertura básica já enfrentam dificuldades. "A gente já conhece esse plano de menor preço com rede credenciada reduzida. Eles acabam criando obstáculos e barreiras para a assistência. Essa medida de criar planos populares poderia piorar esse quadro. O plano popular vai entregar uma ilusão de que o acesso a uma cesta básica de serviços vai satisfazer as necessidades de saúde, mas elas são imprevisíveis."
A estudante Mayr Santos Teixeira, de 28 anos, foi uma das vítimas da demora na autorização de um tratamento oncológico por parte do plano. Em 2009, ela foi diagnosticada com leucemia aguda e foi avisada pelos médicos de que poderia morrer se não iniciasse a quimioterapia em dez dias. "Meu plano só foi aprovar o tratamento 20 dias depois. Por sorte, tive a ajuda de uma médica para conseguir o tratamento pelo SUS e pude começar mais rápido. Acabei fazendo todas as sessões de químio na rede pública porque o plano dificultava demais. Mas tenho vários amigos que morreram no meio do caminho por não conseguir nem no plano nem no SUS", conta.
"Acho que a política do ministério não deveria ser fragmentar mais o sistema, mas estruturar a rede básica e secundária do próprio SUS para dar a atenção de forma mais rápida", diz Ferreira Junior.
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"Quem vai fazer a proposta é o mercado", diz ministro da Saúde sobre plano popular
| ESTADÃO - ON LINE |
SAÚDE |
Matéria |
16/07/2016 23:32:00 |
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Há duas semanas o ministro Ricardo Barros divulgou a criação de planos de saúde populares com cobertura mais básica. A proposta foi criticada por especialistas em saúde pública. Segundo eles, a ideia não aliviará a falta de recursos do Sistema Único de Saúde (SUS), não agilizará o atendimento a pacientes com doenças mais complexas e poderá desorganizar o sistema e atrasar o início de alguns tratamentos.
Em entrevista concedida ao Estado , Barros rebateu as críticas e afirmou que o paciente não perderá nada e terá atendimento mais rápido. Leia abaixo os principais trechos.
Qual seria a cobertura desses planos populares e como isso impactaria no SUS?
Quanto mais pessoas tiverem pagando saúde suplementar, mais dinheiro teremos na saúde brasileira. Então, obviamente, quanto mais investimento na saúde, melhor resultado nós vamos ter. Só estou propondo flexibilização na regulação para que as empresas possam lançar no mercado planos com cobertura diferenciada e, evidentemente, preços interessantes.
Quase metade do orçamento do ano passado do ministério foram com ações de média e alta complexidade, que não estariam cobertas por planos mais simples. Tendo em vista esses números, como os planos de cobertura restrita dariam um alívio para o SUS se eles cobririam justamente os procedimentos mais baratos e deixariam os mais caros para a rede pública?
Porque os procedimentos mais baratos você está com a tabela defasada há muito tempo, e precisamos reforço nessa prioridade de atenção básica.
Mas as ações de atenção secundária e terciária também estão com valores defasados...
Nem todas. Tem algumas com preços superiores aos que os planos pagam.
No caso de um plano popular de cobertura mais básica, se houvesse uma situação em que o paciente precisasse de tratamento mais complexo que não fosse coberto, como o oncológico, isso não o prejudicaria?
Todos os brasileiros têm direito à cobertura do SUS. Se ele não tiver plano, tudo dele será SUS. Se ele tiver plano, parte dele será SUS. Se ele tiver um ótimo plano, nada dele será SUS. Então, o que acontece é que, de qualquer forma, tudo que entrar, entra para aliviar o SUS.
Mas especificamente nessa situação, se no meio do caminho o paciente descobre a doença, ele não teria que voltar ao SUS para conseguir um encaminhamento da rede pública? Porque ele não conseguiria se tratar no SUS com encaminhamento do convênio...
Se ele tiver um diagnóstico de câncer, ele vai procurar um encaminhamento da rede pública para fazer o tratamento.
Mas isso não atrasaria o início do tratamento?
Ele não perdeu nada, ele só descobriu que tinha câncer mais cedo e vai sarar mais cedo, vai ter mais chances de cura. Mas que mania vocês têm de ficar procurando defeito nas coisas. Se a pessoa tem acesso à consulta especializada primeiro, se descobre que tem câncer antes, é ruim para ela, por acaso?
Não estou falando a minha opinião, estou falando o que alguns especialistas da área de saúde pública estão argumentando...
Você não tem nenhum especialista a favor do plano popular? Nenhum a favor ou você não quer ouvir os que são a favor? Vocês estão criando um falso dilema. Eu estou absolutamente certo do que estou falando e quem quiser discordar, discorde, mas eu vou fazer igual. Não é possível que vocês não consigam entender que todo dinheiro que entrar a mais na saúde é bom para a saúde. Qual é o defeito? Se eu tiver um plano só de consulta especializada, e eu precisar da consulta e tiver consulta de imediato, que o SUS eventualmente demoraria alguns dias, o que tem de ruim nisso? Procura algum especialista isento, que não seja ideológico, que saiba fazer conta, que tenha o mínimo senso de matemática.
Estou falando com vários especialistas, com professores universitários...
Professor universitário não entende nada de mercado.
Eles dizem que precisam entender melhor sua proposta, ter mais detalhes...
Não tem como entender a proposta porque quem vai fazer a proposta é o mercado. A minha única proposta é botar mais dinheiro na saúde. Eu não vou definir o plano. Quem vai definir são os interesses de mercado. Não é meu papel desenvolver plano, saber qual é a cobertura, nada disso. Estou dizendo que vou propor para flexibilizar a regulação para que mais pessoas possam ter cobertura.
Mas esses planos mais simples não gerariam uma quebra na linha de cuidado ao fragmentar os níveis de atenção, ao fazer que a pessoa volte para a fila do SUS quando o plano não cobrir determinado procedimento?
Não tem quebra de linha de cuidado nenhuma. A pessoa não vai ficar na fila de espera porque ela já está diagnosticada. O sistema pode não ser o melhor do mundo, mas não é burro. Então a gente tem uma noção de prioridade. Essa burocracia que você está desenhando não está no mundo real. Ela não é assim no mundo real. As pessoas têm bom senso.
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Trainees de Ciência e Saúde da Folha lançam especial sobre rede municipal de saúde
| FOLHA - ON LINE |
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Matéria |
16/07/2016 11:48:00 |
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Os trainees do 4º Programa de Treinamento em Ciência e Saúde da Folha lançam neste sábado (16) o especial " Sugestões para a rede municipal de saúde ", com reportagens feitas por eles.
Ao longo de quatro semanas, os dez trainees foram atrás de informações sobre o sistema municipal de saúde de São Paulo. Encontraram os problemas, as melhorias já em curso e sugestões para que o próximo prefeito melhore o atendimento.
Depois de ouvirem as opiniões de 34 especialistas na área da saúde e 13 funcionários da prefeitura, constataram que alguns avanços podem ser feitos quase sem aumento de gastos.
Para conhecer cinco desafios na área da saúde em uma das maiores redes públicas do país, acesse o site do especial .
O Programa de Treinamento em Ciência e Saúde da Folha tem o patrocínio da Qualicorp e da Roche.
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Agemed planeja faturar R$ 400 milhões neste ano
| JORNAL DE SANTA CATARINA - ON LINE |
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Matéria |
18/07/2016 07:02:00 |
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Pedro Assis, presidente da Agemed , fala, nessa entrevista, sobre as razões da expansão da empresa. O planejamento prevê faturar R$ 400 milhões neste ano, um crescimento previsto de 60% sobre a receita apurada no ano passado. A Agemed lança franquias de seu modelo de comercialização, para avançar em regiões onde ainda não atua. O hospital próprio, a ser construído no bairro Boa Vista, exigirá investimento superior a R$ 100 milhões. Para bancar as obras, a empresa joinvilense de prestação de serviços de planos de saúde poderá buscar recursos de bancos - inclusive tentará dinheiro do BNDES.
A Notícia - A economia brasileira passa por um momento de quase estagnação. As empresas reduzem quadros e o crescimento do PIB é próximo de zero. Nesse cenário, a Agemed anuncia a meta de crescer 60% até o fim do ano. Que índice é levado em conta para medir esse crescimento?
Que estratégia explica o resultado?
Pedro Assis - A previsão é de ampliarmos o faturamento em 60% neste ano. No ano passado faturamos R$ 250 milhões e deveremos atingir
os R$ 400 milhões. Há diferentes motivos que explicam isso. Temos uma equipe comercial bastante numerosa, com mais de 350 corretores cadastrados para vender os nossos produtos em todo o Estado de Santa Catarina, no Rio Grande do Sul e no Mato Grosso. Temos 22 unidades comerciais. Ao mesmo tempo, buscamos oferecer produtos de qualidade e diversas opções de planos.
AN - Qual é o foco?
Assis - Sempre atuamos com foco em pequenas empresas, que hoje representam 80% de nossos clientes. Importante: 70% dessas empresas, antes não ofereciam o benefício aos colaboradores. Nossa carteira de planos inclui opções tradicionais - com, e sem co-participação -, e inovações, como o plano com franquias para procedimentos. Este modelo está possibilitando àquelas empresas reduzirem seus custos com o plano de saúde sem comprometer a qualidade do benefício.
AN - Mas vocês conquistaram conta de grandes empresas.
Assis - Com esta estratégia, passamos a conquistar também as grandes empresas. Além da redução dos custos, oferecemos uma excelente rede de prestadores.Outro fator que tem atraído as grandes empresas é o nosso modelo de gestão da carteira. Acompanhamos o comportamento dos beneficiários, e podemos tomar medidas para ajudá-los a usar o plano da melhor forma.
AN - Algum exemplo?
Assis - Em um hotel de Joinville, por exemplo, identificamos que diversas camareiras marcavam consultas com ortopedistas, justamente no período mais frio do ano. Nossa equipe técnica avaliou que o problema era causado pela má-postura no momento de arrumar ou desfazer as camas, com muitos cobertores pesados. Um fisioterapeuta foi ao local e orientou as camareiras sobre como trabalhar da forma mais adequada, evitando a ocorrência daqueles problemas. A diferença é a atenção aos dados disponíveis.
AN - Há outras novidades?
Assis - Outra inovação foi o atendimento médico domiciliar para os casos de emergência médica, em, que uma equipe vai até a casa do beneficiário, presta os primeiros atendimentos e, se for indicação, remove o paciente até o hospital credenciado da operadora. Graças a essas inovações, em Joinville, conquistamos clientes como a Schulz e a Tupy. Tudo isso alterou substancialmente a meta inicial estabelecida de crescer 40% que poderá chegar, e até ultrapassar aos 60% sobre o faturamento do ano passado Já estamos faturando R$ 35 milhões mensais.
AN - Há parcerias?
Assis - Estamos presentes em toda Santa Catarina; em Porto Alegre e Canoas (RS) temos uma forte parceria com o Hospital Mãe de Deus. Também atuamos em Cuiabá, no Mato Grosso.
AN - Qual é o tamanho do mercado?
Assis - O mercado nacional é muito grande. Menos de 25% da população tem plano de saúde. Nos Estados Unidos esse número é superior a 80%. Só no Estado de Santa Catarina ainda tem muito espaço para crescer. Menos de 30% da população tem plano de saúde. Este benefício é indispensável na hora da contratação da mão de obra. Trata-se de um salário indireto.
AN - Qual é a estratégia de expansão da companhia?
Assis - Estamos estruturando uma mudança importante na estratégia de expansão, com o lançamento de franquias do nosso sistema de comercialização. A Vanquisher Franchising Ltda, a mais nova empresa do grupo, vai ser uma importante aliada neste esforço para estruturar as operações de crescimento para outros Estados. Essa franquia terá diferenciais importantes. O parceiro pagará uma taxa inicial, calculada a partir do potencial de cada mercado e beneficiado, com todo o conhecimento comercial, publicidade, treinamento de equipe. A remuneração será por meio do pagamento de um percentual sobre a carteira conquistada.
AN - Quais os planos para os próximos meses?
Assis - Para este ano, estamos nos preparando para, em agosto, inaugurarmos a agência Curitiba, e algumas franquias em pequenas cidades do Estado de Santa Catarina, no Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso. Em setembro, a inauguração do espaço saúde Tupy, uma clínica médica com laboratório, clínica de fisioterapia e clínica de imagem com mais de 1600 m2. Aí, o investimento será superior a R$ 4,5 milhões.
AN - Em que estágio se encontra o projeto do hospital próprio?
Assis - Enquanto aguardamos a liberação das licenças, estamos finalizando os projetos do Hospital Monte Hermon. Os projetos levam em consideração as certificações hospitalares internacionais de qualidade como Joint Comission, e de sustentabilidade como LEED (Leadership In energy and Environmental design). O projeto arquitetônico está focado na humanização do paciente, e da equipe de funcionários do hospital. Escritórios especializados em arquitetura hospitalar - um de Florianópolis e outro da Espanha -, desenvolveram um projeto que agiliza os fluxos internos e o design ao mesmo tempo, trazendo conforto e rapidez no atendimento.
AN - E tecnologias?
Assis - Novas tecnologias como robotização no controle de medicamentos da farmácia e correio pneumático, trarão segurança e diminuição no fluxo de trânsito de pessoas pelos corredores, aumentando a segurança do paciente, tanto no atendimento quanto no controle de infecções. No início de 2017 poderemos ter uma data mais precisa para a conclusão desta obra.
AN - A obra será construída com recursos próprios?
Assis - Este projeto representa um investimento superior a R$ 100 milhões. Estamos analisando algumas alternativas de built to suit, e também as possibilidades de um financiamento bancário, com recursos do BNDES, complementados com recursos próprios.
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Circuito Unimed-BH leva música instrumental para Praça da Saúde
| O DEBATE |
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Carta/Email |
18/07/2016 |
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O Circuito Instituto Unimed-BH, por meio do projeto Dia de Feira, leva novos músicos à Praça da Saúde para animar as tardes de sábado no bairro Grajau.
Renato Savassi & Quatro em Ponto convidam André Godoy e se apresentam no sábado (16), a partir das 13h30. No repertório, sonoridades que vão do blues a brasilidades e prometem agradar a todos os públicos.
Após 16 anos à frente da banda Cálix, e uma carreira solo que contou com participações em shows de grandes artistas, Renato Savassi iniciou sua parceria ao lado do grupo "Quatro em Ponto". A proposta do compositor é dar uma roupagem mais orgânica às suas músicas. Neste show, o grupo apresenta o resultado dessa mistura ao lado do convidado especial André Godoy.
O Projeto Dia de Feira tem como objetivo incentivar e fortalecer a tradição das feiras em Belo Horizonte. Além de melhorar a infraestrutura destes eventos, o projeto leva atrações culturais para as praças, convidando o público a visitar cada vez mais esses espaços.
Projeto Dia de Feira Renato Savassi & Quatro em Ponto convidam André Godoy Parceiro: Altiplano Local: Praça da Saúde (ao lado da Maternidade Unimed) Data: 16 de julho de 2016, sábado, às 13h30 Classificação: livre
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Órgãos públicos se unem para manter operações da Unimed-Rio
| O GLOBO - ON LINE |
ECONOMIA |
Matéria |
18/07/2016 04:30:00 |
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RIO - Diante dos graves problemas financeiros e de gestão da Unimed-Rio, órgãos públicos tentam fechar um acordo para garantir o atendimento aos clientes da operadora de saúde na rede credenciada de hospitais e clínicas. Participam deste esforço conjunto os Ministérios Públicos estadual e federal, a Defensoria Pública do Estado do Rio e a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). O objetivo é fazer com que fornecedores, executivos e médicos cooperados se comprometam com o pacto independentemente de quem estiver no comando da operadora.
As negociações incluem aporte de capital pelos cooperados e, segundo fontes, compromissos com grandes grupos do setor, como a Rede D"Or. A meta é criar um arranjo para evitar que se repita com a cooperativa carioca o que aconteceu com a Unimed Paulistana, liquidada em fevereiro deste ano.
Com cerca de 950 mil segurados e há mais de um ano sob direção fiscal da ANS - regime em que a situação econômico-financeira da operadora é acompanhada in loco por um profissional indicado pelo órgão regulador -, a Unimed-Rio tem como desafio superar o impasse político entre a atual diretoria e os cooperados, para garantir a implementação do programa de saneamento financeiro. Com 500 folhas e previsão de 36 meses de duração, o programa foi entregue à ANS em abril.
Não bastassem os problemas de caixa, há uma batalha em torno do comando da empresa. Além dos grupos de oposição, o próprio conselho fiscal da cooperativa defende a destituição da atual diretoria, que tem o mesmo executivo, Celso Barros, no comando desde 1998. Foi convocada uma assembleia, para o próximo dia 28, com este fim. Mas a Unimed-Rio não descarta suspender a assembleia, como fez judicialmente em junho, caso o rito para convocação não tenha sido cumprido à risca.
- Os próximos dias serão decisivos. O plano de reestruturação é viável, mas é preciso captar a confiança da rede para manter o atendimento e acabar com a discussão sobre quem vai assumir o comando - diz uma fonte próxima à negociação.
Segundo Luiz Eduardo Perez, assessor de Comunicação e Marketing da Unimed-Rio, a operadora tem um plano de recuperação bem embasado. Ele destaca que a sinistralidade (o percentual da receita usado para atendimento) é de 79%, um patamar abaixo do vigente no mercado. Perez ressalta ainda que a Unimed-Rio teve redução no número de reclamações e que o programa exige que a operadora não tenha qualquer plano suspenso no semestre. Para isso, ela precisa ter menos de 50 notificações de investigação preliminar na ANS.
CONSUMIDORES ESTÃO EM ALERTA
Mas a reestruturação da rede e as informações sobre suspensão de atendimento por hospitais e clínicas deixaram consumidores como Jorge Rodrigo Bertho, morador de Jacarepaguá, apreensivos:
- Quando contratei o Plano Delta, tinha à disposição uma ampla oferta de hospitais e clínicas, todos de grande porte. Agora, a oferta deixa muito a desejar. Quando reclamei, alegaram que há hospitais que não foram descredenciados, mas deixaram de atender o meu plano.
O passivo da operadora é outro ponto crítico, alvo de questionamento de cooperados. Pelos números oficiais, são R$ 600 milhões, mas fontes do setor dizem que o montante poderia chegar a R$ 2,5 bilhões, se consideradas dívidas de longo prazo com bancos e outros compromissos.
Um primeiro alívio para o caixa da operadora foi o início da cobrança de uma participação, de 20% a 35%, da produção mensal dos cerca de 5.400 médicos cooperados, para pagamento de uma dívida tributária de Imposto Sobre Serviços (ISS). A operadora, oitava maior do país, explicou que pagou os tributos em nome dos sócios, de 2012 a 2015, e que foi aprovado em assembleia o ressarcimento dos valores pelos cooperados até que o montante seja equalizado.
- A situação no Rio é muito diferente da de São Paulo devido ao envolvimento de entes públicos e do interesse da rede credenciada na solução da crise. Mas a contribuição do ISS não será suficiente. Os cooperados precisarão fazer aporte. É importante que os clientes saibam que a cooperativa não está na "bacia das almas" - disse outra fonte.
Um cooperado da oposição, que não quis se identificar, diz que a questão é a confiabilidade:
- Sabemos que eventuais prejuízos, como os lucros, devem ser partilhados. A questão é que, se aparece no balanço que dois mais cinco é igual a sete, há dúvidas. Falta credibilidade à atual diretoria.
O Conselho Empresarial de Medicina, da Associação Comercial do Rio, convocou uma reunião para quarta-feira para discutir o caso da Unimed-Rio.
- Os consumidores estão protegidos pela portabilidade, mas uma eventual quebra da Unimed-Rio teria grave consequência para a rede de hospitais, clínicas e laboratórios do Rio. Há como negociar as dívidas, a questão é garantir o que for pactuado. Eles precisam tomar juízo e resolver a questão política - diz Josier Vilar, presidente do Conselho.
Fernando Antonio Boigues, presidente do Sindicato dos Hospitais e Clínicas do Município do Rio, faz avaliação similar:
- Se a Unimed-Rio deixasse o mercado, o que ninguém quer que aconteça, haveria um efeito dominó. Há pequenas clínicas e hospitais com até 60% do atendimento vindos de clientes da cooperativa. O sindicato já se reuniu com a diretoria da Unimed-Rio e também com a ANS para saber como ajudar - afirma Boigues, acrescentando que a dívida com hospitais de todo o Brasil poderia estar na casa do bilhão de reais, número negado pela operadora.
MAIS DE 70% DAS COOPERATIVAS EM BOA SITUAÇÃO
Na avaliação de Solange Beatriz Palheiro Mendes, presidente da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), há certa inércia da ANS. Ela critica a autorização da compra da carteira individual da Golden Cross pela cooperativa carioca, em 2013, o que, avalia, agravou a crise.
Fontes a par da situação alegam que só seria possível uma ação mais contundente da agência na cooperativa em caso de liquidação. A própria demora da agência para iniciar a direção fiscal teria o objetivo de evitar que a Unimed-Rio tentasse invalidá-la por meio de artifícios jurídicos.
O sinal de alerta para a reguladora foi a liberação judicial, às vésperas do Natal de 2014, da reserva técnica de provisionamento (a Peona) de R$ 350 milhões - dinheiro que fica recolhido na ANS como garantia de pagamento a fornecedores de atendimentos ainda não registrados.
A advogada Juliana Bumachar, especializada em recuperação judicial, explica que a direção fiscal é crucial:
- Operadoras de saúde não estão incluídas na Lei de Recuperação e Falências. A direção fiscal atua com esse foco, de entender o que está errado na gestão financeira e ajudar na implementação de um plano de reestruturação.
Elici Maria Checchin Bueno, coordenadora executiva do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), diz ter recebido relatos de usuários da Unimed-Rio, oriundos da carteira da Golden Cross, em São Paulo, que não têm conseguido atendimento adequado:
- Desde que foi decretada a alienação compulsória da carteira da Unimed Paulistana, os consumidores da cooperativa carioca enfrentam problemas para ter acesso aos serviços.
Claudia Nakano, advogada especializada no direito à saúde, afirma que, numa liquidação, os direitos dos consumidores, apesar da portabilidade, nunca são plenamente contemplados:
- Muitas vezes, não se escolhe a operadora e, na maioria dos casos, como no da Unimed Paulistana, essa transferência significa mudança de rede e aumento da mensalidade.
O comprometimento do sistema Unimed, com uma eventual quebra da operadora carioca, é outra questão que preocupa. Isto porque cooperativas do estado dependem de repasse financeiro e da rede de atendimento para manter seus serviços. A Unimed Leste Fluminense, por exemplo, com cerca de 203 mil usuários, tem 30% de seus atendimentos prestados a clientes da Unimed-Rio. Em março, os pagamentos foram suspensos pela cooperativa carioca, o que levou à interrupção da prestação do serviço por médicos e pela rede credenciada à fluminense. A situação, porém, já foi regularizada.
Valdmário Rodrigues Júnior, diretor de Integração Cooperativista e Mercado da Unimed do Brasil, garante que não há risco de contaminação. Com 31% do mercado nacional de planos de saúde e a segunda maior rede hospitalar do país, o sistema Unimed, diz ele, tem mais de 70% das suas cooperativas em boa situação econômica.
- A gestão financeira e de rede é autônoma - ressalta, informando que a Unimed Brasil ajudou a elaborar o programa de saneamento e dá apoio técnico à cooperativa.
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'Planos, agora, estão pagando a própria conta', diz especialista
| O GLOBO - ON LINE |
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Carta/Email |
18/07/2016 08:52:00 |
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RIO - Para o cardiologista Luiz Roberto Londres, dono da Clínica São Vicente e fundador do site Observatório da Saúde, hospitais, laboratórios, planos de saúde e indústrias farmacêuticas e de materiais devem servir à medicina e não se servir dela. Na visão de Londres, foi justamente a deturpação desse conceito que levou as operadoras à crise atual.
A saúde suplementar precisa ser repensada?
As dificuldades em que os planos se encontram, eles mesmo causaram, com distorções em prol da maior lucratividade. Eles se queixam de prejuízo. E antes? A arma do diagnóstico é um bom médico, os exames serviriam para confirmar a anamnese. A reflexão do médico virou reflexo. Os planos, agora, estão pagando a própria conta.
Qual é a saída?
O cenário atual tem duas causas principais: a má formação médica e a colocação do dinheiro à frente do paciente. É preciso recuperar a saúde pública para que a suplementar seja opcional, investir na formação do médico e entender que ganhos devem advir de ações médicas sem deturpá-las.
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A longa espera que pode ser fatal: quase a metade dos pacientes com câncer inicia o tratamento após o prazo previsto em lei
| O SUL - RS - ONLINE |
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Matéria |
17/07/2016 23:38:00 |
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Apesar de estar em vigor no País desde maio de 2013, uma lei que determina que o tratamento contra o câncer deve ser iniciado em até 60 dias após o diagnóstico, quatro em cada dez pacientes com a doença que procuram unidades de saúde do SUS (Sistema Único de Saúde) só iniciam o tratamento depois desse prazo. A maioria só após 90 dias. Em alguns casos, essa espera pode ser fatal.
Os dados estão no Siscan (Sistema de Informação do Câncer), uma plataforma do Ministério da Saúde abastecida pelos centros de tratamento, que está sendo implantada em todo o Brasil.
Segundo o Siscan, até o dia 5 de abril, 43% dos pacientes haviam sido atendidos após o prazo máximo de 60 dias, e é bem provável que esses dados sejam otimistas. Isso porque o sistema inclui apenas 58.294 casos de câncer, menos de 1% do total de novos casos estimados para este ano em todo o País, pelo Instituto Nacional de Câncer, que calcula 596 mil casos. (AG)
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Natal é uma da capitas referência na cirurgia
| TRIBUNA DO NORTE - ON LINE |
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Matéria |
16/07/2016 10:30:00 |
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Poucas capitais do Brasil são referência no que se diz respeito a cirurgia do implante coclear. Além de Natal, Fortaleza, Curitiba, Recife e Belém, também vão realizar o torneio de futebol na próxima quinta-feira para difundir e avisar a população a facilidade de conseguir um procedimento cirúrgico para algum familiar que sofra de deficiência auditiva. E a capital do Rio Grande do Norte já é destaque em implantes. Tanto é que pessoas de outros estados vem para cá, na tentativa de conseguir o implante. Como é o caso de João Laércio, que veio de João Pessoa/PB, tratar o filho Brenno Walbert e acabou decidindo ficar em definitivo na capital potiguar.
Agora, o objetivo dele é conseguir mais um implante para o outro ouvido do filho, já que o SUS só autoriza a cirurgia em um ouvido. "Estou brigando na Justiça para conseguir o segundo implante para o meu filho. O procedimento, se for particular, é muito caro e o plano de saúde só que dar a metade da cirurgia. Mas, vamos lutar para conseguir e dar uma vida mais tranquila ao meu filho", afirma.
Mas, nem todos pensam assim. Se Marlito Jerônimo da Silva não tivesse insistido em fazer a cirurgia na sua filha, a pequena Victorya Suelly Lopes da Silva, de 10 anos, ela não estaria escutando como todos, hoje em dia. E ele explica os motivos. "A família da minha esposa era contra a cirurgia, já que poderia dar alguma coisa errado e ela era muito nova. Mas, queria poder dar isso a minha filha e fui atrás, batalhei e consegui. Se não fosse a cirurgia, até hoje minha filha estaria se comunicando apenas através de sinais", revela Silva.
Além do medo dos familiares, o preconceito ainda existe por parte de algumas pessoas. E o desabafo de Ariane Morais deixou isso bem evidente. "Minha filha sofreu muito na antiga escola em que ela estudava. Tanto que tive que trocar de colégio para que Maria Clara pudesse ter uma vida normal e agora estou conseguindo", finalizou.
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