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Em palestra realizada no dia 16 de julho, no BH-TEC, em Belo Horizonte (MG), o professor titular do departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Antonio Luiz Pinho Ribeiro, falou sobre CI-IA Saúde, modelo e perspectivas. Ele abordou o potencial de utilização da inteligência artificial na saúde com melhoria dos processos e eficiência, e ressaltou a importância de saber como utilizar a tecnologia do ponto de vista ético, como incluí-la dentro da linha de cuidado e reconhecer que toda a tecnologia tem seus limites. Um exemplo foi o case sobre a construção de uma base de dados de eletrocardiograma, em que foi possível aplicar a IA e que, na prática clínica, possibilita mapeamento de risco, discussão sobre envelhecimento cardíaco e fatores de risco induzindo o paciente a mudanças no estilo de vida.
Um dos destaques da palestra foi a parceria da Unimed-BH, associada à UFMG, com o primeiro Centro de Inovação em Inteligência Artificial em Saúde do Brasil. Como fruto dessa parceria, a inteligência artificial já vem sendo utilizada pela Singular e tem trazido impactos positivos, desde a otimização de processos até a implementação de linhas de cuidado, promovendo melhorias nos serviços ofertados aos pacientes. O superintendente de Atenção à Saúde, Sérgio Adriano Loureiro Bersan, destaca que a gestão populacional está na estratégia dos principais concorrentes e é um dos principais atributos trabalhados pela cooperativa e afirmou ainda que “quanto mais dados, menor chance de erro. Estamos criando um banco de dados de oncologia e, quanto maior for o banco, mais assertiva a IA”.
Ainda na programação mineira, a head de parcerias estratégicas da Fundep, Janayna Bhering, trouxe um Panorama da Inovação Aberta com Universidades no Brasil, com exemplos que ultrapassam a área da saúde. Na ocasião, falou sobre metodologias de aceleração de startups, como os institutos de pesquisa auxiliam no processo de desenvolvimento de soluções e a importância de as empresas conhecerem seus processos internos e suas necessidades antes de buscar os parceiros. Sérgio Adriano Loureiro Bersan reforçou a necessidade de preparar as equipes, evitando ineficiência e custos. “É preciso formar pessoas, desenvolver a capacidade criativa para que no dia a dia dos processos elas tenham um olhar crítico para propor melhorias”.
Já a programação de Florianópolis (SC) aconteceu na Unisul e contou com a palestra de Carlos Eduardo Macoppi, gerente de TI na Unimed Santa Catarina, que detalhou o projeto realizado com a Universidade do Estado de Santa Catarina, cujo objetivo é identificar beneficiários em fator de risco para o Transtorno do Espectro Autista, a partir de dados de utilização. Com isso, aprimorou-se a eficiência no atendimento, diagnósticos e tratamento do transtorno com foco na otimização e agilidade do processo, reforçando como as Universidades e o Sistema de Saúde possuem um grande potencial ao se unirem.
Jhonathan Drudz, gerente de Mercado, Marketing, Contas Médicas e Auditoria na Unimed Litoral (SC), contou sobre o projeto Unimed nas Escolas, que teve como foco principal promover impacto social, saúde e bem-estar entre os estudantes, além de ensinar a importância da higiene das mãos e capacitar alunos e professores em técnicas básicas de primeiro socorro. O sucesso e importância do projeto garantiu um prêmio do Instituto Social de Itajaí.
Por fim, Rodrigo Alves, da Unisul, trouxe detalhes sobre a Ânima, organização educacional da qual a universidade faz parte, e sua parceria com a Unimed, que veio a partir do espírito empreendedor dos colaboradores. Além disso, contou de outros braços do ecossistema Ânima, que inclui a SingularityU, responsável pelo workshop que aconteceu no Learning Village, em São Paulo, em 17 de julho, mostrando como o evento tem conectado tantas iniciativas importantes ao redor do país.
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